
A Academia de Voleibol de Esposende (AVE) arranca a época desportiva de 2026/27 – a sua primeira época enquanto clube – com mais de uma centena de atletas, divididas por seis escalões. O novo projeto nasce com o propósito claro de “aproximar escolas, Desporto Escolar e competição federada” como referem os responsáveis da formação recém-criada que substitui a antiga secção de Voleibol da AD Esposende.
Com o objetivo de expandir a modalidade no concelho, a AVE apresenta uma aposta ambiciosa no desenvolvimento a longo prazo das jogadoras. “A época 2026/27 marca o início de um novo ciclo para o Voleibol em Esposende”, afirma Vítor Mesquita Ribeiro. O dirigente salienta que “a AVE entra na sua primeira temporada com uma estrutura que se aproxima de todos os escalões possíveis no Voleibol feminino e uma filosofia que pretende colocar a Formação e o desenvolvimento das jogadoras no centro de todo o projeto”.
Mas a ambição da nova Academia vai além das equipas de competição. “Mais do que criar um novo clube para competir nos campeonatos federados, a AVE pretende contribuir para o desenvolvimento do Voleibol feminino no concelho de Esposende, aproximando a escola, o Desporto Escolar e o movimento associativo e federado”, refere o responsável.
Neste enquadramento, destaca-se a parceria estratégica com a Escola Secundária Henrique Medina, instituição historicamente ligada à modalidade na região. O protocolo estabelecido prevê a promoção e valorização do Voleibol, da prática desportiva escolar e federada, garantindo uma maior articulação entre a escola e o clube. “Nasce, assim, um projeto que quer competir e alcançar resultados, mas que pretende medir o seu sucesso também pela capacidade de colocar mais crianças e jovens a jogar Voleibol em Esposende”.
A AV Esposende entra no primeiro ano de competição com mais de uma centena de atletas. “Os primeiros números mostram a dimensão do desafio. A AVE já ultrapassou a barreira das 100 atletas, aproximando-se do máximo de 110 praticantes registado na época 2024/25, antes das obras realizadas no pavilhão da Escola Secundária Henrique Medina”.
Para este ano o clube assegura equipas de Minis, Infantis, Iniciadas, Cadetes, Juvenis e Seniores, cobrindo quase a totalidade dos escalões femininos — um marco inédito em Esposende
Segundo Vítor Mesquita Ribeiro “toda a estrutura é dedicada ao Voleibol feminino e a intenção passa por criar um percurso que permita a uma criança entrar na modalidade nos escalões mais jovens e encontrar dentro do mesmo projeto condições para continuar a evoluir até à equipa Sénior”.
O crescimento quantitativo, contudo, terá limites definidos. “Tendo em consideração os espaços de treino disponíveis, a dimensão da equipa técnica e a necessidade de preservar a qualidade do acompanhamento, a Academia estima uma capacidade máxima entre 130 e 150 atletas. Mais do que crescer a qualquer custo, a prioridade será fazer com que o crescimento do número de praticantes seja acompanhado pela capacidade da própria organização”.
A ESCOLA COMO PONTO DE PARTIDA
“CRESCER PRIMEIRO. GANHAR COMO CONSEQUÊNCIA”
No plano competitivo, a direção da Academia prefere afastar-se da pressão imediata por títulos ou classificações rígidas neste primeiro ano de vida. “O ponto de partida serão os patamares de desempenho coletivo e individual das atletas e equipas, que deverão ser avaliados regularmente e servir de referência para definir novos objetivos. Cada atleta deverá procurar ser melhor do que era. Cada equipa deverá procurar jogar melhor do que jogava”, defende Vítor Mesquita Ribeiro.
Esta postura não dita, contudo, uma falta de ambição. “Pelo contrário. Se a Academia pretende melhorar continuamente o nível das suas atletas e equipas, a consequência natural será procurar subir de divisão nos escalões onde isso seja possível e consolidar a permanência na I Divisão das equipas que já se encontrem nesse patamar. Os resultados serão importantes, mas deverão surgir como consequência da evolução técnica, tática, física e coletiva das jogadoras. É uma diferença aparentemente pequena, mas importante para a filosofia do projeto: o resultado não deixa de ser procurado; deixa apenas de ser o único indicador de sucesso”.
MINI VOLEIBOL COMO GRANDE APOSTA
Para sustentar este ecossistema, o Mini Voleibol surge como a principal prioridade na base do projeto, concentrando o maior foco das ações de captação. O objetivo é alargar a base da pirâmide e proporcionar às crianças um contacto inicial positivo com o desporto. “Atingir 130 ou 150 atletas federadas será importante, mas a Academia pretende começar a olhar também para outro indicador: quantas crianças e jovens consegue aproximar do Voleibol, mesmo que nem todas venham imediatamente a tornar-se atletas federadas”, conclui Vítor Mesquita Ribeiro. A longo prazo, o grande desafio da AVE será consolidar um verdadeiro ecossistema desportivo em Esposende, onde Formação, escola e competição federada funcionem em perfeita harmonia.
“É essa ligação entre Formação, escola e competição que a nova estrutura pretende construir. Os resultados deste primeiro ano mostrarão até onde conseguirão chegar as diferentes equipas. Mas a ambição da AVE é necessariamente mais longa do que uma época e maior do que uma classificação. É criar em Esposende um verdadeiro ecossistema para o Voleibol feminino, onde escola, Desporto Escolar e desporto federado trabalhem como partes complementares de um mesmo percurso”, disse aquele responsável, que adiantou: “queremos que seja um projeto onde uma criança possa começar por descobrir a modalidade, aprender, competir, superar-se e continuar a encontrar novos desafios à medida que cresce. Porque, na nova Academia de Voleibol de Esposende, essa é também a ideia que dá sentido ao projeto: AVE — Aqui ensinamos a voar”.
“UMA EQUIPA TÉCNICA PARA UMA ÚNICA AVE”
A Academia de Voleibol de Esposende (AVE) integra uma estrutura técnica transversal para a época 2026/27, promovendo a partilha de metodologias e a continuidade entre escalões. O projeto aposta num modelo onde a evolução da atleta dita os desafios, unificando as várias equipas sob uma identidade comum. “Apesar da distribuição de responsabilidades, existe um princípio que a Academia quer tornar central na sua identidade: as equipas não são estruturas isoladas umas das outras” e explicou: “há treinadores responsáveis e jogadoras enquadradas em cada escalão, mas todos pertencem à mesma equipa: a AVE. Isso significa que os treinadores deverão conhecer o trabalho realizado nos diferentes grupos, participar em treinos de outros escalões e partilhar metodologias e informação sobre a evolução das atletas. Do mesmo modo, uma jogadora não ficará necessariamente limitada ao seu escalão. Sempre que o seu desenvolvimento o justifique, poderá treinar e competir em diferentes equipas. A intenção é evitar ruturas entre escalões e construir um modelo de Formação transversal, onde a evolução da atleta determina progressivamente os desafios que lhe são colocados. Várias equipas, uma só AVE.
EQUIPAS E TREINADORES
Mini Voleibol: Raquel Carvalho e Leonor Fernandes.
Infantis: Vítor Mesquita Ribeiro
Iniciados: Cláudia Pinho e Gabriel Caprini (adjunto).
Cadetes e Juvenis: Pedro Sousa e Emanuel Caprini.
Seniores: Rui Ribeiro e Diogo Cepa.
Coordenação do projeto: Vítor Mesquita Ribeiro e Rui Ribeiro.





