CICLISMO

Rúben Rodrigues e Rodrigo Neves brilham em Palmeira na consagração de António Morgado

Rúben Rodrigues, vimaranense que alinha no Bairrada, e Rodrigo Neves, do CC Barcelos/A.F.F./Flynx/H.M. Motor, estiveram em grande destaque no 19.º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves, prova pontuável para o Campeonato do Minho – Arrecadações da Quintã e que consagrou António Morgado como o grande vencedor da Taça de Portugal de Juniores de 2022.

Rúben Rodrigues, ciclista de Guimarães Campeão Nacional de Juniores, alcançou a segunda posição da prova, depois de ter rolado sozinho – entre o líder António Morgado e o segundo grupo perseguidor – mais de 35 quilómetros.

O ciclista vimaranense, que alcançou ainda a segunda posição na Classificação da Montanha, cortou a meta a 6:58m do grande vencedor, António Morgado.

O ciclista do Bairrada assumiu a corrida por volta dos 31 quilómetros, ainda antes da primeira passagem do Prémio Montanha e rolou sozinho mais de 60 quilómetros, aumentando gradualmente a vantagem sobre os perseguidores.

António Morgado chegou à meta ao fim de 2:33:16 horas e confirmou a vitória na Taça de Portugal, juntando o título à conquista da Volta a Loulé.

RODRIGO NEVES VENCE CLASSIFICAÇÃO DAS METAS VOLANTES

Rodrigo Neves, ciclista da zona de Esposende que alinha no CC Barcelos, esteve também em grande plano.

O Júnior de primeiro ano integrou a primeira fuga do dia, chegou a andar isolado e conseguiu arrecadar a vitória na Classificação das Metas Volantes.

Rodrigo Neves começou por ser segundo na primeira Meta Volante, ao km8.6, venceu a segundo ao km 17.5 e foi terceiro na Meta Volante no Sameiro, ao km56.2.

De realçar ainda o desempenho de João Cunha, Pedro Pinto, Tomás Mota (Landeiro/KTM/Matias&Araújo/Frulact ) e André Ribeiro (CC Barcelos) que terminaram no Top10.

Uma palavra ainda para Francisco Pereira (CC Barcelos) e Rúben Benedito (Tensai), que integraram a primeira fuga do dia, que terminou por volta do km30. Já Gonçalo Amaral (UC Trofa) fez 12.º lugar na geral.

LANDEIRO TERCEIRO EM PALMEIRA, SEGUNDA NA TAÇA DE PORTUGAL

Por equipas, a Landeiro/KTM/Matias&Araújo/Frulact subiu ao terceiro lugar do pódio no Circuito de Palmeira e garantiu o segundo lugar na Taça de Portugal.

O CC Barcelos alcançou a sexta posição em Palmeira e concluiu a Taça de Portugal no top5, enquanto a Tensai /Sambiental/Santa Marta foi hoje 11.ª classificada.

foi a equipa minhota mais bem classificada, foi terceira classificada, depois de ver

RÚBEN RODRIGUES: “SENTI-ME BEM E GOSTEI DO PERCURSO”

Rúben Rodrigues considerou que “a corrida foi puxada” e salientou que “à partida o percurso era duríssimo e nós gostamos dos percursos assim porque sabemos que temos capacidade para fazer a diferença”.

O ciclista de Guimarães referiu que “na primeira passagem pelo Sameiro o Morgado e o Gonçalo colocaram um ritmo forte. O Morgado, entretanto, foi embora e um grupo, composto por quatro elementos do Bairrada e o Tiago, tentamos ir atrás. Numa subida mais à frente consegui escapar e depois gerir até ao final” e adiantou que “sabia que não conseguia chegar ao Morgado, ele estava sempre a aumentar a vantagem, mas senti-me bem, as pernas corresponderam e gostei do percurso e correr em casa dá outra motivação”.

Foi fácil correr sozinho mais de 35 quilómetros, tentar gerir o tempo para o Morgado e para o grupo perseguidor? “Pois não é nada fácil… é preciso ter força de pernas e força de cabeça porque às vezes a vantagem começa a reduzir e não nos podemos deixar afetar por isso. Temos de seguir o nosso passo e ir até ao final”. E o que se pensa quando se está a pedalar sozinho tanto tempo? “Nem sei o que pensei… Foco-me nos watts que foi a fazer e depois é desfrutar dentro do possível”.

Com a entrada do mês de maio, Rúben Rodrigues está agora focado nas provas internacionais… “o mês de maio passa por representar a Seleção Nacional e a Bairrada lá fora e esperamos conseguir fazer algo bonito para o nosso país e pela Bairrada que nos ajuda muito”.

