Gonçalo Amaral, famalicense da ABTF Betão-Bairrada, e Bruno Lopes, vimaranense da Landeiro/ KTM/ Matias & Araújo/ Frulact, alcançaram o pódio na corrida de Juniores do 19.º Prémio ACR Roriz / Troféu Professor Matias, prova pontuável para o Campeonato do Minho de Ciclismo de Estrada e que teve em José Moreira (Silva &Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) o grande vencedor.
A corrida que contou com 55 atletas à partida foi marcada pela chuva, que endureceu o já muito difícil percurso do Prémio ACR Roriz, também conhecida como a “Roubaix portuguesa”, e que este ano foi até terras de Ponte de Lima.
Numa prova muito atacada e com um ritmo alto, José Moreira, que o ano passa tinha alcançado a segunda posição, Gonçalo Amaral e Bruno Lopes chegaram à parte final da corrida em condições de disputar a vitória. O ciclista de Penafiel foi mais forte no sprint final e cortou a meta na primeira posição, seguido de Gonçalo Amaral e do ciclista da casa Bruno Lopes.
João Martins, que corrida, praticamente, em casa com as cores União Ciclismo da Trofa, fez quarto lugar a 12 segundos do trio e Rafael Durães (Silva &Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) foi quarto.
No top10 ficaram ainda Gabriel Baptista (ACR Roriz) e Daniel Moreira, Júnior de primeiro ano da Tensai/Sambiental/Santa Marta, enquanto o seu colega de equipa Rúben Benedito foi 12.º. Leonardo Neves, do CC Barcelos/AFF/Flynx/H.M. Motor/Segmento D´Época, fez 16.º lugar e Paulo Fernandes (ACR Roriz) foi 17.º. O famalicense João machado (UC Trofa) foi 22.º Afonso Coelho (ACR Roriz) 24.º.
No top30 terminaram ainda Samuel Guerra e Rodrigo Rodrigues (ACR Roriz) e Sérgio Silva (VC Barcelos).
Por equipas, a Silva &Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel, que colocou três ciclistas no top10, foi o vencedor, enquanto a Landeiro/ KTM/ Matias & Araújo/ Frulact foi segunda e o União Ciclismo da Trofa terceiro.
GONÇALO AMARAL: “UM PÓDIO É SEMPRE POSITIVO”
Gonçalo Amaral conquistou em Roriz o seu primeiro pódio da época e ao serviço do Bairrada. O ciclista de Famalicão mostrou-se por isso muito satisfeito… “Ficar no pódio é sempre positivo. Claro que ganhar era ótimo e era o principal objetivo, mas hoje não deu. Tenho de agradecer o trabalho ao Pedro, meu colega de equipa, pelo trabalho que fez e que me permitiu chegar à parte final da discussão da corrida”.
Sobre a corrida, o ciclista de Famalicão referiu que “conseguimos estar os dois no grupo da frente logo nos primeiros quilómetros, estivemos sempre bem posicionados e tentamos jogar em equipa os dois. No final ele teve o azar de lhe sair a corrente e eu tive a sorte de seguir no grupo da frente e de fazer segundo”.
O que faltou para fazer primeiro? “Se calhar faltou estar mais bem colocado na última curva… Mas segundo lugar também é uma boa posição e estou satisfeito”.
Gostaste da prova? “É uma prova que gosto muito de fazer por causa do paralelo. Eu também sou um ciclista mais possante, mas pesado e gosto de correr em terrenos mais duros, sem ser a subir porque isso já é mais difícil para mim. Gosto muito desta prova e é pena para o ano já não a poder fazer”.
BRUNO LOPES: “PÓDIO É BOM, MAS A VITÓRIA SERIA A ‘CEREJA NO TOPO DO BOLO’”
“Pódio é bom, mas a vitória seria a ‘cereja no topo no bolo’. Era isso que a equipa queria, que nós atletas queríamos entregar aos diretores por todo o esforço que fazem por nós”, foi assim que Bruno Lopes começou por abordar o terceiro lugar conquistado na corrida de Juniores.
Bruno Lopes considerou que “o terceiro lugar sabe a pouco, agora é treinar para poder lutar por mais”.
O que faltou para chegar à vitória? “Penso que demos o nosso máximo, se calhar faltou uma melhor colocação da equipa, um pouco mais de garra talvez”.
Bruno Lopes considerou ainda que o segundo lugar por equipas “sabe a pouco” e referiu que “faltou-nos o terceiro elemento na fuga. Havia equipas com três elementos na fuga e a nós faltou-nos esse elemento. Ainda vencemos as metas volantes… faltou-nos a vitória coletiva e individual”.
JOSÉ MOREIRA: “GOSTEI MUITO DA CORRIDA E SAIO MUITO SATISFEITO”
José Moreira, que o ano tinha feito segundo lugar, sai de Roriz “muito satisfeito” e referiu que “este ano o percurso foi diferente do ano passado, mas gostei muito da corrida. É uma prova que me faz lembrar umas das minhas classificas preferidas, o Paris- Roubaix, tem muitos sectores em paralelo, que é dos meus sítios preferidos e foi incrível”.
Foi fácil a vitória? “Nenhuma corrida é fácil para se vencer, tem sempre os seus ‘sss’. Desta vez o tempo esteve adverso, havia muitos atletas a quererem destacar-se, mas consegui ganhar”.
Quando percebestes que podias ganhar? “Percebi que podia ganhar já na entrada para o circuito de duas voltas. Sempre que me movimentava o grupo ia perdendo elementos e depois na fase final sabia que me tinha de colocar na frente e foi o que fiz. Foi dar tudo para a subida final”.