
José Gomes e Mariana Peixoto, ambos da Landeiro/Matinados/Matias&Araújo, estiveram em destaque na prova de Cadetes da 22.ª edição do Prémio ACR Roriz/Troféu Professor António Matias, prova que decorreu no fim de semana e encerrou o Campeonato do Minho de Ciclismo de Estrada.
Numa tarde de festa e marcada pelo intenso calor, José Gomes entrou determinado em ganhar aquela que é conhecida como a ‘Roubaix portuguesa’. Assim, o Campeão Nacional de Contrarrelógio atacou logo nos primeiros metros, escapou ao pelotão – composto pelos escalões de Cadetes e Juniores – e ganhou uma vantagem considerável.
José Gomes acabou por fazer uma corrida a solo, cortando a meta ao fim de 55.37 minutos, sendo, de resto, o mais rápido no conjunto dos dois escalões..
Na segunda posição, a mais de dois minutos, ficou Martim Quitério, enquanto Ricardo Henriques (Cantanhede Cycling/Vesam) foi terceiro.
No top 10 ficaram ainda Miguel Correia (Landeiro), Gonçalo Amorim (Tensai/Sambiental/Santa Marta) e Rodrigo Assunção (C.C. Barcelos AFF/HM MOTOR/ONDA FOUNDATION).
Rúben Nunes (CC Barcelos) foi 11.º, Mateus Dias (Landeiro) alcançou o 12.º lugar e Lucas Amaro (Tensai) fechou o top 15.
O Paredes-Reconco, com três ciclistas no top 5, venceu a Classificação por Equipas, com um total de 2:56:33 horas e 11 pontos. A Landeiro/Matinados/Matias&Araújo foi segunda e o Cantanhede Cycling/Vesam subiu ao terceiro lugar do pódio.
Na prova feminina – as Cadetes correram com a categoria de Juvenis – Mariana Peixoto foi a mais forte, completou a corrida em 43:17 minutos e garantiu a vitória.
Matilde Correia (Cantanhede Cycling/Vesam) gastou mais um minuto, subindo ao segundo lugar do pódio.
JOSÉ GOMES: “GANHAR EM CASA É ESPECIAL”
A correr em ‘casa’, José Gomes, da Landeiro/Matinados/Matias&Araújo, não facilitou e muito cedo tomou a dianteira da corrida. O ciclista de Barcelos teve alguns contratempos durante a prova – problemas mecânicos e mudança de bicicleta -, mas recusou-se a baixar os braços e chegou isolado à meta.
No final da corrida, e já depois de fazer alguns exercícios de recuperação, José Gomes (ou Miguel, como é mais conhecido entre os amigos), referiu que “a prova correu-me bem, já conhecia o percurso e sabia que tinha de atacar desde o início para fazer a diferença” e confessou que “era uma corrida que queria ganhar, era importante. Vencer em ‘casa’ sabe sempre bem. Claro que é uma vitória, tal como todas as outras, fruto de muito trabalho”.






