Ricardo Coelho foi o grande protagonista do Campeonato do Mundo de Maratonas, que se realizou em Gualeguaychú, na Argentina. O canoísta de Ponte de Lima conquistou dois títulos de Campeão do Mundo – C1 e C2 Sénior – e um de Vice-Campeão – em C1 Short Race.
O atleta do CN Ponte de Lima, que participou pela primeira vez em provas a solo num ‘Mundial’, confessou que “saio deste Campeonato do Mundo muito feliz e realizado”, adiantando que “arriscamos quando decidimos fazer todas as provas. Sabíamos que o cansaço podia comprometer a revalidação do título da C2, mas estávamos confiantes, treinámos para ser capazes de lutar pelas medalhas em todas as provas e foi o que acabou por acontecer”.
DO SONHO A CAMPEÃO DO MUNDO
Na partida para a Argentina acreditavas que este sonho podia tornar-se realidade? “Sabia que estava no meu melhor, que estava ao nível de disputar as medalhas, mas não esperava tão bons resultados”, afirmou Ricardo Coelho.
“O objetivo sempre foi lutar para revalidar o título em C2… Depois do ‘Europeu’, onde fiquei em terceiro na C1, acreditava que podia repetir o feito, ser medalhado em ambas as provas”, disse o canoísta limiano, que adiantou: “claro que sonhava com o título na C1, mas não esperava que tivesse acontecido agora, principalmente por ser a minha estreia na C1 num ‘Mundial’. A Short Race também foi uma surpresa. É uma prova muito rápida e qualquer erro pode mudar completamente o resultado. Para ficar no top 3 sabia que tinha de ter uma prova quase perfeita… e foi o que acabou por acontecer”.
“NUM ‘MUNDIAL’ TODAS AS PROVAS SÃO DIFÍCEIS”
Foram três provas, três medalhas, dois títulos de Campeão do Mundo… Foram provas difíceis? “Num ‘Mundial’ todas as provas são difíceis, o nível é muito alto e muito próximo. Felizmente treino com os melhores, o que me permite estar preparado para este nível de competitividade”.
Qual foi a prova que te deu mais gosto fazer? “Todas tiveram um significado muito especial para mim, tanto por serem as primeiras medalhas em C1, como por revalidar o título em C2. Apesar de serem provas distintas e em dias diferentes, cada uma foi-me dando confiança e fazendo-me acreditar que seria possível alcançar algo mais na seguinte”.
“ADORO COMPETIR”
Há quatro anos Ricardo Coelho estreava-se nas provas internacionais e já nessa altura sonhava com as medalhas, mas mostrava-se ciente que tudo leva o seu tempo. “Quando disse isso, acreditava que era capaz de chegar às medalhas, mas não esperava que acontecesse tão cedo”, e adiantou: “adoro competir e para mim o lado positivo de não ser atleta profissional é não sentir o peso dos resultados, as medalhas são uma consequência do processo. Pretendo continuar enquanto me sentir feliz e tiver condições para treinar a este nível”.
“Sei que o que fiz neste fim de semana é um feito muito difícil de ser superado, mas ainda podemos melhorar e nada é impossível”, disse Ricardo Coelho, que sobre a receção que teve, quer no aeroporto, quer em Ponte de Lima afirmou: “como sempre a receção foi a melhor que podia desejar. Para mim o importante são as pessoas mais próximas. A minha namorada, os meus pais e amigos todos presentes. Os que não conseguiram estar em pessoa fizeram-me chegar o seu apoio durante estes dias e isso para mim é o mais importante”.
Ricardo Coelho, tal como o seu colega no C2, Duarte Lacerda, vai agora descansar… “Sim agora o merecido descanso. Foi uma época longa, normalmente o ‘Mundial’ é no início de setembro e este ano foi quase dois meses mais tarde. Este é o momento de recuperar, mas já começamos a olhar para o calendário de 2027 e a preparar o plano para próxima época”.





