O Famalicense saiu derrotado do seu confronto com o FC Porto Sub-23, por 75-87, no segundo jogo das meias-finais Norte do Campeonato Nacional da II Divisão e viu fugir-lhe a possibilidade de garantir o regresso ao ‘Nacional’ da I Divisão.
A equipa de Armando Andrade, que precisa de anular uma desvantagem de seis golos, até entrou bem e venceu o primeiro quarto por 25-14.
O segundo quarto foi bastante equilibrado, com o FC Porto a conseguir vencer por 17-20.
A vencer ao intervalo por 42-34, o Famalicense partia para a segunda parte com a vantagem necessária para garantir o regresso à I Divisão. No entanto a equipa quebrou e o FC Porto aproveitou para se adiantar no marcador, vencendo por 12-26.
O último quarto foi mais equilibrado, mas o conjunto de Armando Andrade, que para este jogo não pode contar com Gonçalo Gorito, lesionado, continuava sem conseguir pontuar e acabou por perder por 21-27.
MIGUEL CORREIA: “EQUIPA ACABOU POR QUEBRAR…”
Miguel Correia, diretor da secção de Basquetebol do Famalicense, considerou que “não foi um dia fácil”, lembrando que “a equipa acabou por quebrar, num jogo em que o FC Porto conseguiu manter sempre o acerto”.
“Estávamos atrás do resultado e as bolas começaram a não entrar e ainda por cima frente a um resultado que ia conseguindo marcar, a equipa acabou por fazer um mau terceiro período, que acabou por ser fatal”.
A equipa acusou a pressão e a obrigação de ganhar? “Não tanto. Acho que foi apenas a frustração que veio ao de cima, uma vez que as bolas não estavam a entrar e as do adversário, muitas vezes caprichosamente, acabavam por entrar sempre”, disse Miguel Correia.
“UMA ÉPOCA EM QUE TIVEMOS QUE LIDAR COM TRÊS LESÕES GRAVES”
Num balanço da época, que está prestes a terminar, Miguel Correia lembre que “foi uma época em que tivemos que lidar com três lesões graves. De início tivemos que nos ajustar à lesão do Philipe, o que conseguimos muito bem. Fizemos uma primeira e segunda fase, praticamente, irrepreensíveis. Lançamos miúdos e criamos sustentabilidade no projeto como tinha sido definido (apesar da lesão do Rafael que o impediu de jogar)”.
“Quando tínhamos tudo alinhado e estávamos com a cabeça na fase final da época acontece-nos o infortúnio da lesão grave do Gorito, o que o impediu de estar mais uma vez na fase decisiva da época. A equipa conseguiu ajustar-se dentro do possível, mas o que é facto é que o Gorito é uma peça essencial no nosso estilo de jogo e no ritmo de treino durante a semana, e acabamos por não conseguir ajustar, tão em cima, a sua falta. O facto do Fernando Cardoso também se ter lesionado no jogo da primeira mão e não ter treinado durante a semana, e ter jogado condicionado também nos limitou um pouco” acrescentou.
Miguel Correia referiu que “são as vicissitudes do desporto. É duro termos tido dois finais de época como os que tivemos, mas vamos levantar a cabeça e voltar mais fortes. É dessa fibra que somos feitos”.