
João Silva, da Landeiro/KTM/Matias&Araújo, segurou a Camisola Branca – de líder da Classificação ACM – no final da primeira etapa do 35.º Grande Prémio do Minho, que partiu do Estádio 1.º Maio, em Braga, e terminou em Felgueiras.
O ciclista de Viana do Castelo terminou os 90.6 quilómetros do 15.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor, Tomás Mateus, do Dunas Vale/Pereira&Gago, que se impôs no sprint final.
João Silva foi o melhor minhoto na prova e, por isso, segurou a Camisola Branca, que tinha conquistado no dia anterior, quando a Landeiro se classificou como a melhor equipa minhota.
Gonçalo Costa, ciclista de Famalicão que alinha nos holandeses do Willebrord Wil Vooruit foi 17.º.
Afonso Vilas Boas, da Tensai/Sambiental/Santa Marta, formação que faz equipa conjunta com a UC Trofa e o Batotas-Ponte de Lima conclui a etapa no 36.º lugar com o tempo de 2:16:28 horas e ocupa o segundo lugar na Classificação Atleta ACM.
Tomás Oliveira, vianense do Blackjack – Bairrada, foi 49.º classificado, enquanto João Lazarini (Landeiro) foi 65.º e ocupa o terceiro lugar na Classificação Atleta ACM.
Simão Trancoso, do Paredes – Reconco, foi 67.º, Leandro Martins, da Academia Efapel de Ciclismo, foi 76.º, o seu colega de equipa, o famalicense Luís Martins terminou no 78.º lugar e Rui Sabino em 83.º.
Gustavo Carreira, Rafael Silva, António Silva e Diogo Flores (Landeiro), Afonso Serra, Simão Silva, David Duarte, Dinis Roxo e Gonçalo Neves (Tensai) também terminaram.
A primeira etapa teve como vencedor Tomás Mateus, do Dunas Vale – Pereira & Gago, que completou os 90.6 quilómetros entre Braga e Felgueiras em 2:15:18 horas.
Tomás Mateus, que se define mais como um trepador, bateu no sprint final um alargado número de atletas e assegurou não só a vitória na etapa, como a Camisola Amarela.
Outro dos protagonistas da etapa foi o colombiano Kevin Vargas, da Team INCA, que andou isolado mais de 60 quilómetros, tendo sido apanhado já muito perto da meta
Por equipas venceu o Blackjack-Bairrada, com três ciclistas no top10 e conta com o vianense Tomás Oliveira, seguido dos holandeses da Willebrord Wil Vooruit, que tem nas suas fileiras Gonçalo Costa. O Team INCA terceiro.
A Academia Efapel de Ciclismo, que conta com três ciclistas e o diretor desportivo do Minho, termina a equipa no 14.º lugar. A Landeiro/KTM/Matias&Araújo foi 18.º e a Tensai/Sambiental/Santa Marta/UC Trofa/Batotas-Ponte de Lima em 24.º
CAMISOLAS
Camisola Amarela – Auto Terror Premium Automotive: Tomás Mateus (Dunas Vale – Pereira & Gago)
Camisola Verde – ABP Mesão Frio – Guimarães&Av. Brasil – VN Famalicão: Tomás Mateus (Dunas Vale -Pereira & Gago)
Camisola Azul – Pavimogege: Kevin Vargas (Team INCA)
Camisola Laranja – Arrecadações da Quintã:Tomás Mateus (Dunas Vale – Pereira & Gago)
Camisola Branca – Força Minho: João Silva (Landeiro/KTM/Matias&Araújo)
JOÃO SILVA (LANDEIRO): “VAMOS DAR TUDO PARA CONTINUAR COM A CAMISOLA”
“Foi um esforço da equipa e meu também… mas agradeço a toda a equipa por me ter ajudado. Queremos continuar com ela. Pessoalmente tenho objetivos mais altos, mas vamos ver como corre”, disse João Silva no final da etapa que terminou em Felgueiras.
Sobre a etapa referiu que “a certa altura tornou-se dura porque tive de responder a ataques que não estava à espera, fui perseguido e foi duro manter-me no grupo da frente… Mas consegui e isso é que importa”.
Expetativas para a segunda etapa? “Amanhã é trabalhar, manter a Camisola Branca e, quem sabe, ganhar outra”.
TIAGO QUINTAS (LANDEIRO): “CAMISOLA BRANCA É IMPORTANTE E MOTIVADOR”
Tiago Quintas, diretor desportivo da Landeiro, considera que sair da primeira etapa com a Camisola Branca “é importante e é motivador, ainda mais para o atleta que parte com ela. O João tem tido uma época abaixo das suas expetativas, não por falta de trabalho ou qualidade, mas por falta de sorte, quedas quando está em grande forma, avarias… Esta Camisola é bom para ele, para ele partir para o final da época em grande porque ele tem muita qualidade”.
Quanto a expetativas para a segunda etapa… “vamos estar na luta”, disse Tiago Quintas, que considera que “qualquer corrida no Minho é sempre dura, de sobe e desce, estradas com muitas curvas, muito perigosas… é Ciclismo a sério no Minho”.
TOMÁS MATEUS (DUNAS VALE): “SENSAÇÃO DE GANHAR É MUITO BOA”
Tomás Mateus, do Dunas Vale – Pereira & Gago, venceu na chegada a Felgueiras e assumiu a liderança da geral e consequente camisola amarela, bem como a verde e a laranja.
O ciclista do Dunas Vale – Pereira & Gago garante que “a sensação de ganhar aqui é muito boa” e salientou que “esta é a minha primeira vitória como júnior de primeiro ano. No início da etapa não estava com boas sensações, mas foram melhorando”.
“Não estava dentro do planeado ganhar esta etapa, mas é sempre bom começar um prémio destes a ganhar e arrancar a próxima etapa de camisola amarela”.
Sobre a corrida em si e o facto de ‘apanhar’ o fugitivo, Tomás Mateus lembrou que “não houve muita organização no grupo. Tentei fazer a diferença algumas vezes, mas percebi que o grupo estava a ficar muito alongado e que não era propriamente possível fazer a diferença. Então decidi fazer uma corrida mais defensiva, ir na roda dos meus colegas e no final joguei com todas as cartas, até arrisquei demais, mas consegui ganhar”.





