“Temos a responsabilidade de deixar uma boa imagem do Hóquei feminino” é com este pensamento que Ana Lopes, selecionadora da Associação de Patinagem do Minho, parte para o Torneio Internacional José Natário, que se realiza no fim de semana no Pavilhão Municipal de Barcelos.
O torneio organizado pela Associação de Patinagem do Minho conta com a participação das Seleções da AP Aveiro, AP Porto e Federación Galega de Patinaxe e destina-se às equipas de Sub-15 masculino e Sub-17 feminino.
A Seleção feminina de Sub-17 feminina realizou ontem um jogo de treino com a Seleção masculina de Sub-13 e Ana Lopes faz um balanço positivo…
“O treino de ontem serviu, essencialmente, para aferir as estratégias e o modelo de jogo que delineámos para esta Seleção. A equipa apresentou-se fisicamente mais recuperada e psicologicamente mais estável. As atletas estão cientes de tudo o que está em jogo: para a maioria, este Torneio de Carnaval e o próximo Inter-Regiões representam o fechar de uma etapa importante na sua formação. Por isso mesmo, encaram esta fase como a última oportunidade para alcançarem algo que ainda não conseguiram, tanto a nível individual como em nome da Seleção da AP Minho”.
Ana Lopes considera que “não tem sido um processo fácil, mas sinto que o nível de qualidade de jogo está mais elevado, ainda que distante de outras Seleções que beneficiam de campeonatos e equipas, exclusivamente, femininas. Este torneio, organizado pela AP Minho, serve para acertar os últimos pormenores, mas, acima de tudo, temos a responsabilidade de deixar uma boa imagem do Hóquei feminino e daquilo que estas atletas são capazes de fazer”.
Como sentiu-se as atletas esta semana? “Na grande maioria estão entusiasmadas, especialmente as mais experientes. As mais novas ainda estão um pouco ansiosas pela competição, o que é perfeitamente normal. Mas como disse, psicologicamente o grupo amadureceu bastante”.
Jogando em casa, provavelmente, com mais apoio, o que pode esta equipa fazer? “Jogar em casa, num torneio organizado pela AP Minho, dá-nos, naturalmente, um impulso extra. As atletas sentem mais apoio, mais carinho e também mais responsabilidade. Isso pode ser determinante para elevar o nível competitivo da equipa: correr um pouco mais, disputar cada bola com mais agressividade e acreditar até ao fim”, disse Ana Lopes, que adiantou: “mas não nos iludimos: sabemos bem onde estamos em relação a outras Seleções e temos consciência das nossas limitações, mas também sabemos que, com o ambiente certo e com o apoio nas bancadas, esta equipa pode ser mais consistente, mais competitiva e aproximar-se do patamar que ambicionamos. O objetivo passa por fazer deste ‘fator casa’ uma força adicional para mostrar um Hóquei de qualidade e deixar uma imagem forte do Hóquei feminino da AP Minho”.
O que lhes pediu ou vai pedir para este torneio? “Para este torneio pedi-lhes, acima de tudo, responsabilidade e coragem. Responsabilidade por aquilo que representam – a AP Minho e o Hóquei feminino da nossa região – e coragem para não se esconderem do jogo, para quererem a bola, para disputarem cada lance com intensidade e personalidade”, disse a selecionadora distrital, que acrescentou que “pedi também compromisso em cada segundo: correr para a frente, mas também para trás; ajudar a colega; ser agressivas a defender e disciplinadas no cumprimento do modelo de jogo. Sabemos que ainda estamos a construir, mas neste torneio não há espaço para ‘entradas tímidas’: quero uma equipa competitiva do primeiro ao último minuto, independentemente do resultado”.
Finalmente, pedi-lhes que entendam este torneio como uma oportunidade: de crescerem individualmente, de consolidarem a nossa identidade coletiva e de darem um passo em frente em direção ao Inter-Regiões. Jogar em casa, num torneio organizado pela AP Minho, obriga-nos a elevar a fasquia e a deixar uma imagem forte daquilo que o Hóquei feminino pode ser”.





