“Estamos confiantes que vamos fazer mais e melhor” foi assim que Arlindo Miranda, treinador do ADC Perre, começou por abordar a segunda volta do Campeonato Nacional da III Divisão feminina de Voleibol, que é organizada pela Associação de Voleibol de Braga.
A equipa de Viana do Castelo entra em 2022 na quarta posição, apenas atrás dos principais candidatos à passagem à segunda fase (Colégio JPII/Dumiense, CARTaipense e AVC Famalicão).
Arlindo Miranda garante que “a equipa está confiante e motivada para o que falta jogar do campeonato… apenas reticente e ansiosa para que esta nova vaga do covid-19 passe e possamos treinar dentro da normalidade”.
O que pode a ADC Perre fazer no que falta disputar do campeonato? “Falta exatamente um mês para terminar a primeira fase do campeonato e nós vamos tentar recuperar desta paragem e regressar aos níveis/momento que estávamos a ter antes, de forma a termos a base para a próxima fase”.
“QUEREMOS FAZER UMA BOA SEGUNDA FASE”
O treinador da ADC Perre referiu que “queremos fazer uma boa segunda fase, com bons princípios de jogo e bases técnico-táticas avançadas. Temos de criar bases que prevaleçam a próxima época”.
Arlindo Miranda diz-se satisfeito com o desempenho da equipa, apesar dos obstáculos que vão surgindo… “Estou satisfeito, tendo em consideração todas as limitações que temos e as dificuldades que vamos encontrando, mas, a verdade, é que as vamos superando”.
Qual foi a maior dificuldade que encontrou nesta primeira fase da época? “A maior dificuldade da equipa foi fechar sets importantes, em momentos importantes… o que é perfeitamente normal na fase de processo em que nos encontramos”, disse aquele treinador, que explicou que “temos uma equipa jovem, em que 60 por cento das atletas são estudantes universitárias e, por isso, treinam uma vez por semana com a equipa…o que torna o processo muito mais demorado”.
Devido ao pouco tempo de treino em conjunto, a equipa acaba por ter “uma evolução mais lenta. Sabíamos disso de antemão e partimos em desvantagem em relação às equipas adversárias que acabam por fazer numa semana (quatro treinos em conjunto), o que nos fazemos num mês”.
Arlindo Miranda salientou que “é importante enaltecer o empenho das restantes jogadoras, que treinam na sua maioria três vezes por semana assumindo o compromisso, independentemente, do seu trabalho e família. Algumas das atletas universitárias treinam na universidade, ajudando ao processo…” e adiantou que “tendo sido treinador numa equipa universitária sei reconhecer o valor da continuidade do trabalho”.
ADC PERRE OCUPA A QUARTA POSIÇÃO
Apesar de todas as condicionantes, a ADC Perre chega a esta fase do campeonato na quarta posição… “estamos atrás dos candidatos e foi nesses jogos que falhamos os sets… Por exemplo, no jogo com o CARTaipense não finalizamos o set e jogamos menos bem. No primeiro jogo do campeonato, frente ao Colégio, estivemos a ganhar por 2-1… e estávamos na frente do set (23-22), mas perdemos o set e o jogo. Em vez de conquistarmos um ponto podíamos ter ganho três”.
“É óbvio que gostaríamos de estar mais bem classificados, mas estamos conscientes das dificuldades inerentes” disse aquele treinador, que lembrou que ainda recentemente “uma jogadora começou a trabalhar ao fim de semana e, por isso, deixou de estar presente nos jogos”.
“MOTIVAÇÃO FAZ PARTE DESTE GRUPO E NÃO ESTÁ DEPENDENTE DOS RESULTADOS”
Afirmando que “estamos a reajustar objetivos”, Arlindo Miranda referiu que “sabemos que o processo é longo, mas temos tempo para construir a equipa e apesar de todas as dificuldades a motivação faz parte deste grupo e não está dependente dos resultados”.
Interrogado sobre se os casos Covid tem afetado a equipa – a ADC Perre regressa esta semana aos trabalhos depois de uma paragem forçada – Arlindo Miranda referiu que “a questão Covid começa a afetar o rendimento da equipa e tem afetado a assiduidade. Estamos a ter as devidas precauções no treino, dando privilégio à prevenção e segurança da equipa para que possamos jogar”.