“Não poderia estar mais orgulhosa dos nossos resultados face ao contexto do Ciclismo feminino português” foi assim que Daniela Pereira começou por abordar o seu primeiro Campeonato da Europa de Ciclismo de Estrada enquanto selecionadora da equipa feminina.
Daniela Pereira referiu que “o Campeonato da Europa desenrolou-se em percursos super exigentes, quer na prova de Estrada quer na de Contrarrelógio. Além da exigência dos percursos, o vento que se fez sentir e a qualidade das atletas presentes, tornaram este campeonato ainda mais duro”.
“Para termos noção da competitividade do CRI, as atletas nacionais, que para mim são as nossas melhores contrarrelogistas, fizeram os seus melhores valores pessoais de sempre. Neste sentido, apesar de estarmos a fazer o nosso caminho nesta disciplina, estamos a evoluir”, disse Daniela Pereira, que adiantou que “dado o facto que as atletas fizeram o seu melhor, só posso estar satisfeita com as suas prestações”.
Quanto às provas de Fundo, a selecionadora nacional referiu que “apesar do nosso público português estar sequioso de resultados absolutos, temos que compreender que estamos perante pelotões Juniores e Sub-23 em que uma parte significativa das atletas já estão inseridas em equipas de desenvolvimento e algumas já têm contratos com estruturas profissionais. O facto de termos participado com cinco atletas nestas corridas e apenas uma não ter concluído a corrida, é um motivo de orgulho e esperança no futuro”.
“Já na Elite feminina, temos um resultado absolutamente fantástico. A Raquel pode ter sido a ‘Lanterne Rouge’ da prova de Fundo, mas foi a única atleta que nunca esteve no World Tour a terminar a corrida. Para termos uma ideia, esta atleta rodou entre as melhores do mundo durante dois terços da corrida e apenas terminou a 1’53” da Gasparrini da Team UAE e 3’05” de nomes como Shirin van Anrooij, da Lidl – Trek, Erica Magnaldi, da UAE Team ou Cecilie Uttrup Ludwig, da CANYON//SRAM”.
Daniela Pereira diz-se orgulhosa dos resultados e desempenhos das atletas lusas e salienta que “tenho assistido a críticas e comentários muito duros e injustos sobre as atletas, muitas vezes da boca os próprios técnicos e colegas de equipa. A estas pessoas e aos portugueses, que acompanham as nossas atletas, quero fazer dois apelos: primeiro, se quiserem criticar alguém, critiquem a selecionadora, as nossas atletas fazem o melhor que podem e que sabem; segundo: que tenham calma e que percebam que para chegar ao topo da montanha é necessário passar pelo sopé”.





