BASQUETEBOL

Famalicense ‘reforça’ Formação

O Famalicense é um caso de sucesso no seio do Basquetebol de Formação. O clube de Famalicão tem conseguido aumentar, em alguns escalões, o número de atletas e, apesar da falta de competição e dos treinos coletivos, os grupos mantêm-se motivados e a trabalhar de forma “a estarem preparados quando regressarmos”.

O Basquetebol de Formação está, praticamente, parado desde março de 2020. Parado em termos de competição e dos treinos coletivos ditos normais. Desde que apareceu a pandemia que os treinos em conjunto estão proibidos e muitos são os atletas que se vão afastando das modalidades…não no Basquetebol do Famalicense…

Orlando Postiga Simão, coordenador técnico da Formação e treinador dos Sub-18, faz um balanço positivo dos trabalhos…lembrando que nas dificuldades se devem aproveitar as oportunidades.

ORLANDO POSTIGA SIMÃO: “EXISTIU UM CONDICIONALISMO…E UMA GRANDE OPORTUNIDADE”

“Temos de fazer uma análise holística sobre este período de trabalho. Se na verdade existiu um condicionalismo (imposto) ao nível do treino e da competição, também existiu uma grande Oportunidade” começou por afirmar Orlando Postiga Simão, que adiantou: “a questão que se coloca é: será que todos a conseguimos identificar, quantificar e retirar dela o que esta nos ofereceu? Penso que no nosso caso, muito rapidamente a identificamos e iremos colher frutos disso mesmo”.

Não havendo competição, estes meses serviram para se trabalhar outros aspetos? Sentiu alguma evolução dos atletas?

“Do que no meu escalão diz respeito (Sub-18), todo o conteúdo de treino foi pormenorizadamente planificado e posto em prática. Os aspetos que visam o treino da técnica individual, fazem sempre parte integrante dos nossos mesociclos. Notamos, no entanto, que as fases de desenvolvimento da tática individual e, mais concretamente, da tática coletiva foram afetados. Só o regresso à competição poderá agora completar essa etapa”, referiu aquele técnico.

“É RECOMPENSADOR MOTIVAR ESTES ATLETAS”

Para aquele responsável, e ao contrário do que se podia esperar, a equipa e os atletas estiveram sempre motivados…apesar da falta de competição.

“É muito recompensador motivar estes atletas, pois partilhamos um enorme sentimento – o sentimento e o prazer de estarmos juntos. O basquetebol e o jogo são depois consequências disso. Todos os dias falamos e eles sentem o quão importante isso é, de modo a que possamos pertencer equitativamente ao PROCESSO”.

O TRABALHO CONTÍNUO DE CATIVAR ATLETAS

O Famalicense é uma das exceções desta pandemia e conseguiu, apesar da falta de competição e das limitações nos treinos, aumentar o número de atletas e Orlando Postiga Simão explica: “aqui vem a primeira grande verdade sobre a Oportunidade. Nós não perdemos atletas e até temos ganhos em alguns escalões. Como é que isto acontece? A resposta é simples, a execução da mesma é que não. Desde o início da época temos uma equipa excecional de jovens treinadores, que faz recrutamento e captação à porta das escolas de forma continuada”.

“Porque o fazemos? Essencialmente porque gostamos muito de estar juntos, envolvidos e comprometidos nos nossos desafios. Estas pessoas têm nome e rosto: Gabriel Ribeiro, João Silva, Diogo Oliveira e Filipe Ribeiro” referiu Orlando Postiga Simão.

O responsável pela Formação do Basquetebol do Famalicense não se deixa desmotivar com o novo confinamento e assegura mesmo: “estamos a sentir que uma nova Oportunidade está a chegar e que a temos de a identificar para não a perder. Acho que já a identificamos até…”.

TREINAR ONLINE E DESENVOLVER OUTRAS VALÊNCIAS

Para já o Basquetebol mantém os treinos online e vai desenvolvendo outras valências… “é do conhecimento público que treinamos via online desde março do ano passado, portanto nenhuma das nossas rotinas foi alterada. Nunca chegamos verdadeiramente a parar. Adaptamo-nos muito bem a esta (a)normalidade e aproveitamos de igual modo esta plataforma para desenvolvermos outras valências, tais como a Análise de Jogo”.

Esta alteração da rotina que existia e que se prende com os treinos coletivos e os jogos poderá deixar consequências?

“Certamente que algumas e creio que na sua grande maioria não será positiva, pelo menos no que toca ao desenvolvimento dos atletas. No entanto, cabe ao treinador se reinventar e entender que tal como o lenhador quando não corta árvores, afia muito bem o seu machado, nós devemos estar igualmente a preparar os nossos atletas para o regresso”.

“ORGULHO DE SER FAC”

O que pretendem fazer para voltar a cativar os atletas e os recuperar em termos e evolução no Basquetebol depois deste período?

“No nosso clube temos uma taxa de “drop-out” baixa. Os nossos atletas gostam muito de se sentir valorizados junto dos seus treinadores e obviamente terão de trabalhar ainda com mais afinco. Eles são os nossos melhores embaixadores. Os seccionistas e o nosso Diretor, são figuras determinantes nesta coesão. Existe mesmo um orgulho maior em ser FAC e de poder partilhar esta identidade, pois sentimos que esta cidade nos abraça verdadeiramente. É mesmo um amor de Perdição!”

Comentários

Artigos relacionados

Ver também
Fechar
Botão Voltar ao Topo

COVID-19

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença: • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo; • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%; • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória; • Evitar tocar na cara com as mãos; • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado. Seja responsável, faça a sua parte. Respeite o isolamento social. #JUNTOSVENCEREMOS