
Guilherme Santos, ciclista de Belmonte que alinha na Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact, está determinado em fazer uma época positiva e, sobretudo, em ajudar a equipa de Roriz, Barcelos, a atingir as suas metas.
“Independentemente, da minha prestação individual, o objetivo é ajudar a equipa a conseguir o máximo de resultados. O que eu conseguir fazer individualmente, para além disso, será um bónus”, começou por referir o atleta de 17 anos, que adiantou que “infelizmente, devido à crise sanitária que estamos a viver, o calendário foi cancelado sem saber se iremos voltar à estrada ou não”.
“SINTO-ME CONTENTE COM A MINHA PRESTAÇÃO”

Guilherme Santos esteve presente nas duas primeiras provas do ano – Prémio Cidade de Fafe e Prémio de Ciclismo de Barroselas – e faz um balanço positivo da sua participação “embora não tenha obtido lugares cimeiros na classificação, sinto-me contente com a minha prestação relativamente ao que consegui fazer no ano anterior”.
Para o atleta da Seissa a grande dificuldade destas duas provas “foi o facto de serem as primeiras do ano e não saber se a minha forma física era suficiente ou não. A prova de Fafe foi mais difícil para mim. Em Barroselas senti-me bem, a dificuldade foi mesmo a chuva”.
Com as competições suspensas, Guilherme Santos vê com bons olhos a possibilidade das provas se poderem realizar entre setembro e novembro: “para a modalidade seria bom que as provas se realizassem, contudo, devido às exigências académicas é complicado adiar as provas para essa altura já que existe a possibilidade dos exames também serem adiados. Vamos ver como tudo se resolve”.
TREINO AINDA COM LIMITAÇÕES

Para já, o ciclista da Seissa vai mantendo a preparação: “continuo a treinar ainda que com limitações. A autoestima nunca é a mesma e os resultados físicos também não serão iguais”, ou seja, “para poder participar nas grandes provas será sempre importante ter alguma preparação na rua, treinar no rolo nunca é a mesma coisa”.
Apesar de todas as condicionantes e da atual situação ser desanimadora, Guilherme Santos garante que “consigo manter-me, relativamente, focado. Claro que perceber que podemos não voltar à estrada tão depressa é sempre desmotivador”.
NA SEISSA PELO SEGUNDO ANO

Guilherme Santos defende as cores da Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact pelo segundo ano consecutivo, depois de se ter estreado na Estrada.
“Comecei a correr na estrada como Cadete de segundo ano e representava a equipa da Casa do Benfica em Belmonte cujo ‘padrinho’ era João Matias pelas ligações familiares que tem a Belmonte. Quando acabou a temporada fiquei indeciso relativamente à minha continuidade no ciclismo, fui então incentivado pelo João e pelo pai a continuar e a Seissa deu-me uma oportunidade”.
No primeiro ano de Juniores, e dada as limitações do número de atletas em algumas provas, acabou por fazer poucas provas: “ainda fiz algumas provas” e este ano fez parte do grupo que alinhou em Fafe e Barroselas, mostrando ter uma palavra a dizer das provas de Juniores.
CICLISMO E ESTUDOS

Quanto ao futuro, o atleta de Belmonte diz não querer iludir-se… “vamos ver o que consigo fazer, é ir trabalhando dia a dia e ver até onde posso chegar. Não digo que não gostasse de subir ao escalão de Sub-23, seria interessante e bonito, mas sei que a concorrência é grande, não me quero iludir”.
A par do ciclismo, Guilherme Santos dedica-se aos estudos. Atualmente está no 12.º ano, a perspetivar uma entrada na Universidade em Engenharias… “ainda não decidi bem o que quero seguir, mas gostaria de entrar numa engenharia”. Difícil tem sido a adaptação aos estudos em casa: “não é fácil estudar de casa. Nestas duas semanas estivemos a fazer uma consolidação de conteúdos, mas mesmo assim não é a mesma coisa porque não temos o contacto e a ajuda do professor quando dela precisamos”.