
A Seleção de Sub-16 Feminino da Associação de Basquetebol de Braga estava no bom caminho, quando teve que interromper os trabalhos devido à pandemia do coronavírus.
O último estágio da equipa, o Estágio de Carnaval, foi em finais de fevereiro e a dupla Tânia Gomes e José Costa já trabalharam com o grupo das 14 atletas que seguiriam para a Festa do Basquetebol em Albufeira.
EQUIPA JÁ ESTAVA DEFINIDA
“O grupo estava a responder bem ao que lhe estava a ser pedido. No último estágio, que foi no carnaval, já estávamos a trabalhar com as 14 atletas e correu muito bem”, começou por referir Tânia Gomes, treinadora da Seleção de Sub-16 Feminina.
Os treinos da equipa de Sub-16 não eram muitos, era fácil para as atletas mudarem o ‘chip’ para a Seleção? “Os dois primeiros treinos que realizávamos serviam para recordarmos o que já tínhamos falado nos estágios anteriores, depois já tudo lhes saia naturalmente. Penso que os treinadores dos clubes sentiam o mesmo quando elas regressavam aos trabalhos das suas equipas e acabavam por ainda levar as ideias da Seleção”.
“O NOSSO OBJETIVO ERA A SUBIDA DE DIVISÃO”
Com algumas sessões de trabalho já esta temporada, Tânia Gomes acredita que a Seleção de Sub-16 poderia atingir as suas metas.
“O nosso objetivo era subir de divisão e da realidade que já conheço das Festas do Basquetebol acho que era possível”.
O que sente a treinadora depois de tanto trabalho, ver o projeto ficar a meio?
“É SEMPRE TRISTE…PELAS ATLETAS”
“É sempre triste” referiu Tânia Gomes, que acrescentou “é triste não por nós treinadores, mas sim pelas atletas. Elas é que trabalharam todos os dias para mostram que mereciam ir a Albufeira. E tínhamos duas atletas de segundo ano que estavam nas 14 que nunca tinham ido às Festas do Basquetebol. Acho que é uma experiência que todas as atletas deveriam poder ter… e digo isso como atleta, que já fui, embora hoje prefira ir como treinadora”.
Tânia Gomes explicou que prefere ir como treinadora devido à “responsabilidade, acima de tudo. O primeiro ano que fui era adjunta, depois fui como seccionista e o ano passado como treinadora principal. Ter que controlar tudo, desde os horários de autocarros, para as refeições, os jogos que elas querem ver. Eu gosto que elas aproveitem ao máximo os cinco dias, que vejam muito basquetebol, que joguem muito, mas, acima de tudo, que se divirtam em equipa e convivam com as outras”.
“Como treinadora principal é sempre diferente porque, no clube, se falharmos, o coordenador fala connosco, ali se falharmos é muita gente a ver os jogos. Treinadores com muita experiência, as próprias atletas, os pais, a Associação. É uma responsabilidade que aceitamos e sabemos o que ela traz”.
Com o projeto suspenso, devido ao Covid-19, Tânia Gomes ainda não sabe se continuará ligada à Seleção, mas confessa que “gostava muito de me manter ligada ao projeto”.
