
Sem grandes promessas ou projetos, mas com uma vontade enorme de criar bases para o futuro, tomou posse esta noite a nova direção da Associação de Natação do Minho, liderada por Manuel Freitas.
Os novos responsáveis da AN Minho têm pela frente um mandato mais curto do que o habitual – em vez dos habituais quatro, têm menos de dois anos, termina em 2028 – e, por isso, têm a consciência de que não há tempo para “promessas megalomanas ou grandes projetos”, e que é tempo de “construir uma base sólida para se poder trabalhar no futuro”.
REORGANIZAR, REVER PROCEDIMENTOS, ATUALIZAR
Manuel Freitas, que lidera um grupo que é composto por pessoas ligadas à Natação, ex-nadadores, nadadores Masters, pais de nadadores, referiu que o objetivo da direção é, numa primeira fase, “limpar um pouco a imagem menos positiva que se tem passado da AN Minho. Queremos reorganizar, rever procedimentos, atualizar toda a AN Minho, mesmo a nível de redes sociais”.
“Queremos também otimizar os recursos que existem e, para isso, vamos tentar fazer um levantamento do que existe no Minho e Alto Minho para termos mais piscinas disponíveis para realizar as nossas provas. Ao mesmo tempo vamos tentar, junto dos municípios, uma maior colaboração, de forma, também, a criarem clubes de Natação, a darem mais condições aos que já existem. Só assim podemos reforçar a nossa força como Associação”.
A direção da AN Minho está consciente de que “nem todas as piscinas existentes no Minho estão adequadas para receber uma competição… E infelizmente não temos uma piscina coberta de 50 metros. Teremos de fazer um trabalho de sensibilização, um trabalho árduo junto das entidades para darem mais condições e mais apoios aos clubes de Natação e aos nadadores”.
Manuel Freitas salientou que “quando falamos de apoios, não estamos a falar apenas de apoios financeiros. Há muitas coisas, simples, que podem atenuar ou até mesmo resolver os problemas” e explicou: “há equipas que precisam de fazer treinos bi-diários e não o fazem porque as piscinas não estão disponíveis, não abrem mais cedo para receber os atletas. Basta um bocadinho de força de vontade para disponibilizar a piscina mais cedo e, noutros casos, para disponibilizar horários e espaços completos para as equipas treinarem. Há clubes a quem são cedidas duas pistas para 50 atletas… é inconcebível”.
MUITO TRABALHO E POUCO TEMPO
Afirmando que “temos muitas ideias, muito trabalho para fazer e pouco tempo”, Manuel Freitas salienta que “nenhum dos elementos desta equipa vai trabalhar a tempo inteiro para a ANM. Todos temos os nossos empregos e temos de fazer um grande esforço e gestão do tempo para alcançar os objetivos. Também, por isso, não delineamos grandes objetivos. Primeiro queremos saber como está a AN Minho, fazer a reorganização e otimizar os recursos. Vamos tentar fazer isso para que, depois em 2028, quem assumir a direção tenha uma base sólida para prosseguir”.
Qual será o primeiro passo da direção? “Depois da tomada de posse vamos reunir com a direção técnica para preparar a época. Essa é a nossa primeira preocupação: preparar a época que está à porta. Este processo eleitoral demorou muito tempo e a preparação da época atrasou, mas vamos trabalhar para preparar tudo e arrancar com a época na segunda quinzena do mês”.
Para que a época funcione, Manuel Freitas espera que “haja condições para que todos os orgãos da AN Minho funcionem, que todos executem as funções para as quais foram eleitos e haja colaboração. Contamos também com o apoio dos clubes. É preciso trabalhar e contamos com o apoio e o trabalho de todos para que a AN Minho continue a crescer”.
DIREÇÃO DA AN MINHO
Presidente: Manuel Freitas.
Vice-Presidente: Cátia Torres.
Secretário: Duarte Dantas.
Tesoureiro: Ana Margarida da Silva.
Vogais efetivos: Cátia Ribeiro, José Fernandes e Julia Freixo.
Vogais suplentes: Mateus Alpoim e Abel Cerqueira.





