VOLEIBOL

Vitória SC favorável ao encerramento dos campeonatos

O Vitória SC mostra-se favorável ao fim dos vários Campeonatos Nacionais de Voleibol. Óscar Barros considera que não há condições para continuar com as provas e é preciso começar a pensar na nova época.

A Federação Portuguesa de Voleibol há muito que anunciou a suspensão das competições da I e II Divisão até 31 de agosto, estando a auscultar os clubes, através das Associações, sobre o futuro a dar à época do voleibol em todas as categorias.

Óscar Barros, coordenador da secção feminina do voleibol do Vitória SC, é da opinião que Portugal deveria seguir o exemplo de algumas grandes potencias do voleibol mundial e dar por encerrado os campeonatos.

“Deveríamos seguir o exemplo que muito países, alguns deles grandes potencias do voleibol mundial, já fizeram, ou seja, dar por encerrada a época. Atribuíram os títulos a quem estava em primeiro e encerraram a época. A Federação Portuguesa de Voleibol tem que tomar uma decisão porque quanto mais tarde decidir o que vai fazer, mais tarde podemos começar a reestruturar a nova época e mais dificuldades vamos ter”.

ÓSCAR BARROS: “NÃO ME PARECE VIÁVEL QUE AS COMPETIÇÕES SE POSSAM REALIZAR ATÉ JUNHO OU JULHO”

Sobre as competições dos escalões de formação “penso que não há muito a pensar. Deveriam dar por encerrados os campeonatos. Não me parece viável que as competições se possam realizar até junho ou julho. Portanto, o melhor a fazer é dar por encerrada a época para que todos possamos começar a pensar na próxima época… e preparar a próxima época será um exercício complicado porque não sabemos como vão ficar as coisas”.

Óscar Barros faz uma salvaguarda em algumas categorias: “por exemplo nos Sub-21, tanto masculino como femininos, faltam pouquíssimas jornadas para terminar a época, são uns quatro ou cinco jogos. E aí não me parecia chocante a possibilidade dos campeonatos decorrerem até a fim, se, entretanto, se puder jogar até agosto. Assim, como os playoffs de subida e descida, porque são pouquíssimos jogos, mas tendo sempre em consideração a segurança de todos”.

COMO E COM QUEM JOGAR DEPOIS DE AGOSTO?

A Federação Portuguesa de Voleibol suspendeu os Campeonatos Nacionais da I e II Divisão até 31 de agosto, podendo os campeonatos disputar-se a partir daí, mas “depois teremos outro tipo de problemas” disse Óscar Barros, que acrescentou: “o mercado já está a mexer, já se estão a fazer muitos contactos. Os clubes estão a tentar preparar os plantéis para a nova época. Se se jogar depois de agosto como fica tudo isso?  As equipas têm que jogar com os plantéis de 2019/2020, como deve ser, mas eticamente como ficamos se as atletas já se comprometeram com outros clubes?”.

“Não sei porque demoram tanto a tomar a decisão sobre as competições. Nos países onde o voleibol é mais evoluído, já deram por terminados os campeonatos há duas, três semanas. Perante toda a realidade que vivemos penso que não haverá outra solução e adiar a decisão é adiar os problemas. É preciso tempo para reorganizar os clubes, as competições. Não sabemos como vai ficar tudo. Entretanto, alguns clubes já andam em altas contratações, com promessas. Seja qual for a decisão da FPV não vai agradar a toda a gente, mas não podemos apenas pensar nesta época, em que já se disputou mais de metade da temporada. Temos que pensar a médio e longo prazo. Temos que pensar nas próximas épocas”.

VOLEIBOL E O CONTACTO FÍSICO

O voleibol é um desporto de muito contacto físico, mais numa forma de motivação entre atletas, o cumprimentar os adversários e tudo isso pode ter que ser alterado: “essa é uma questão que tem que ser pensada. Enquanto não houver uma redução dos perigos de contágio teremos que ter todas essas questões em atenção. Mas como essas muitas outras questões, até porque se fala que pode haver uma segunda vaga… Parece-me que se está a pensar demasiado no presente e a verdade é que há coisas, neste momento, muito mais importantes do que os resultados desportivos”.

Óscar Barros considera que “a FPV deve tomar a decisão o quanto antes. Deve premiar os clubes que investiram. Mas seja qual for a decisão que tomar, tem que o fazer o quanto antes porque se deixar para 31 de agosto vai ser uma confusão tremenda. Até porque com a atual situação nós vamos ter que alterar todos os nossos princípios, os nossos hábitos. Vamos ter muito mais cuidado”.

VERDADE DESPORTIVA ALTERADA

A decisão de terminar os campeonatos e a atribuição dos títulos a quem está na liderança pode levar a um desvirtuar da verdade desportiva, como referem alguns, mas Óscar Barros referiu que “quem é que em setembro vai estar no mesmo momento de forma que estava antes da suspensão das competições? Por exemplo, nós tínhamos duas estrangeiras que já regressaram ao Brasil e como os países estão em diferentes estados da pandemia como é que elas regressam para os treinos? Tudo isto altera a verdade desportiva. Neste momento os campeonatos já passaram a metade da competição e, por isso, penso que o mais justo é fazer a entrega dos títulos”.

“É PRECISO TOMAR MEDIDAS CORAJOSAS”

Óscar Barros considera que “nesta altura é preciso tomar medidas corajosas” para que depois “todos os intervenientes das várias modalidades possam encontrar soluções. Depois de tudo isto, vamos encontrar as empresas, a sociedade desorganizada e não podemos ser mais um problema. Ninguém tem culpa desta situação, mas temos que assumir que a época acabou e focarmo-nos no futuro, na reorganização da próxima época”.

O Vitória SC, como já é habitual, já se encontrava a planificar a próxima época: “a próxima época já estava pensada há mais de dois meses. Íamos contratar algumas jogadoras para reforça a equipa, mas agora não sabemos com o que contar. A indefinição é muito grande”.

Apesar das competições estarem suspensas, o Vitória SC mantém-se em atividade. “Estamos a fazer o trabalho possível. Aconselhamos as atletas a manterem-se ativas. Elas têm seguido a orientação dos treinadores. Periodicamente recebem um plano, em forma digital, para fazerem. Temos estado a tentar gerir uma situação que é nova para toda a gente. É uma realidade que nos foge do controlo e que nos vai criando dificuldades. O que importa na realidade é que a sociedade em geral consiga arranjar soluções para minimizar as dificuldades que esta pandemia nos está a criar”.

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