HÓQUEI EM PATINS

Ana Lopes (AP Minho): “temos capacidade para ganhar a equipas fortes, mas sem controlo emocional e sem resiliência, esse potencial não chega”

A Seleção de Sub-17 feminina de Hóquei em Patins da Associação de Patinagem do Minho terminou na sétima posição naquela que foi a sua terceira participação no Torneio Inter-Regiões.

A formação treinada por Ana Lopes até entrou bem na prova, vencendo a então Campeão em título, Coimbra, mas nos jogos seguintes, e apesar de entrar a ganhar, acusou alguma ansiedade e acabou por cometer erros que a levaram a perder os jogos…

“Entrámos muito bem na competição, a ganhar o primeiro jogo frente a Coimbra, que era a Ccampeã em título, o que confirmou que esta equipa tem qualidade para discutir jogos com qualquer adversário”, começou pro referir Ana Lopes, que adiantou que “depois, num jogo que tínhamos tudo para vencer, chegámos ao 2–0 e, a partir do momento em que sofremos o 2–1, apareceu a instabilidade emocional. Apesar de termos parado o jogo, acabámos por sofrer mais dois golos em dois minutos, com erros que não se coadunam com o nível que queremos. No jogo seguinte, contra a Madeira, voltámos a estar em vantagem e deixámos escapar a vitória no último minuto, num penálti muito discutível”.

Na fase a eliminar… “nunca fomos suficientemente fortes mentalmente para dar a volta. As expetativas eram altas, mas não fomos nem resilientes nem emocionalmente estáveis nos momentos decisivos, e isso pagou-se caro na classificação final”.

Ana Lopes considera que “este torneio deixa-nos lições importantes: percebemos que temos capacidade para estar por cima do marcador, para ganhar a equipas fortes, mas também que, sem controlo emocional e sem resiliência, esse potencial não chega. É precisamente aí que vamos incidir mais tempo do nosso trabalho”.

A Seleção feminina da AP Minho não para o trabalho e amanhã mesmo regressa aos treinos… “O trabalho não termina aqui, de todo. Este ciclo competitivo acabou, mas o processo de construção da Seleção continua. Temos atletas que terminam agora esta etapa e é fundamental integrar, rapidamente, novas jogadoras, para que a qualidade que tanto procuramos não só se mantenha, como possa crescer”, disse Ana Lopes, que adiantou que “já esta quarta-feira temos treino marcado com o grupo de Sub-15, precisamente com essa intenção: alargar a base, preparar o futuro e garantir que, quando chegar o próximo momento competitivo, a APMinho terá novamente uma Seleção pronta para representar a região com identidade, qualidade e ambição”.

O facto de algumas meninas terminarem o percurso, terá também pesado psicologicamente no grupo? “Penso que não teve um peso significativo nesse sentido. O facto de algumas meninas estarem a terminar o percurso é algo que estava claro para todas desde o início, mas não senti o grupo ‘preso’ a essa ideia”, disse a selecionadora da AP Minho, que explicou que “o que se notou mais foram questões individuais de gestão da pressão e da ansiedade, próprias deste contexto competitivo, que depois acabam por repercutir-se no comportamento coletivo. Houve momentos em que, em vez de mantermos a lucidez e a confiança no trabalho que sabemos fazer, deixámo-nos afetar em excesso pelo resultado e pelas expetativas. Esse será um dos grandes focos de melhoria para o futuro”.

Qual a mensagem que passou ao grupo? “A mensagem que passei ao grupo foi, sobretudo, de crescimento pessoal. Não basta ser jogadora, temos de ser atletas: com capacidade de dedicação, resiliência e espírito de sacrifício. Têm de perceber que não podemos olhar apenas para nós próprias; aquilo que cada uma faz, positiva ou negativamente, repercute-se sempre no coletivo, e é sempre o coletivo que tem de estar em primeiro lugar”.

O que vai dizer às atletas que entram agora na equipa? “Amanhã, às que vão entrar, vou dizer exatamente o mesmo. As mais novas, que estão a ser trabalhadas pelo treinador Pedro Nuno, têm de perceber que, se querem ir mais longe — no desporto e na vida — estes são os valores que têm de seguir: compromisso, responsabilidade, capacidade de trabalho e respeito pela equipa. É esse o caminho que queremos para o futuro da Seleção da AP Minho”.

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