O SC Braga recebe domingo, a partir das 11 horas, o Grupo Desportivo André Soares, no jogo grande da quarta jornada do Torneio Distrital de Sub-16 masculinos da Associação de Basquetebol de Braga.
Em campo vão estar as duas equipas de Braga, que lutam, por norma, pelos lugares cimeiros das classificações. Com três jornadas realizadas, o SC Braga lidera com três vitórias, enquanto o GDAS ocupa a terceira posição com três pontos em dois jogos.
No SC Braga o jogo está a ser encarado com motivação…Ricardo Santos, treinador da equipa de Sub-16 A, salienta que espera um jogo difícil, como o têm sido todos, mas é nesses jogos que os atletas evoluem…
“Todos os jogos do nosso grupo têm sido difíceis, com adversários mais altos e mais fortes fisicamente, o que torna o desafio maior. Mas é isso que procuramos, jogos difíceis onde os jogadores têm que se esforçar e procurar ser melhores. Se eles não passam por essas dificuldades não crescem”, começou por referir Ricardo Santos, que acrescentou que “por isso estamos a encarar o jogo com ansiedade, de vermos se o que estamos a ensinar aos jovens está a ser assimilado. É nos jogos que conseguimos avaliar o trabalho, e onde podemos compreender que mudanças precisamos de fazer para os atletas serem melhores e mais capazes”.
RICARDO SANTOS: “O GRUPO ESTÁ MAIS ANSIOSO”
Sendo um derby de Braga e havendo sempre a rivalidade típica sente que o grupo está mais ansioso, mais nervoso?
“Sim, nota-se que o grupo está mais ansioso. Creio que é normal, pois estamos a falar de duas equipas onde os jogadores já se conhecem há muitos anos, já passaram por muitas seleções onde trabalharam juntos, alguns até andam na mesma escola. É normal que queiram ‘ganhar’ aos amigos. Sinto que este grupo tem uma rivalidade saudável para com as outras equipas, e em especial com o GDAS devido à proximidade. Querem ganhar, claro, como qualquer equipa, no entanto o objetivo da equipa este ano não é ganhar os jogos, mas trabalhar o mais arduamente possível, e conseguir ultrapassar os nossos objetivos”.
Para o embate de domingo, Ricardo Santos não alterou a preparação habitual. O SC Braga trabalha sempre com o foco em si próprio e nos seus jogadores.
“Não estamos a fazer nada que não fizéssemos para os outros jogos, estamos focados na nossa equipa, na maneira como jogamos e como podemos ajudar os atletas a chegarem ao seu potencial. O que fazemos normalmente é trabalhar a equipa depois de um jogo, onde podemos avaliar o que correu mal durante o jogo, e ajustar os treinos para dar mais valias aos atletas para o próximo jogo, portanto neste momento estamos a trabalhar nas falhas que tivemos no jogo contra o VSC”.
“GDAS É UMA EQUIPA MUITO FORTE”
Quanto ao GDAS, Ricardo Santos refere que “o GDAS é uma equipa muito forte, com fortes jogadores e que tem muito boa capacidade individual. Vai causar muitos problemas com penetrações e o seu trabalho individual. São capazes de trabalhar tanto dentro da área restritiva como em lançamento exterior o que vai dificultar a nossa defesa”.
Como foi o regressar aos treinos, aos treinos ditos normais e à competição?
“A equipa nunca parou de treinar, mesmo durante o confinamento deste ano, tivemos três treinos semanais onde trabalhamos bastante a condição física dos atletas, tendo como principal objetivo manter os atletas sanos mentalmente e fisicamente numa altura que para todos o sedentarismo foi muito grande. Os atletas todos se mantiveram envolvidos durante essa altura, com uma média de 18 atletas por treino online, sinto que a equipa técnica conseguiu fazer um bom trabalho a manter a motivação dos atletas. E claro que o espírito desta geração de atletas ajudou bastante, estão sempre prontos para aprenderem”, disse o técnico do SC Braga.
Ricardo Santos considera que “isto foi fundamental para o regresso aos treinos, porque não foi preciso trabalhar a condição física de forma a conseguirem atingir os nossos objetivos. Estão em muito boa forma física e com capacidade de jogar ao nível que eles gostam”.
“CONSEGUIMOS EVITAR QUE HOUVESSE UM RETROCESSO”
De resto, a equipa conseguiu manter-se ativa e evitar assim o retrocesso normal de um afastamento tão longo dos pavilhões… “Conseguimos evitar que houvesse um retrocesso. São atletas muito focados que continuaram a trabalhar individualmente o contacto com a bola. Para além disso aproveitamos para fazer treinos ‘táticos’ onde sinto que ajudou os atletas a progredirem mais em termos de conhecimento de jogo. Algo que se nota em campo, principalmente nas alturas mais difíceis dos jogos”.
“A equipa técnica aprendeu muito com o confinamento e a utilização dos treinos online para continuar a formação dos jogadores é mais uma das atividades que continuamos a desenvolver. Aproveitando a falta de espaço de treino que temos, permite termos mais tempo de treino em áreas que antes não treinamos tanto, como a parte tática”.
Quanto aos objetivos para esta época, Ricardo Santos não tem dúvidas, o mais importante é dotar os atletas de capacidades para singrarem no Basquetebol.
“A equipa é constituída maioritariamente por jogadores de primeiro ano, temos no total quatro atletas de segundo ano. E devido ao ano atípico, focamo-nos a fazer os jogadores crescerem a nível tático e individual. Não deixamos de ser um escalão de formação e a principal preocupação da equipa técnica é conseguir dar as capacidades que os jogadores vão precisar para quando chegarem ao escalão máximo poderem ser uma mais-valia para as cores que vão representar, de preferência as vermelhas e brancas do SC Braga. Estamos a ensinar o que é o Basquetebol, como se joga e porque se joga de uma determinada maneira. Como se trabalha numa equipa Sénior, o que os treinadores procuram num atleta e o porquê o procuram. E o foco é sempre o Atleta, e não a equipa, não estamos a sacrificar o atleta em prol da equipa, mas sim o oposto”.