
Lizuarte Martins é o ‘homem forte’ das máquinas da Aviludo/Louletano/Loulé Concelho. Todas as bicicletas da equipa algarvia passam pela sua mão antes de seguirem para os ciclistas nesta 83.ª Volta a Portugal, que hoje goza o seu dia de folga.
O fafense, que tem a sua história enquanto ciclista, encara agora as provas de outra forma e com outros olhos, mas garante que “à partida para a Volta a Portugal os nervos são idênticos. Há muito stress, muito trabalho e temos sempre aquela sensação que falta algo”, mas “começando as corridas os nervos acalmam e entramos na rotina da prova”.
Teve muito trabalho nesta primeira metade da Volta a Portugal? “No primeiro dia sim… com a queda do Tomas Contte, que partiu a bicicleta, deu para umas horas extras de trabalho”, disse Lizuarte Martins, que adiantou que “de resto até hoje tem sido o normal”.
“DIA DE REVER TODO O MATERIAL AO PORMENOR”
Hoje goza-se o dia de folga da Volta a Portugal em Bicicleta. Lizuarte Martins refere que “hoje estou com tempo de sobra…”, mas garante que não está parado: “é dia de rever todo o material ao pormenor para que nada falhe nas próximas etapas”.
Lizuarte Martins não é um ‘novato’ nestas andanças da Volta a Portugal. Enquanto ciclista participou em várias edições da prova rainha de Portugal e agora já leva umas quantas como mecânico da Aviludo… Qual é a diferença entre a sensação de correr e estar agora em serviço como mecânico?
“A sensação de correr era boa, muito sofrimento, muitas restrições com a alimentação e o descanso. Agora como mecânico tenho a minha responsabilidade dentro na minha área, mas tenho a sorte de estar no meio do Ciclismo”.
ETAPAS NO MINHO E DOIS MINHOTOS COMO COMPANHEIROS DE EQUIPA
Aproximam-se as etapas do Minho (duas este ano), e mais uma vez uma delas termina na cidade de Fafe. Continua a ser especial? “Sim é muito especial. Terminar uma etapa em Fafe deixa-me muito contente e fico muito satisfeito por ver a Câmara Municipal continuar a apostar no Ciclismo. Depois é uma etapa em que me permite rever amigos e família”, disse Lizuarte Martins, que salienta que “de resto é mais um dia de trabalho… com o gostinho de ser no Minho”.
Este ano, Lizuarte Martins conta com dois minhotos na equipa, o fafense Rui Rodrigues e o vimaranense José Mendes: “acima de tudo são dois amigos”, garante.
São dois ciclistas que podem causar surpresa nas etapas finais? “Sem dúvida… na etapa de Viseu o José Mendes esteve bem lançado, mas teve azar e avariou… acredito que se não tivesse avariado o grupo poderia chegar a discutir a vitória” disse Lizuarte Martins, que salientou: “eles vão entrar em estradas que treinam todos os dias e podem causar surpresas, sem dúvida”.
