CICLISMO

Alberto Costa “é muito mau não haver o Grande Prémio do Minho”

“É muito não haver Grande Prémio do Minho. É mau para os atletas, que tinham aqui uma boa oportunidade para se mostrar, é para os clubes, para a Associação de Ciclismo do Minho e para as empresas que ao longo dos tempos apoiam o ciclismo”, disse Alberto Costa, diretor desportivo do CC Barcelos/A.F.F./Flynx/H.M. Motor.

O 32.º Grande Prémio do Minho deveria estar a decorrer este fim de semana por várias localidades do Minho e envolver cerca de centena e meia de atletas portugueses e estrangeiros, tal como aconteceu nos últimos anos. O ano passado participaram na prova 24 equipas, 17 portuguesas, uma belga, uma colombiana e cinco espanholas, que levaram a competição, com muita animação, a Melgaço (duas etapas), Guimarães e Vieira do Minho.

Aquele responsável lamenta que “a situação se mantenha e se continue sem competição. É muito negativo não haver o retorno do ciclismo. A pandemia veio alterar a vida a todos e destruir o sonho dos atletas, que gostam de correr e mostrar o seu valor. Sem competições no ciclismo os atletas não podem mostrar o se valor. Os clubes não mostram o nome dos seus patrocinadores e o futuro não se apresenta risonho”.

“O GP MINHO NÃO É UMA PROVA DOMINGUEIRA…É UMA PROVA DE GRANDE NÍVEL”

Sobre o Grande Prémio do Minho, Alberto Costa referiu que “este Prémio já não é uma prova domingueira… é uma prova de grande nível. Este tipo de provas, com várias etapas e um nível elevadíssimo, são as melhores, as que mostram o real valor dos atletas. Se eles estão  preparados para continuarem no ciclismo”.

Alberto Costa alertou que “será muito mau para a modalidade não haver provas este ano. Se não houver ciclismo estou a ver, e é a minha opinião, muitas empresas a deixar de patrocinar as equipas e muitas equipas a fechar as portas porque não têm dinheiro”.

“Nós estamos a fazer a nossa parte a mostrar os nossos patrocinadores nas ruas. Os nossos ciclistas treinam diariamente e vão mostando as nossas camisolas por essas terras. Sem competição esforçamo-nos para mostrar o nome das empresas que nos apoio”, disse Alberto Costa.

“DE ANO PARA ANO O GP MINHO TEM-SE VALORIZADO”

Sobre o Grande Prémio do Minho, Alberto Costa não tem dúvidas… “de ano para ano o Grande Prémio do Minho tem-se valorizado, tem melhorado sempre.O nível é cada vez mais elevado. O primeiro ano foi uma experiência e daí para cá é sempre a melhorar, a evoluir”.

O 31.º GP Minho não correu de feição ao CC Barcelos, que terminou apenas com três ciclistas. Ricardo Machado, então Júnior de primeiro ano, foi o ciclistas melhor colocado, terminou no 41.º lugar da geral individual, 11.º na classicação de Júnior de primeiro ano, sendo o sexto na classificação individual de atletas da ACM.

Entretanto, David Duarte foi 87.º e Luís Leite 91.º , enquanto o CC Barcelos terminou em 18.º lugar.

“O ANO PASSADO NÃO CORREU BEM”

“O ano passado não nos correu muito bem. Há dois anos foi um ano de glória, com o João Afonso a conquistar as três camisolas logo na primeira etapa – Geral Inividual, Geral por Pontos e Geral ACM – , mas nem todos os anos correm da mesma forma. O ano passado tivemos azar logo no prologo, com o contrarrelógio por equipas. Os miúdos cairam e ficaram afetados com isso. A verdade é que esperava ter feito melhor, mas não pode ser sempre tudo bom. Foi um ano em que não tivemos muito sorte”, referiu Alberto Costa.

Aquele responsável salientou que “este ano prometia outra história. Estávamos a contar em fazer um GP Minho muito positivo. Temos uma equipa muito jovem, a maior parte é Júnior de primeiro ano, mas tinhamos a expetativa de fazer uma grande prova”.

Até porque “temos um grupo de miúdos muito trabalhador, que gosta do que faz e gosta de aprender. Não há competições mas treinam diariamente e nos treinos de equipa, ao fim de semana, eles puxam-se a eles próprios, para fazerem cada vez melhor. É um grupo com valor e muito unido, que treina com alegria e isso faz toda a diferença”.

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