O Famalicense não foi feliz frente à Ovarense B, perdeu por 56-69, em jogo da segunda eliminatória do Playout, e não evitou a despromoção ao Campeonato Nacional da II Divisão masculina de Basquetebol.
A equipa de Armando Andrade teve uma época muito difícil, marcada por lesões, saída de atletas e o Covid-19, que obrigou ao adiamento sucessivos de jogos e que culminou com uma surpreende caída nos lugares do playout no último jogo da fase regular…
MIGUEL CORREIA: “FOI UMA ÉPOCA MUITO DIFÍCIL”
“Foi, sem dúvida, uma época muito difícil. Lesões, saídas de atletas, adiamento de jogos que nos impossibilitaram de ter os reforços a jogar, várias paragens que nos obrigaram a recomeçar…”, começou por afirmar Miguel Correia, diretor do Basquetebol do Famalicense.
“Foi uma época que acabou da pior maneira. Primeiro com a caída, na última jornada, nos lugares de playout e depois com a derrota do passado sábado com a Ovarense. Não foi fácil, mas estamos cá para assumir tudo o que correu mal, com a certeza de que a divisão de baixo não é o nosso lugar, pela nossa capacidade organizativa, de treino e da qualidade de toda a gente que faz parte do clube”, disse Miguel Correia.
FAMALICENSE ACUSOU A PRESSÃO DE CAIR NO PLAYOUT
A equipa não conseguiu reagir ao facto de ter caído do playout? “A verdade é que não. Acabamos por acusar a pressão do que poderia acontecer e as coisas não nos saíram bem. Não conseguimos contrariar a eficácia e intensidade da equipa da Ovarense e isso acabou por ditar a nossa descida”.
O Famalicense não baixa os braços e depois de um período de análise da época está já a preparar o futuro… “Já estamos a preparar a nova temporada. Temos que encarar isto como um percalço em tudo o que tínhamos projetado, aprender e usar tudo para crescer e voltar mais fortes na próxima época”.
APOSTA CLARA NA SUBIDA À I DIVISÃO
O Famalicense deu, entretanto, por encerrada a época desportiva da equipa Sénior… “Para já vamos parar. Também para descansar mentalmente de uma época que por si só já seria difícil, com a carga acrescida de termos enfrentado uma descida de divisão. Vamos recuperar energias, planear e apontar o foco aos objetivos da próxima época e depois aí sim, voltar ao trabalho”.
Quanto aos objetivos para a nova época, Miguel Correia não tem dúvidas: “é claramente a luta pela subida”.