O Minho deveria receber este fim de semana o Campeonato Nacional de Downhill, numa organização da Associação de Ciclismo do Minho e da Federação Portuguesa de Ciclismo. A prova está suspensa, mas ainda se pode realizar, dependendo do desenvolvimento da pandemia e da devida autorização da DGS e Governo. As entidades oficiais continuam a trabalhar para que os ciclistas possam mostrar-se ainda este ano e lutar pelas respetivas camisolas de Campeão Nacional.
Depois de no ano passado, ter organizado os Campeonatos Nacionais de Ciclismo de Estrada (Elites, Sub-23 e Femininos) em Melgaço e do Campeonato Nacional de BTT XCO no Centro de Ciclismo do Minho – Guimarães (Souto Santa Maria), este ano a ACM tinha a seu cargo a organização do Campeonato Nacional de DHI.
MINHOTOS EM DESTAQUE EM 2019

Foram vários os ciclistas minhotos que estiveram em destaque no Campeonato Nacional de DHI de 2019, que se realizou em Águeda,
João Baptista, que, entretanto, se sagrou Campeão do Minho de Juniores, brilhou no seu ano de estreia na categoria. O ciclista da Bike House DH Team – Guimarães sagou-se Vice-Campeão, sendo apenas ultrapassado por Gonçalo Bandeira, do Miranda Factory Team, que gastou menos 11s.
João Baptista recorda bem como foi a corrida: “era uma pista nova para mim, pois nunca lá tinha competido. Foi uma prova bastante dura em termos físicos, com grande competitividade e em que dei o meu melhor”.
Para um estreante na categoria, ficar em segundo lugar foi positivo: “foi muito positivo” referiu João Baptista, que acrescentou que “queria muito e esforcei-me para conquistar a camisola de Campeão Nacional, mas não consegui. Continuo a treinar e com o objetivo de conquistar uma camisola. Vamos ver quando acontece”.
REGRESSO AOS TREINOS DE DOWNHILL

O ciclista de Guimarães retomou os trabalhos de Downhill há, relativamente, pouco tempo devido à paragem forçada devido ao coronavírus, mas garante está no bom caminho: “ainda não estou com o ritmo que quero porque retomei os treinos Downhill há pouco tempo, mas com o tempo hei de voltar ao ritmo”.
João Baptista considera que o facto de ainda não haver provas – o Downhill foi das poucas vertentes que nem sequer chegou a estrear-se este ano – desmotiva um pouco, mas o gosto pela modalidade é superior…
“Para além da competição temos, acima de tudo, de gostar de andar de bicicleta e divertirmo-nos com isso. É verdade que o facto de não haver competição acaba por desmotivar um pouco, até porque o nosso desporto é individual e temos condições para realizar provas… agora vemos outros desportos/modalidades a ter competição em que existe maior risco de contágio e isso desmotiva, mas isso cabe à federação decidir, são prioridades… ” disse o ciclista de Guimarães, que salientou que “mesmo não havendo previsão para a competição, nós temos de estar prontos, nem que seja para a próxima época”.
Caso ainda se realizem provas de DHI, João Baptista quer estar apto para lutar pelas melhores posições e lembra que entrou no ano 2020 com a ideia de “revalidar o título de Campeão do Minho, conquistar a camisola de Campeão Nacional e vencer a Taça de Portugal. Queria ainda participar na Taça do Mundo e fazer o melhor resultado, deixar tudo em pista”, sonhos que estão em stand by devido à pandemia que suspendeu, para já, todas as competições.
RUI FREITAS VICE-CAMPEÃO DE CADETES

Rui Freitas, ciclista de Guimarães que alinha no Desportivo Jorge Antunes, também esteve em grande destaque no Campeonato Nacional de DHI em Águeda, ao sagrar-se Vice-Campeão de Cadetes.
Rui Freitas garante que “foi o resultado que esperava obter” e lembra que “corremos numa pista que exigia uma certa forma física, pois tinha várias zonas de pedal, mas de uma forma geral era uma pista ao meu gosto o que me favoreceu em relação a outros concorrentes”.
Rui Freitas, que cumpriu o isolamento durante o estado e emergência, não teve um regresso muito positivo aos treinos… “a preparação até estava a correr bastante bem, tinha melhorado muito. mas infelizmente no mês passado tive uma queda aparatosa, resultando numa clavícula e um dedo fraturados”. Agora “regressei aos treinos nos rolos em casa para manter a forma física”.
A recuperação está a correr bem e em breve Rui Freitas será submetido a novos exames para avaliar a evolução da lesão.
DAVID MARTINS NO TOP10

Na classificação de Elites, os destaques foram para os vimaranenses Ana Leite (AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde) que fez terceiro lugar em Femininos, e David Martins, então a representar as Linhas Afemar/Casa Myzé Team, que terminou na sexta posição.
David Martins, hoje a representar o DJ Antunes, lembra que “prova foi, na minha opinião, muito positiva em termos pessoais pela boa classificação obtida, mas também em termos globais pela boa organização e localização (o local era bastante bonito e a meta era mesmo numa praia fluvial)”.
“Estava a regressar de uma lesão e embora fisicamente não estivesse bem sentia-me rápido. A pista tinha uma parte inicial plana com muitas zonas de pedal e uma parte final rápida, técnica e mais inclinada. Fiquei contente com o resultado”, referiu David Martins, que lembra que na altura “o meu objetivo era conseguir os pontos necessários para competir no mundial”.
David Martins, que entrou em 2020 com a ambição de conquistar o título de Campeão do Minho, ficar no top5 do Campeonato Nacional e participar em todas as etapas do Campeonato Europeu, considera que a paragem nas competições lhe permitiu corrigir alguns aspetos.
“Esta pausa serviu para me preparar melhor para as competições e corrigir alguns aspetos importantes. Neste momento sinto-me em boa forma e pronto para competir”.
