BASQUETEBOL

António Faria “não está a ser uma época fácil”

“Não está a ser uma época fácil. Estamos numa situação difícil de gerir, desanimadora e muita desgastante” foi assim que António Faria, presidente do BC Barcelos começou por abordar a época que deveria estar a entrar na fase de decisões, mas que conta apenas com alguns jogos realizados e apenas nos Seniores.

António Faria referiu mesmo que “por mais planeamento que se faça, temos de alterar tudo no dia seguinte, na semana seguinte… Por exemplo estes dois fins de semana para nós foram terríveis. Para além de nos forçar a adiar os jogos, tivemos de cancelar os treinos porque a nossa equipa é composta por atletas de Braga, da Póvoa de Varzim, na zona Metropolitana do Porto e alguns de Barcelos. Portanto, nem treinar podemos. Corremos o risco de ficar com três jogos em atraso e, sinceramente, não sei como vamos acertar o calendário”.

O BC Barcelos espera realizar nos próximos fins de semana o jogo com o FC Porto B e com o CBA Madeira, mas “nem sei como vai ser porque o governo regional da Madeira prolongou o período das restrições e não sei se podemos ir lá jogar. Está tudo muito incerto”, disse António Faria, que referiu que “esta é uma situação muito difícil de gerir, saturante mesmo”.

A situação mais complicada prende-se com a equipa feminina, que lidera a Zona Norte A da II Divisão, mas que corre o risco de só voltar a jogar em 2021…“devido à situação que estamos a viver a equipa feminina já esteve cerca de um mês em casa. Cada isolamento são 14 dias e quando aparece um caso suspeito fica a equipa toda confinada e estamos a falar de pessoas que para além de serem atletas, estudam, trabalham e tem sido complicado de gerir”.

Neste momento, o BC Barcelos aguarda o resultado e pode ver-se, mais uma vez, confinada, o que “nos leva a ficar com quatro ou cinco jogos em atraso”.

A Federação Portuguesa de Basquetebol agendou para a segunda quinzena deste mês reuniões com os clubes e António Faria aguarda com expetativa as resoluções…“estamos a viver uma época muito incerta, nunca sabemos se vamos jogar, se podemos treinar. É muito difícil planear a semana, os treinos, os jogos. O que hoje é certo, amanhã está tudo mudado”.

Afirmando que “esta situação é desmotivadora e cansativa”, António Faria referiu que “nunca sabemos o dia de amanhã. Temos o nosso dia a dia condicionado”.

FORMAÇÃO SEM COMPETIÇÃO HÁ 10 MESES

Se a nível de Seniores o impera o impasse na competição, com os adiamentos sucessivos e a obrigatoriedade de para devido às medidas do governo, já na Formação pura e simplesmente não há competição…

“A Formação não está parada, temos mantido os treinos da mesma forma, com as mesmas horas e dias de treino, mas temos muito menos atletas. Por muito cuidado que o clube tenha, seguindo todas as regras de higiene e segurança, há pais que não se sentem confortáveis em deixar os filhos ir aos treinos”, disse António Faria.

O presidente do BC Barcelos lembra que “os atletas da Formação perderam metade da época passada, aquela que é mais motivante e em que crescem mais, pois jogam com equipas de outras associações. Este ano já vai a meio e continuam sem jogar. Não sabemos como vai ser o primeiro semestre de 2021.  Parece-me que vai ser uma época totalmente perdida e isto vai-se ressentir. Vamos perder atletas e vamos sentir isso nos escalões Seniores dentro de três, quatro anos. Vamos ter uma quebra brutal na qualidade do nosso Basquetebol. A falta de aposta no desporto vai sair muito cara a todos e não consigo perceber o porquê do desporto ser deixado à parte quando deveríamos ser parte da solução”.

Interrogado sobre a reação dos miúdos há falta de competição, António Faria referiu que “os mais novos, Minibasquete e Sub-14 não dão tanta importância à competição. Gostam de treinar e divertem-se nos treinos. Os atletas mais velhos, os Sub-16 e Sub-18 já sentem a falta da competição. E a verdade é que estão a perder tempo e qualidade na sua evolução como atletas e isso, mais cedo ou mais tarde, vai-se pagar a fatura”.

O BC Barcelos teme perder atletas? “Já sentimos uma quebra brutal nas inscrições. Em agosto e setembro as inscrições fizeram-se em bom número, tivemos muitos atletas, mas depois em outubro e novembro foram suspendendo a atividade. Isso notou-se mais no feminino, mas também sentimos no masculino. Os escalões estão todos a funcionar, mas com um número reduzido de atletas. Tentamos manter a mesma planificação, o número de treinos, as horas e os dias, mas temos muito menos atletas”.

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