André Ribeiro, GI Group Holding – Simoldes – UDO, esteve em alta na 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, que terminou domingo na cidade do Porto. O ciclista de Barcelos terminou a competição no top20 e foi terceiro na Classificação da Juventude.
André Ribeiro faz “um balanço muito positivo” desta sua terceira participação na Volta a Portugal e considera que “os objetivos pessoais e da equipa” foram atingidos.
“Foi um desafio exigente, mas também uma experiência de enorme realização pessoal” disse André Ribeiro, que adiantou que “cada etapa trouxe dificuldades e desafios, mas conseguimos superar.
Foi a melhor Volta a Portugal da equipa. Conseguimos colocar quatro ciclista no top20, sendo que dois ficaram no top10. Ficamos em segundo lugar na Classificação por Equipas e o terceiro lugar na Juventude. Conseguimos colocar sempre ciclistas nas fugas… Foi uma Volta em que mostramos o nosso real valor e as nossas cores/patrocinadores”.
André Ribeiro considera que “mais do que quilómetros percorridos, ficam as memórias e a sensação de ter deixado tudo na estrada”.
SUBIDA À SENHORA DA GRAÇA, A NÃO RESPOSTA DO CORPO E O ACIDENTE DE FINDLAY TARLING
O que mais gostaste e qual a maior dificuldade? “O dia que mais gostei e vai ficar marcado na minha vida foi o dia da etapa nove, a chegada a Senhora da Graça. Foi o dia em que estive na fuga e onde tive muita gente a apoiar-me (todos os dias tinha gente na estrada a apoiar-me), e quando passei em Mondim de Bastos, na entrada da subida era tanta gente a apoiar que até me arrepiei. É um sentimento que nem sei muito bem explicar”.
“O dia em que tive mais dificuldade foi o dia a seguir ao descanso – etapa 6 -, foi um dia de muitas dificuldades, o corpo não respondia às necessidades da prova”, disse André Ribeiro, que salientou que “outro dia que ficou marcado foi o da etapa 8.º com o acidente do ciclista Finlay Tarling, que nunca será esquecido”.
Foi difícil continuar a prova depois desse dia? Fez-te pensar? “Sim, esse dia e os dias seguintes foram muito complicados. Parecia que já não estávamos na Volta a Portugal. Já não me apetecia correr. Quando fizemos a homenagem no dia a seguir foi um momento muito complicado e até chorei. Fez-me lembrar/pensar que há um ano tive um acidente muito grave também na Volta a Portugal”.
“AGORA POSSO DIZER QUE TODO O SACRIFÍCIO E DEDICAÇÃO VALERAM A PENA”
Também devido a esse acidente em 2025, o que conseguiste este ano – top20 da Geral e terceiro na Juventude -, tem ainda mais valor? “Sim, isto significa muito para mim. Depois da operação tive meses de muito sacrifício. Devido ao tempo que estive parado perdi muita forma física e muita massa muscular, foi como se estivesse a começar do zero… Depois de tanto esforço e dedicação esta Volta correu muito bem. E agora posso dizer que todo o sacrifício e dedicação valeram a pena”.
Fotos: Rodrigo Rodrigues Photography





