HÓQUEI EM PATINS

Ana Lopes (AP Minho): “foi um momento muito especial de convívio, aprendizagem e afirmação do Hóquei em Patins no feminino”

O Pavilhão Municipal de Valença recebeu, no fim de semana, o segundo Encontro Anual de Hóquei Feminino da Associação de Patinagem do Minho, evento que contou com a participação de 55 atletas desde o escalão mais jovem (Bambis) até às Sub-17.

Para Ana Lopes, selecionadora da AP Minho, este “foi um momento muito especial de convívio, aprendizagem e, acima de tudo, de afirmação do Hóquei em Patins no feminino na nossa Associação”.

“A iniciativa decorreu no Pavilhão de Valença, uma cidade e um clube que, mais uma vez, nos acolheram com enorme disponibilidade e foram fundamentais na organização do encontro. Contámos ainda com a presença de atletas integradas nas seleções Sub-15 e Sub-17, o que trouxe qualidade e inspiração às mais novas, criando um ambiente de partilha intergeracional muito saudável”.

Como foi ter atletas dos mais variados escalões a trabalhar num mesmo pavilhão? “Para que o trabalho fosse, realmente, adequado às idades e aos níveis de desenvolvimento, dividimos a pista: as atletas mais novas ficaram numa meia pista e as mais velhas na outra, permitindo que os ‘treinos’ e os jogos condicionados fossem ajustados aos objetivos de cada grupo — mais lúdicos e exploratórios nas idades iniciais, mais estruturados e exigentes nas mais velhas”.

Foi é o principal objetivo destes encontros? “O grande objetivo deste encontro é simples e poderoso: mostrar às atletas que não estão sozinhas. Há muitas meninas a jogar Hóquei no Minho, há talento, há entusiasmo, e jogar todas juntas torna a modalidade ainda mais divertida, motivadora e com um sentido de pertença que muitas vezes falta no dia a dia”, disse Ana Lopes, que adiantou que “ao mesmo tempo, este encontro sublinha um desafio que não podemos ignorar: atualmente, no Minho, não existe uma equipa feminina, e esse é um ‘gap’ que é essencial fechar se queremos elevar, de forma consistente, o nível do Hóquei feminino. Quando as atletas jogam apenas em equipas mistas, a partir de Sub-13 é frequente serem preteridas — não por falta de qualidade, mas porque as diferenças físicas começam a pesar nas decisões imediatas de jogo. Isso tem impacto direto no seu crescimento: menos minutos, menos responsabilidade, menos bola e, consequentemente, um desenvolvimento mais lento do pensamento crítico, da tomada de decisão e da leitura de jogo”.

“Eventos como este encontro são, por isso, mais do que um dia bem passado: são um passo concreto para criar uma base mais forte, dar visibilidade ao número real de atletas, aproximar clubes e famílias e reforçar a ideia de que o Hóquei feminino no Minho não é um ‘projeto pequeno’, mas uma oportunidade grande, que precisa de estrutura para crescer”.

Há alguma hipótese de passar de encontro anual, para encontros com mais frequência? Há, sim, hipótese… e mais do que hipótese, há vontade e trabalho em curso para que isso aconteça. Neste momento, a AP Minho está a trabalhar de forma muito consistente no desenvolvimento do Hóquei em Patins no distrito, com um treino semanal para cada Seleção Distrital em atividade (Sub-15 masculina e Sub-17 feminina). Esse trabalho regular dá continuidade ao processo, cria identidade e permite acompanhar a evolução das atletas e dos atletas ao longo da época”.

Quanto aos Encontros de Hóquei feminino… “O desejo é claro: gostaríamos muito que fossem mais frequentes. Estes momentos têm um impacto enorme, porque juntam escalões diferentes, aproximam clubes e famílias, aumentam o sentimento de pertença e, sobretudo, mostram às meninas que existe massa crítica e futuro no Hóquei feminino no Minho. Dito isto, há um fator muito prático que condiciona: os calendários competitivos são extremamente exigentes e nem sempre deixam ‘janelas’ grandes o suficiente para organizar um evento desta dimensão com a regularidade que gostaríamos. Um encontro com muitos escalões, muitas atletas e logística associada exige tempo, coordenação e disponibilidade de várias partes ao mesmo tempo”.

“Ainda assim, estamos a trabalhar no sentido de conjugar todos esses elementos — clubes, pavilhões, equipas técnicas, atletas e famílias — para que seja possível aumentar a frequência. Não prometemos o impossível (porque o calendário manda muito), mas estamos focados em encontrar soluções realistas para que estes encontros deixem de ser ‘só um dia no ano’ e passem a ser um ponto mais regular no crescimento do Hóquei feminino no Minho”.

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao Topo

COVID-19

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença: • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo; • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%; • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória; • Evitar tocar na cara com as mãos; • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado. Seja responsável, faça a sua parte. Respeite o isolamento social. #JUNTOSVENCEREMOS

Quer promover o seu evento?
Contacte-nos...
O nosso website usa cookies para ajudar a melhorar a sua experiência de utilização. Ao utilizar o website, confirma que aceita a sua utilização. Esperamos que esteja de acordo
Tudo sobre Cookies
Aceitar
By continuing to browse or by clicking "Accept All Cookies" you agree to the storing of first and third-party cookies on your device to enhance site navigation, analyze site usage, and assist in our marketing efforts.
Cookie Policy
Cookie Settings
Accept All Cookies