VOLEIBOL

Incertezas e receios marcam trabalhos do CARTaipense

A incerteza no futuro e o receio de um possível contágio estão a marcar os trabalhos do CARTaipense, equipa que participa no Campeonato Nacional da III Divisão Nacional Zona Norte B de Seniores Femininos de Voleibol, prova organizada pela Associação de Voleibol de Braga.

O Campeonato Nacional da III Divisão arranca no dia 31 de outubro e o CARTaipense defronta na primeira jornada o AVC Famalicão B. Pedro Freitas, treinador da equipa Sénior Feminina e Coordenador da Formação, salientou que “as equipas que participam no campeonato são as mesmas do ano passado. Não sabemos quem fez alterações no plantel, mas penso que o sistema será, basicamente, o mesmo. Exceto o próprio campeonato, que devido à pandemia, vai ser muito estranho”.

“Faltam 15 dias para o campeonato e as incertezas são muitas” disse Pedro Freitas, que adiantou: “será um campeonato em que a verdade desportiva pode estar em causa porque os clubes podem ficar privados de algumas atletas, por estarem infetadas ou de quarentena, mas desde que tenham o número mínimo de jogadoras têm de jogar na mesma… e isso pode ser decisivo num determinado jogo”.

Outras das preocupações do treinador do CARTaipense prende-se com o facto do campeonato poder parar a qualquer momento “infelizmente o número de contágios tem vindo a aumentar e temos muito receio do que possa vir a acontecer. Nada nos garante que o campeonato não termine antes do tempo e lá se vai, novamente, o investimento na equipa, os custos das inscrições, os gastos com os treinos, etc. Se calhar é mais um ano perdido”.

 

“HÁ UM DESÂNIMO MUITO GRANDE”

 

Afirmando que “há um desânimo muito grande na equipa devido a todo este impasse”, Pedro Freitas vai mais longe e afirma mesmo que “o CARTaipense é um clube de Formação com equipa Sénior, será que tem lógica continuarmos em competição quando não há Formação? Quando não há ideia sequer quando poderá haver competição na Formação?”.

O CARTaipense decidiu, entretanto, suspender os treinos dos escalões de Formação devido ao agravamento da situação pandémica no país e no concelho de Guimarães. Pedro Freitas referiu que também nas Seniores o receio do contágio é muito…

“Estamos numa modalidade em que o voleibol não é a prioridade. Em primeiro lugar da vida de todos está a atividade académica ou profissional e nesta altura isso ganha ainda mais importância. Hoje quando surge a possibilidade de fazermos um jogo-treino, o que as atletas me perguntam é se vale a pena correr o risco… todos nós temos uma grande preocupação com o vírus e um contágio ou suspeita atira-nos logo para uma quarentena e priva-nos duas ou três semanas do trabalho ou das aulas. Temos de ver que vale a pena correr o risco, até porque este é um desporto que elas praticam porque gostam, jogam de forma intensa e dão tudo de si, mas a verdade é que não ganham nada com ele. E, infelizmente, os receios são muitos e os riscos também”.

 

“FASE DE ACESSO JÁ É PASSADO”

 

O CARTaipense participou, recentemente, na Fase de Acesso à II Divisão, tendo sido afastado da luta pela subida, mas Pedro Freitas garante que a equipa já ultrapassou esse momento e já está a trabalhar com vista ao campeonato.

“Foram momentos diferentes. A dinâmica era diferente e a ansiedade impediu-as de jogar como sabem. As coisas não começaram a correr como desejávamos e depois começamos a correr alguns erros. Já falamos sobre o assunto, já pertence ao passado”, disse Pedro Freitas, que adiantou que “agora vamos para uma prova diferente, não há pressão, não é uma prova de velocidade, mas uma maratona, em que se pode corrigir os erros cometidos num jogo menos conseguido. Vamos olhar em frente, sabemos qual é o caminho e esperar que tudo corra pelo menor”.

 

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