RODRIGO NEVES: “FOI UMA CORRIDA MUITO DURA… MAS COMPENSOU O ESFORÇO”

“Foi uma corrida muito dura de início ao fim, ainda por cima com duas subidas ao Sameiro… custou muito, mas compensou o esforço porque ganhei as Metas Volantes”, foi assim que Rodrigo Neves, Júnior de primeiro ano do CC Barcelos, começou por abordar a corrida desta manhã.

O ciclista da zona de Esposende refere que “entrei para a corrida sem grandes objetivos, queria ver como estavam os concorrentes e fazer o melhor. Consegui integrar-me na fuga e então surgiu o objetivo das metas volantes”.

“Conseguimos ganhar algum tempo na primeira fuga e o grupo fez sozinho a primeira subida ao Sameiro… depois chegou o grupo do Morgado, com quatro atletas do Bairrada e o Tiago, e apanhou-nos. Conseguir ir na roda e ganhar algum tempo para o terceiro grupo”.

Qual foi a parte mais difícil do percurso? “Sem dúvida, a segunda subida ao Sameiro. Já tinha atacado muito, já estava muito desgastado, por isso, aqueles seis quilómetros custaram-me muito”, disse Rodrigo Neves.

ANTÓNIO MORGADO: “NADA É FÁCIL…”

António Morgado foi o grande vencedor do Circuito de Palmeira/Prémio Peixoto Alves. O ciclista do Bairrada assumiu a corrida a partir do km31 e percorreu mais de 60 quilómetros a solo até à meta…

“Nada é fácil” começou por afirmar o ciclista do Bairrada, que lembrou que “consegui destacar-me na subida, depois a equipa controlou a corrida e chegamos ao fim na frente”.

O que te levou a atacar naquele momento? “Não queria cair e então a ideia era reduzir o grupo ao mínimo de elementos. Acelerei o passo, tentei dividir o grupo e consegui destacar-me”.

António Morgado confessa que “andar sozinho tanto tempo é complicado. Olha-se para a frente e percebe-se que ainda faltam 60 quilómetros, mas meti o meu passo e sei que consigo andar naquele passo duas horas, por isso, foi sempre a andar”.

O que se pensa quando se esta tanto tempo a rolar sozinho? “O que penso… espero não ser apanhado… espero não ser apanhado… só faltam x quilómetros”, disse António Morgado, que confessa que “aproveito também para desfrutar da corrida… Hoje, por exemplo, aproveitei para desfrutar ao máximo a subida de Adaúfe para Gualtar. O importante é isso, desfrutar e divertir”.

Depois da conquista da Taça de Portugal, o que se segue? “Agora o meu principal objetivo é ganhar pela Seleção”, afirmou António Morgado, que é um dos ciclistas que irá representar Portugal nas provas internacionais agendadas para este mês.

Sobre a época em si, António Morgado considera “tem sido muito positiva” e salienta que “a equipa é cinco estrelas, são todos muito simpáticos e grandes corredores e assim tudo se torna mais fácil. Eles ajudam-me a superar-me a mim próprio, sem eles não tinha a mesma motivação. Quero agradecer a todos eles e a minha família

CÉSAR GOMES: “BALANÇO EXTREMAMENTE POSITIVO”

César Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Palmeira, faz um balanço positivo da prova. “O balanço é extremamente positivo. Foi mais um grande Circuito de Palmeira, com uma organização excelente, sem incidentes, sem quedas e uma grande chegada. Uma palavra para os primeiros que aqui chegaram hoje… vão dar gente no Ciclismo”.

César Gomes salientou que “o Circuito de Palmeira está desenhado para mostrar quem será ciclista no futuro e quem não vai ser, daí que existam sempre grandes diferenças entre os primeiros e os do meio do pelotão. Quem vencer aqui vai sair vencedor no futuro, se nada de mal acontecer. No entanto, a qualidade média dos corredores é muito boa”.

O presidente da Junta de Freguesia de Palmeira afirmou que “foi uma grande prova… ao longo da prova fui recebendo telefonemas de pessoas que se encontravam ao longo do trajeto a dar os parabéns”.

Este ano o percurso sofreu pequenas alterações e César Gomes garante que “este é o desenho final desta prova. Da parte que me toca, ficará por aqui porque chama Palmeira à prova, que é a freguesia origem do Peixoto Alves, que hoje homenageamos mais uma vez, e depois dá a dificuldade da montanha que é o Bom Jesus. Este é o figuro do futuro”.

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao Topo

COVID-19

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença: • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo; • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%; • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória; • Evitar tocar na cara com as mãos; • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado. Seja responsável, faça a sua parte. Respeite o isolamento social. #JUNTOSVENCEREMOS