BASQUETEBOL

João Viana (GDAS): “Tentamos minimizar os estragos da pandemia”

“Esta época foi um turbilhão de emoções e sensações, com a certeza que no final, que tentamos minimizar ao máximo possível os estragos que esta pandemia criou”, foi assim que João Viana, treinador dos Sub-16 do Grupo Desportivo André Soares, abordou a época que terminou na semana passada.

O conjunto bracarense trabalhou sempre e dividiu os treinos entre as instalações exteriores da Escola Alberto Sampaio, no arranque da época, o pavilhão da Escola André Soares e, durante o confinamento, em casa, isolados, mas no regresso à competição mostrou uma grande capacidade de adaptação e uma enorme evolução.

Quais foram os maiores desafios e as maiores dificuldades que encontraste está época? “Foram muitas as incertezas diárias que vivemos. A planificação da época foi à vida e fomos tendo demasiadas surpresas como quarentenas, atletas/familiares do clube infetados, incertezas se poderíamos ou não treinar…”, disse João Viana, que salientou que “sem dúvida a maior dificuldade foi em conseguir motivar os atletas não havendo competição. Treinamos para jogar e não havendo competição nem sempre foi fácil ter toda a gente motivada”.

“ERA UMA EQUIPA JOVEM, QUE PENSO, ESTAR TATICAMENTE MAIS EVOLUIDA”

Apesar de todas as dificuldades, o técnico dos Sub-16 do GDAS garante que os atletas e a equipa evoluíram… “Sim, sem dúvida nenhuma que evoluíram bastante! Era uma equipa jovem, que penso estar taticamente mais evoluída, com uma maior capacidade para tomar boas decisões de acordo com aquilo que o jogo lhe oferece”.

João Viana referiu que “a competição serviu, claramente, para tornar a equipa mais madura e em que gradualmente fomos capazes de tomar melhores decisões”.

O Grupo Desportivo André Soares tem tido vários atletas a despontar – Miguel Peixoto está nos trabalhos da Seleção, por exemplo –  e João Viana considera que na equipa de Sub-16 há valores que podem fazer a diferença…

“O TRABALHO COMEÇA A DAR FRUTO”

“O trabalho começa a dar frutos! Penso que temos tido boas gerações e se houver continuação e o trabalho for feito com qualidade, poderão ser a base da equipa sénior num curto espaço de tempo”, disse aquele técnico, que adiantou: “temos que falar obrigatoriamente do Miguel Peixoto, tanto por estar no CAR (Centro de Alto Rendimento), integrar os trabalhos da Seleção Nacional de Sub-16 e estar já a jogar nos Seniores do clube. Não podemos deixar de lado o João Ribeiro que tem também sido continuamente chamado para estágios de observação e que também está a jogar nos Seniores do clube”.

“São casos como estes que levam também a que os restantes percebam que o trabalho é o segredo. Certamente irão aparecer outros atletas que já têm mostrado o seu valor e não fosse este ano atípico, penso que poderiam mostrar-se de outra forma”.

O GDAS encerrou a sua participação no Torneio Distrital de Sub-16 a 18 de julho com uma vitória “saborosa” sobre o SC Braga, mas apenas na semana passada deu por encerrada a época… “Neste período transitório tentamos manter os índices físicos elevados e trabalhamos aspetos mais direcionados para a técnica individual”, disse João Viana, técnico que se despede do GDAS 21 anos depois de ingressar no clube como jogador…

O ADEUS 21 ANOS DEPOIS…

“É o clube que me formou enquanto atleta, mas onde, principalmente, cresci enquanto homem, onde ganhei amigos que hoje são como família, onde ganhei valores para o resto da minha vida que me fazem ter orgulho na pessoa que sou hoje. É um clube pelo qual vou sempre torcer e esperar que evolua, e precisa tanto de evoluir!”, referiu João Viana, que salientou que “enquanto treinador, tentei dar o meu melhor, entreguei-me aos ‘miúdos’, tentando ser melhor do que aquilo que foram comigo, oferecer-lhes ensinamento que não tive e mais do que formar atletas, formar pessoas. Penso que o consegui. Sempre fui o Viana treinador na hora do treino, mas o Viana amigo fora da hora do treino, aquele que lhes dava um berro, mas no momento seguinte lhes dava um abraço”.

Qual o teu momento alto e o menos feliz ao longo deste tempo ao serviço do GDAS? “É difícil e ingrato cingir-me a um momento, foram tantas as alegrias e os choros e é por essas lembranças, todas elas, que continuo a gritar com a mesma vontade que tinha há 21 anos atrás quando entrei no clube: ‘É para lutar, é para vencer. GDAS’”.

Quanto ao futuro, João Viana referiu que “posso dizer que sou um privilegiado, que o desporto é a minha vida e que vivo do desporto. Neste momento, começa a tornar-se difícil conciliar a vida profissional com o basquetebol e é por essa razão que não penso em abraçar outro projeto”.

Fotos: Sérgio Sá

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