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Rui Costa: “o Vitória SC continuará a dar cartas no Basquetebol português”

Rui Costa está de regresso à Islândia, onde vai orientar a equipa masculina do Hamar Körfubolti nas próximas duas épocas. O técnico minhoto mostra-se ambicioso e bastante motivado para a nova aventura, tendo como grande objetivo a subida à Liga Domino’s, competição da qual está arredado desde 2012-2013.

Rui Costa regressa à Islândia depois de ter passado pela equipa feminina do Vitória SC e ter levado o conjunto de Guimarães à final da Taça de Portugal e às meias-finais da Liga Skoiy…

“FOI UMA ÉPOCA MARCANTE E MEMORÁVEL”

Que balanço fazes da experiência ao serviço do Vitória SC? “A experiência ao serviço dum grande do desporto português como é o Vitória SC foi extremamente feliz. Pela equipa, pelo desafio, pelo crescimento e pelo Basquetebol que praticamos. Foi uma época marcante e memorável – a melhor da história desta equipa feminina do Vitória SC”, começou por afirmar Rui Costa, que adiantou que “saio de Guimarães, não só com o sentimento de dever cumprido, mas sobretudo com duas certezas:  esta equipa continuará a dar cartas no basquetebol português; e posso chamar casa a Guimarães, ao Vitória SC e às suas gentes”.

Quanto ao Basquetebol feminino em Portugal, Rui Costa considera que “está bem vivo e recomenda-se. Na época passada, graças à FPB TV, a Liga Skoiy ofereceu aos seus adeptos vários espetáculos de muita qualidade, com especial destaque para os momentos altos- a final da Taça e os Playoffs. As atletas portuguesas são trabalhadoras, dedicadas e têm qualidade. A título de exemplo, na última década as provas dadas nas competições internacionais de Seleções jovens já são tantas que nem é preciso enumerá-las”.

“Não tenho dúvidas que o passo em falta é a profissionalização da Liga e dos seus agentes – diretores, treinadores e, sobretudo, atletas. A partir de determinada idade, os sacrifícios a que o desporto de rendimento obriga têm de ser recompensados financeiramente de forma digna. O nosso desporto, e o setor feminino em particular, merece esse passo. Temos de procurar que a carreira profissional desportiva, em Portugal, seja um objetivo válido para os nossos e as nossas jovens”, referiu.

“GOSTEI MUITO DE SER TREINADOR DESTA EQUIPA FEMININA DO VITÓRIA SC”

O que te custou mais na última temporada? “Custou-me muito algo que faz e sempre fará parte do desporto e do Basquetebol de rendimento, as lesões das atletas. Custou-me que não tivéssemos conseguido crescer o suficiente (faltou um “danoninho”) para chegar a saborear a alegria de conquistar um troféu em 20/21. Acredito que conseguimos construir uma equipa especial e custa saber que não teremos um troféu para celebrar ao recordarmos esta bonita temporada. Gostei muito, e digo-o com muito orgulho, de ser treinador desta equipa feminina do Vitória SC”.

Agora segue-se uma nova aventura na Islândia… “A Islândia é um país com uma cultura desportiva acima da média. A prática desportiva faz parte da educação e da vida social, seja como praticantes seja como fãs. Por isso mesmo, também o Basquetebol tem um lugar de destaque na sociedade o que faz com que seja vivido com muita paixão”.

Quanto ao jogo em si: “é um jogo físico, ofensivo e rápido, de muitos pontos e muitas posses de bola, em que os jogadores têm bastante liberdade para decidir. Para além disso tem uma regra interessante, a não limitação de estrangeiros no que aos Bosman A diz respeito (basicamente não há limitação ao número de jogadores da maioria dos países da União Europeia)”.

PROJETO COM CONDIÇÕES E AMBICIOSO

Qual é o projeto e o que te levou a aceitar o desafio? “Quando fiquei agente livre direcionei as minhas atenções para a busca de nova oportunidade internacional. Um dos grandes motivos que me levou a aceitar este projeto está diretamente ligado com o que me levou a decidir não renovar com o Vitória SC: as condições de profissionalismo a tempo inteiro que aqui tenho à minha disposição e que em Portugal, infelizmente, são a exceção à regra, mesmo para um grande clube como o Vitória SC” disse Rui Costa.

“Depois de alguns contactos em Espanha, em Inglaterra e também aqui na Islândia, acabei por aceitar o projeto do Hamar por três motivos: sentia que meu capítulo na Islândia não tinha ficado devidamente encerrado (foi interrompido por causa do Covid) e quis agarrar a oportunidade de voltar a este país que me fascina; Tive o desejo de voltar a treinar uma equipa masculina e no estrangeiro, fundamentalmente porque, dum ponto de vista geral, o setor masculino apresenta melhores condições de trabalho. Depois é um desafio a dois anos num clube histórico, numa pequena localidade com tradição de Basquetebol, cujo objetivo é subir à Liga Domino’s, competição da qual está arredado desde 2012-2013”.

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