O Grupo Desportivo André Soares continua empenhado no apuramento para a segunda fase do Campeonato Nacional da II Divisão masculina de Basquetebol.
A equipa treinada pela dupla Alexandre Oliveira e Carlos Gonçalves entra para a 10.ª jornada na terceira posição da Zona Norte B, com os mesmos 13 pontos que o segundo classificado, o NCR Valongo, equipa que defronta na primeira jornada de 2023…
O GDAS diz-se “preparado” para o decisivo mês de janeiro, tendo como objetivo “lutar pelo apuramento para a segunda fase”. A tarefa não se apresenta fácil, pois a equipa de Braga tem sofrido algumas lesões durante a época: “são incidentes de percurso e que fazem parte do jogo”, referiu Carlos Gonçalves, que salientou que “claro que poderíamos assumir um outro papel, mas assim temos mais tempo para amadurecer. Quando conseguirmos conjugar todo o potencial que existe na equipa, estaremos prontos para dar o passo que falta ao clube”.
“AINDA ESTAMOS NA DISCUSSÃO”
Apesar das lesões, o GDAS mantém-se na luta pelo apuramento? “Claro que sim. Ainda estamos na discussão pelos lugares que dão acesso à segunda fase. Se conseguirmos conjugar todo o valor que existe na equipa, a pressão e trabalharmos bem ainda podemos lá chegar. Nada está perdido”.
Carlos Gonçalves tem a noção que com tantas baixas “temos trabalhado a dobrar, mas ninguém se nega” e lembra que “temos um grupo de bons jogadores, muito ambiciosos e humildes. São atletas disponíveis a ouvir, executar e questionar, que é a ordem correta das coisas. Assim é mais fácil trabalhar e a vontade de trabalhar aumenta a cada treino”.
De referir que, atualmente, o GDAS não pode contar com Eduardo, a recuperar de uma intervenção cirúrgica a uma rutura de ligamentos cruzados; Rodrigo Oliveira, também a recuperar de uma rutura de ligamentos.
“Continuamos a trabalhar bem. Tirando as lesões todo o grupo tem estado em bom nível e empenhado nos treinos, que têm corrido de forma normal, mesmo durante esta paragem de competição. Os atletas Sub-18 estão a fazer o seu trajeto de integração nos Seniores e estão a evoluir bem”.
Como tens sentido os atletas, principalmente, os mais novos, neste período de paragem? “Mais folgados… a rotina deles é muito exigente. A maioria estuda na Universidade ou no liceu, com a preocupação das notas e das médias para ingressar na Universidade. Neste período de férias parecem mais soltos, menos stressados e isso facilita o nosso trabalho”.
JANEIRO É UM MÊS DECISIVO
Janeiro é um mês decisivo para as aspirações do GDAS? “Bastante. Temos o Valongo logo no regresso da competição. Um jogo que teremos de ganhar para continuar a nossa caminhada pelo apuramento… É um mês em que se vai decidir a passagem à segunda fase”, disse Carlos Gonçalves.
Que ideia tem do NCR Valongo? “É um adversário complicado, que usa a defesa zona como principal arma e sendo demasiado estática leva que o adversário tenha de estar bem na média e longa distância de lançamento, a ter transições rápidas. Se isso não acontecer é complicado. Foi isso que aconteceu na primeira volta”. Tivemos uma eficácia baixa, fomos muito lentos nas transições e tivemos de correr atrás do jogo”.