
Diogo Moreno, treinador da CP Areias, foi distinguido como o Treinador do Ano da Patinagem Artística na primeira Gala da Associação de Patinagem do Minho, que se realizou na última semana em Caminha.
O treinador da CP Areias confessa-se “muito feliz” e considera que este prémio “é o reconhecimento do trabalho”, lembrando que 2025 foi um ano muito especial…
“Receber este prémio da AP Minho como Treinador do Ano é um simbolismo que me deixa muito feliz, por sentir o reconhecimento dos clubes e de todos aqueles que dedicaram um momento para votar”, disse Diogo Moreno, que adiantou: “quero parabenizar a AP Minho pela iniciativa, bem como todos os atletas homenageados e os vencedores. É um orgulho especial ver o Tomás Ferreira vencer o prémio de Atleta do Ano, mas também não posso deixar de sublinhar o mérito de todos os meus outros atletas que estiveram nomeados… o simples facto de estarem naquele lote já é uma vitória e um reflexo do trabalho que desenvolvemos. Ver este reconhecimento vir de uma Associação que tem crescido de forma tão sustentada ano após ano, com resultados visíveis, dá ainda mais valor a esta distinção”.
Esta foi a melhor forma de terminar 2025? “Este foi um ano verdadeiramente especial, onde o nosso trabalho se traduziu em medalhas na Taça do Mundo, pódios em ‘Europeus’, títulos nacionais e internacionalizações que nos orgulham a todos. Estes resultados não aparecem por acaso… são a consequência de um método e de um rigor que pretendemos continuar a elevar no futuro, mantendo sempre a ambição de levar os nossos atletas cada vez mais longe”.
“Ser treinador é uma missão de uma entrega total. Muitas vezes o nosso papel é o pilar invisível de todo o sistema e é importante reconhecer que ninguém aguenta as horas infinitas de pavilhão, o desgaste e o tempo roubado à família se não for por um gosto puro pelo que faz. Receber este prémio surge, neste contexto, como um reforço positivo e um incentivo fundamental para continuar. No desporto individual, a tarefa é ainda mais exigente: implica olhar para cada atleta como um projeto único e tentar potenciar ao máximo as suas capacidades”, disse Diogo Moreno, que salientou que “este prémio pertence, em grande parte, aos meus atletas, tanto aos que acompanho agora como a todos os que já passaram por mim. Fazem todos parte da minha história e é com cada um deles que cresço. Fazem todos parte desta história”.
Na hora de festejar, Diogo Moreno deixou ainda um “agradecimento profundo à minha família, que compreende a paixão que me move. Sem este apoio, nada disto seria possível”.
Como foi estar nomeado lado a lado com Joana Magalhães (AP Areias), Daniela Pinto e Flávia Castro (GNA) e Luana Sequeira (ADCRMP)? “Estar nomeado ao lado de colegas com nomes tão fortes na modalidade já tinha por si só um significado especial. É um privilégio partilhar esta nomeação com profissionais que admiro e de quem sou, acima de tudo, amigo. Uma palavra especial para a Joana Magalhães, que para além de colega é uma grande amiga, sem ela, nada disto seria possível”, disse Diogo Moreno, que salientou que “olho para este prémio, acima de tudo, como uma mensagem para uma nova geração de treinadores: que percebam que, embora o caminho seja exigente, o sucesso é possível e o mérito acaba por ser reconhecido. O futuro constrói-se com trabalho, mas acima de tudo, com resiliência”.
É um prémio que te dá mais ambição ou encaras mais como um incentivo? “É as duas coisas. Por um lado, é um incentivo enorme, porque ser treinador exige um desgaste diário muito grande do qual poucos têm perceção. Este reconhecimento, ainda que simbólico, dá um certo fôlego para continuar no caminho, vem quase como um sinal de que cada hora passada no pavilhão vale a pena”, referiu Diogo Moreno, que salientou que “acima de tudo, este prémio alimenta a ambição. Gosto de ver o ponto em que estamos hoje não como um ponto de chegada, mas sim como um ponto de partida. Se conseguimos atingir resultados internacionais e nacionais tão expressivos esta época, o foco agora é perceber como podemos manter o nível e elevar ainda mais a fasquia. Com esta distinção aumenta a responsabilidade, mas também a vontade de continuar a evoluir”.
Como treinador, o que desejas para o novo ano? “Para 2026, o meu maior desejo é a consistência. No desporto, o verdadeiro desafio não é apenas chegar ao topo uma vez, mas conseguir manter esse nível de excelência ano após ano. Temos títulos para revalidar e outros tantos que queremos conquistar, mas o foco tem de estar na qualidade do nosso processo diário”.
Diogo Moreno adiantou que “é impossível não falar da conquista da Taça de Portugal de Dança neste final de 2025. Foi um momento marcante que premeia o esforço de todos, mas que eu interpreto, acima de tudo, como o início de um novo ciclo. É o ponto de partida para o que queremos continuar a construir daqui para a frente. Para que este ciclo seja vencedor, é importante continuarmos a olhar para a Formação e para a Iniciação, que são a base de tudo isto e os nossos atletas de amanhã”.
“O foco para o novo ano é garantir também que continuamos a elevar as condições de treino para os nossos atletas. Queremos que todos — desde os que estão a dar os primeiros passos aos que já atingiram patamares internacionais — tenham as ferramentas e o apoio necessários para evoluir. O segredo está na consistência desse trabalho invisível”, disse o treinador da CP Areias, que acrescentou: “por fim para 2026 quero que o clube cresça como uma família unida, onde os resultados sejam a consequência natural da nossa paixão e do nosso rigor”.
Agora é hora de descansar? “O descanso faz parte do processo, mas estas férias escolares são uma oportunidade valiosa que não podemos desperdiçar. Já estamos, inclusive, a realizar treinos extra para aproveitar a maior disponibilidade dos atletas e preparar 2026 com calma”.
De resto: “o ponto alto deste planeamento será o estágio interno que temos agendado logo após o Natal com a treinadora internacional Maria Teresa Marzanno. Para nós, este formato é fundamental pois permite-nos trazer conhecimento de topo para o nosso pavilhão, com a treinadora dedicada exclusivamente aos nossos atletas num ambiente que eles já conhecem. É a forma ideal de adiantar trabalho e preparar o novo ano com o rigor que as nossas aspirações exigem”, mas, salienta, “isto não invalida que esta época festiva seja também o momento de atletas e equipa técnica desfrutarem da família e dos amigos, algo que é tão merecido para todos e essencial para recarregar baterias e entrar em 2026 com a energia necessária”.
DISTINÇÕES DA PATINAGEM
Atleta Revelação do Ano: Miguel Alves (ADCR Melgaço em Patins)
Atleta do Ano: Tomás Ferreira (CP Areias)
Treinador do Ano: Diogo Moreno (CP Areias)
Dirigente do Ano: Susana Pires (Academia de Patinagem de Braga)





