BASQUETEBOL

Jorge Ramôa orienta equipas femininas do GDAS

Jorge Ramôa vai assumir o comando técnico das equipas femininas de Sub-14 e Sub-16 do Grupo Desportivo André Soares.

O conjunto bracarense avançou há dois anos com o projeto feminino, o ano passado participou, numa primeira fase, com a equipa de Sub-16 no Campeonato Regional da ABVC/ABB, conseguindo apurar-se para as eliminatórias de acesso à ‘Final Four’ do Campeonato Distrital da Associação de Basquetebol de Braga, onde foi afastado pelo BC Barcelos. Na Taça do Minho, o GDAS já apresentou as duas equipas.

Este ano o clube decidiu avançar com as duas equipas: Sub-16 e Sub-14: “temos meninas para isso”, garantiu Jorge Ramôa, que referiu “é o primeiro ano que vamos avançar com duas equipas femininas, o que é muito positivo”.

Aquele treinador lembrou que “no ano passado arrancamos com uma equipa mista de atletas Sub-16 e Sub-14, que tinha como base um grupo mais antigo, que vinha do Minibasquete. Conseguimos entrar no Campeonato de Sub-16 de início, mas acabamos a época com duas equipas. As duas equipas estavam na fase final da Taça do Minho”.

Para a nova época, as equipas vão sofrer mudanças: “as Sub-16 continuam quase todas e para a equipa de Sub-14 vamo-nos socorrer um pouco das Sub-12”.

EQUIPAS COM OBJETIVOS DIFERENTES

Quanto aos objetivos, Jorge Ramôa, referiu que “se a época decorrer dentro da normalidade, os objetivos para as duas equipas são bem diferentes”. Assim, nas Sub-14 “as meninas começaram a jogar Basquetebol no ano passado. Portanto, o objetivo é competir, evoluírem na modalidade e ganharem o gosto pelo Basquetebol”.

Já nas Sub-16 “a ideia é fazer, pelo menos, igual ao ano passado, mas vamos tentar chegar à ‘Final Four’”, disse Jorge Ramôa, que lembrou que “quando iniciamos a época o ano passado não tínhamos grandes objetivos a não ser o de competir. Com o decorrer da época fomo-nos apercebendo que podíamos fazer mais alguma coisa e estivemos na luta pelo acesso à ‘Final Four’”.

“AS MENINAS ADERIRAM A 100 POR CENTO”

O GDAS retomou os treinos em junho e Jorge Ramôa garante “as meninas aderiram a 100 por cento. De resto ainda conseguimos captar mais duas atletas”, por isso, “claramente não temo perder atletas para a nova época. Quando demos início aos treinos elas foram regressando faseadamente e terminamos esta fase de trabalhos com todas as atletas que faziam parte do plantel. Também é verdade que durante os meses que estivemos longe dos treinos presenciais, nunca paramos. Mantivemos sempre o contacto. Fomos passando exercícios para fazerem. E conseguimos trabalhar outras coisas, como o espírito de equipa, o gosto pela modalidade. Foi uma forma que encontramos para manter as atletas ligadas ao clube”.

O reflexo desse trabalho feito no tempo do confinamento “foi o facto de todas terem voltado aos treinos logo que foi possível”.

GDAS PODE REGRESSAR AOS TREINOS JÁ NA PRÓXIMA SEMANA

A época do GDAS foi dada como encerrada no início do mês, mas Jorge Ramôa pretende aproveitar as férias para continuar a trabalhar com as atletas: “em princípio regressamos aos treinos na próxima semana. Vamos tentar reatar os trabalhos com as meninas que estiverem disponíveis”.

Na primeira fase do reatamento dos trabalhos, as equipas estiveram muito condicionadas devido às regras impostas pela DGS. Jorge Ramôa considera que “fizemos um trabalho importante e muito específico. Fizemos o possível”, mas “não compensa tudo o que se perdeu com a paragem das competições. Nota-se que lhes foi tirado algo e isso só se ganha com o tempo de jogo. Aliás notava-se a evolução delas de um jogo para outro. A falta de competição nunca será respostas. Mas foi importante estar a trabalhar e trabalhar aspetos a que não damos tanta importância porque temos um foco diferente durante a competição”.

UM PROJETO QUE COMEÇOU NO MINIBASQUETE

O GDAS não é um clube com grande história no Basquetebol feminino. Em mais de 30 anos o clube teve uma pequena experiência há muitos anos atrás…Jorge Ramôa lembra que o projeto, na prática, começou há alguns anos…

“O lado visível do projeto surgiu há dois anos, mas na verdade já é um projeto com quatro ou cinco anos, quando as meninas entraram para o Minibasquete. Quando terminou a fase dos minis percebemos que era a hora de dar seguimento à formação delas. Não foi fácil porque eram poucas meninas, mas o auxílio de todos, os pais, das atletas que foram trazendo colegas da escola, conseguimos formar a equipa. E conseguimos aqui uma mais valia, que foi a fidelização. Elas gostam de trabalhar, da equipa, do clube. É essa fidelização que nos faz crescer. Neste momento temos 15 atletas nas Sub-16 e 10 nas Sub-14”.

De resto “nos treinos nunca tínhamos menos de 17, 18 meninas, o que era muito interessante. Por isso, sentimos necessidade de separar as equipas e quando arrancou a Taça do Minho tínhamos duas em competição”.

FEMININO UM PROJETO EM CRESCIMENTO

O GDAS tem contrariado a tendência dos restantes clubes e tem conseguido aumentar o número de atletas femininas. Jorge Ramôa diz que não há um segredo…

“Não temos um segredo. O GDAS desde que decidiu avançar com o feminino tem conseguido captar meninas. O que se destaca é que elas gostam dos treinos, do grupo e do que estão a fazer. Sinceramente o grupo que temos vê-se como um todo. Todas as meninas que entram são bem recebidas, bem aceites e tentamos promover esse ambiente. Hoje elas conseguem absorver bem as atletas novas. Dão valor ao que têm”.

SUB-19 EM EQUAÇÃO

A comprovar a ligação das atletas ao clube, está o facto de quatro atletas subirem este ano ao escalão de Sub-19 e tencionarem ficar no clube, nem que seja apenas para treinar…

“Temos quatro atletas que sobem ao escalão de Sub-19 e elas não querem sair e nós também não as queremos perder. Andamos a pensar o que fazer… é uma ideia embrionária ainda. Elas pediram e vão treinar com as Sub-16”, disse Jorge Ramôa, que acrescentou que “vamos ver o que conseguimos fazer…se não for antes, talvez consigamos avançar com a equipa mais para o final da época e participar na Taça do Minho”.

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