“Candidatos, não somos, mas não vamos abdicar do nosso lema, nem rejeitar a ideia de impressionar e lutar por algo mais”, é com este pensamento que João Paulo Pereira, treinador do CARTaipense, encara a Série dos Primeiros do Campeonato Nacional de Juvenis A femininos de Voleibol.
O CARTaipense garantiu o apuramento já há algumas semanas, depois de ter andado, quase sempre, no top5 da Zona Norte da Primeira Fase.
A equipa das Taipas, que vai terminar esta fase do campeonato na quarta posição, não teve uma época fácil, mas acabou por conseguir segurar a presença na Série dos Primeiros e garantir a presença em Juniores A…
CAMPEONATO DIFÍCIL
João Paulo Pereira lembra que “quando começou o campeonato, falamos com as atletas e os pais e fizemos-lhes ver as dificuldades que iriamos ter. Nós temos uma equipa ganhadora, trabalhadora, mas de ano para ano começa a ter algumas dificuldades, por um lado porque a equipa não cresceu e defrontamos equipas com uma fisicalidade diferente, e depois porque as saíram três equipas, com quem conseguimos ombrear, e entraram três muito fortes, equipas que se podem reforçar com atletas dos outros escalões” e adiantou: “nós como temos os pés bem assentes no chão, sabíamos que o campeonato ia ser muito difícil, que iriamos andar a lutar para não descer de divisão…”.
No entanto não desistiram “pegamos na equipa, falamos e colocamos como objetivo ganhar 12 jogos para fazer o nosso campeonato. Sabíamos que para podermos ganhar tínhamos de ter um bom conhecimento das equipas, um bom plano do jogo, tínhamos de ser competentes e entrar em cada jogo com compromisso”, disse João Paulo Pereira, que confessa que “as coisas saíram muito melhor que do que esperávamos, graças à competência, à garra e ao trabalho da equipa”.
Qual foi o segredo da equipa? “Nós sabíamos que tínhamos algum potencial para poder ganhar, trabalhamos muito bem durante a semana e ao fim de semana entregamos tudo de nós em casa jogo. Esse foi o segredo nesta Primeira Fase”.
Com o apuramento garantido ainda antes do fim da Primeira Fase, serve para vocês trabalharem coisas diferentes, tendo em conta as dificuldades que vão encontrar? “O nosso micro ciclo de trabalho está sempre organizado. Temos dias para trabalhar com as atletas de cada sector e o treino para fazer o plano de jogo, contamos com o contributo de algumas atletas Seniores – porque ficamos sem duas atletas importantes há algum tempo – para ajudar a preparar os jogos”, referiu João Paulo Pereira, que garantiu que “por isso, não vamos alterar nada no nosso trabalho, nem vamos queimar etapas”.
“TEMOS UMA HISTÓRIA, O ADN E A MÍSTICA”
Para a fase que se segue “quem vai queimar as pestanas sou eu. Sou eu que vou arranjar mais informações detalhadas dos nossos adversários para preparar os jogos, para surpreender… Nós somos a equipa mais humilde nesta Série dos Primeiros, mas queremos surpreender as equipas com os nossos argumentos”.
O que pode fazer a diferença nesta Segunda Fase? “Nós temos uma equipa forte, ganhadora, comprometida, mas com o decorrer dos anos temos encontrado algumas limitações e que em confronto com algumas equipas saímos a perder e isso tem a ver com a fisicalidade. Temos uma equipa que não cresceu em altura, mas, em contrapartida, temos uma coisa que ninguém nos pode tirar: temos uma história, o ADN CARTaipense, a mística. Uma história de vitórias, de conquistas de troféus e um historial de compromisso, de união. Esta é uma equipa com atletas que jogam juntas há muitos anos. Tudo isto torna a equipa mais competente, mais comprometida, mais forte. É uma equipa com caráter”.
“SOMOS O ‘OUTSIDER’ DESTA FASE, MAS…”
O objetivo é chegar à Fase Final? “Nós, podemos dizê-lo, somos o ‘outsider’ desta Segunda Fase. O nosso grande objetivo era ficar nos seis primeiros para garantir a manutenção e a possibilidade da equipa competir, na próxima época, na I Divisão de Juniores”, afirmou o treinador do CARTaipense, que salientou que “agora todos sabem que o CARTaipense é uma equipa difícil, não é fácil de derrotar. Nós somos a equipa mais humilde, mas quando jogam connosco as equipas sentem um desconforto. E o nosso objetivo passa por aí. Queremos colocar esse incómodo nas outras equipas e, como somos uma equipa competente, se tivermos oportunidade não vamos deixar de lutar seja pelo que for. Como já disse candidatos, não somos, mas não vamos abdicar do nosso lema, nem rejeitar a ideia de impressionar e lutar por algo mais”.





