CICLISMO

Rui Freitas e Diogo Pereira na luta pelo título de Campeão do Minho

Rui Freitas, ciclista de São Torcato que alinha como Individual, e Diogo Pereira, da Bike House DH Team/Guimarães, protagonizaram no domingo, em Prozelo, uma luta renhida pela vitória na pista arcuense e pela conquista do título de Campeão do Minho na categoria de Juniores.

O 21.º BTT DHI ACRAP, quarta e última prova do Campeonato do Minho de BTT DHI – Cision, tinha como handicap a atribuição dos títulos de Campeão do Minho.

Rui Freitas, que em 2019 foi Campeão de Cadetes, tentava fazer o pleno em Prozelo, ele que, por lesão, faltou à primeiro prova. Rui Freitas precisava então de ganhar as duas mangas (qualificação e classificação) ou esperar que Diogo Pereira, que está no seu primeiro ano de Juniores, não ficasse nas primeiras posições.

O ciclista da Bike House venceu a manga de qualificação, com a marca de 2:48:399m. Rui Freitas furou durante a primeira descida e gastou mais um minuto que Diogo Pereira, ficando na quinta posição.

Na manga de classificação, e já recomposto do azar na primeira descida, Rui Freitas arriscou tudo e conseguiu mesmo fazer o melhor tempo entre os Juniores, 2.41,493, gastando menos sete segundos que Diogo Pereira.

Na terceira posição ficou António Teixeira, do Desportivo Jorge Antunes, enquanto o seu colega de equipa Tomás Martins foi quarto classificado.

RUI FREITAS: “É SEMPRE BOM GANHAR”

Rui Freitas saiu da pista de Prozelo satisfeito com o seu desempenho. O ciclista de Guimarães conseguia a sua terceira vitória em três provas e apesar de não ter feito uma boa manga de qualificação, devido a um furo, garante que “entrei na manga final muito confiante e a pensar no primeiro lugar”.

Na manga final… “cometi alguns erros na descida porque não tinha uma visão suficiente devido à chuva e ao nevoeiro. Foi andar um pouco à procura das linhas, mas foi igual para todos”, disse Rui Freitas.

O ciclista de Guimarães salientou que “gosto muito desta pista, as condições na segunda manga é que não ajudaram muito”.

Três vitórias numa competição de quatro etapas é muito positivo? “É sempre bom ganhar e trabalho com o objetivo de fazer sempre o meu melhor. O objetivo era ser Campeão do Minho, mas depois de não ter pontuado na primeira prova, na Penha, por lesão, fiquei sempre reticente”.

Rui Freitas faz um balanço positivo da época… “consegui o primeiro lugar na Taça de Portugal e estive na luta pelo título de Campeão do Minho. Portanto, foi um ano positivo”.

Rui Freitas termina a sua campanha em Juniores e já está a programar a sua estreia em Elites… “é para continuar a trabalhar, trabalhar ainda mais porque os tempos são diferentes, mas estou motivado para a mudança de escalão”.

Em Guimarães existe um grupo de jovens ciclistas de Downhill, todos candidatos aos primeiros lugares, e Rui Freitas refere que “somos um grupo de amigos, que treinamos juntos e quando um faz um bom tempo, acaba por motivar os outros para melhorarem também e assim vamos evoluindo na modalidade”.

Rui Freitas vai agora “descansar” um pouco, mas já está a planear o regresso aos trabalhos “para regressar na próxima época mais forte e capaz de estar na discussão das provas”.

DIOGO PEREIRA: “FOI UM FIM-DE-SEMANA COM ALGUNS CONTRATEMPOS… QUE CORREU MELHOR DO QUE ESPERAVA”

“No geral foi um fim de semana com alguns contratempos, mas que acabou por correr melhor do que esperava”, foi assim que Diogo Pereira, da Bike House, começou por abordar o 21.º BTT DHI ACRAP.

O ciclista de Urgeses referiu que “já fui para esta prova um pouco desanimado devido a estar com um problema no amortecedor. Como era a última prova do campeonato isso afetou-me um bocado”.

Sobre a prova em si referiu que “na manga de qualificação cometi vários erros e senti que poderia ter feito melhor tempo no final. Na manga final a pista estava bastante deteriorada em comparação à primeira descida. Estava um nevoeiro que não facilitava a visão e acabei por manter o mesmo tempo da primeira manga”.

No final ficaste satisfeito com o resultado, que pode dar-te o título regional? “O primeiro lugar é sempre o objetivo, mas fico bastante feliz com o segundo lugar, sabendo que pode dar-me o título”.

Diogo Pereira, que está no Downhill há dois anos, faz um balanço positivo da época: “este é o meu primeiro de Juniores, achei que não ia ser um ano em que me conseguiria destacar, mas tenta adaptar um ritmo mais forte que o ano passado e ser sempre consistente”, por isso “considero que foi um ano positivo porque acabei por fazer melhor que as minhas expetativas iniciais”.

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