VOLEIBOL

João Peixe é o novo coordenador da Formação do Vitória SC

João Peixe é o novo coordenador da Formação do Voleibol do Vitória SC. O novo responsável, que também vai assumir o comando técnico de uma das equipas, já está a trabalhar há cerca de duas semanas e tem objetivos bem definidos: formar atletas para integrarem as equipas Seniores e apostar na formação contínua dos jovens técnicos do clube.

Para João Peixe o grande projeto da Formação do Vitória SC passa sempre por “formar atletas para integrarem as equipas Seniores, que estando no mais alto escalão nacional precisam de atletas capazes, que saiam da Formação aptos para o grande desafio que é jogar na I Divisão”.

APOSTA CONTÍNUA DOS TREINADORES

No entanto, João Peixe assume que a sua principal missão, no imediato, passa por “apostar na formação contínua dos treinadores. Os técnicos do Vitória SC gostam muito da modalidade, gostam do que estão a fazer, mas estão a começar as suas carreiras e precisam de algum apoio e é aí que passa a minha aposta”.

“Tal como os atletas precisam de tempo para crescer, também os treinadores precisam de tempo e apoio para se tornarem melhores. Os técnicos que estão na Formação do Vitória SC têm, na sua maioria, o Grau 1, alguns foram meus formandos nos cursos nos últimos dois anos. Portanto, estão a dar os primeiros passos no treino”, disse João Peixe, que referiu que “eu aposto todos os dias na minha formação contínua porque é a atitude certa de estar na modalidade. Todos os dias tenho de aprender qualquer coisa”.

“A minha missão no Vitória SC é partilhar a minha experiência, tendo sempre em vista o objetivo final, que é formar atletas para integrarem as equipas Seniores. É um percurso muito sujeito a sobressaltos desde que eles entram na modalidade até chegarem aos Seniores. Não sabemos como e se se vão perder. Sobretudo, no feminino há uma incógnita muito grande a partir de determinada idade, em que elas começam a assumir outros compromissos, como a moda, os estudos, etc. Nunca sabemos o que vamos e quando vamos encontrar essas questões”.

O que que pode fazer para evitar essas desistências? “No fundo temos de trabalhar de forma a que se sintam bem no grupo de trabalho”, disse João Peixe, que explicou que “quando chega a idade dos 18 anos, elas começam a ter outros chamamentos sociais, como a moda, etc, e é quando olham para a sua evolução no Voleibol e questionam o que já aprenderam, se podem evoluir mais, se têm hipóteses de jogar nas Seniores. Aqui o papel do treinador é fundamental, ele tem de arranjar formas para manter as atletas focadas e interessadas nos treinos”.

TREINAR SEM COMPETIÇÃO

Como é trabalhar numa época em que não há competição?

“É muito fácil e ao mesmo tempo muito difícil” disse João Peixe, que explicou: “é fácil porque não havendo competição temos tempo para ensinar o que precisamos. Não temos uma limitação de tempo para levar os atletas ao ponto de evolução que pretendemos”, mas “depois falta o objetivo da competição, que motiva sempre os atletas e os levam a fazerem mais e melhor. Não tendo a pressão da competição para trabalhar, a verdade é que não é fácil, depende muito da capacidade do treinador em fazer do treino um tempo divertido e de aprendizagem. Ou seja, os atletas têm necessidade de se sentir a aprender”.

Para João Peixe “se os treinos forem divertidos, de forma a que eles se entretenham, e ao mesmo tempo que os ensine, eles têm todas as razões para continuarem a ir ao treino”.

REDUÇÃO DO NÚMERO DE ATLETAS

A questão da pandemia, as sucessivas paragens, o medo do contágio, a falta de competição têm, no entanto, afastado muitos atletas das várias modalidades e João Peixe não arrisca num prognóstico do que pode acontecer no futuro próximo…

“Infelizmente, não sabemos como vai ser daqui para a frente, nem sei o que vai acontecer… O que sei é o que aconteceu quando o desporto esteve parado seis meses. Foi notória e significativa a redução de atletas. Se se repetirem as mesmas medidas, nem sei o que vai acontecer…”.

Para além da redução do número de atletas, João Peixe considera que “houve um retrocesso de anos de trabalho na evolução dos atletas. Os campeonatos para serem competitivos precisam de ter equipas, atletas competitivos. Os atletas para evoluírem precisam de ter competição. Desde março do ano passado que os atletas da Formação não têm competição…”.

CAPTAÇÃO DE JOVENS

O Vitória SC viu-se ainda impossibilitado de captar novos atletas… “neste momento, fazemos a divulgação das nossas atividades nas redes sociais. Não conseguimos fazer mais do que isso. A nossa base são as escolas, mas, neste momento, estamos impedidos de entrar nas escolas”.

“A nossa aposta passa muito mais por fazer com que os atletas deem o seu tempo por bem empregue no treino, se divirtam e aprendam e com isso tragam amigos para a modalidade. Esta é a nossa aposta neste momento e não há muito mais que possamos fazer neste momento”.

Devido à falta de captações, o escalão de Minis é, sem dúvidas, o que perdeu mais atletas e João Peixe salienta que “o masculino foi o que sofreu mais. Em todos os escalões perderam-se cerca de 90 por cento dos atletas. Neste momento, e tirando os Seniores e os Sub-21, só temos uma equipa,  a de Juniores que reúne todos os escalões masculinos, exceto os Minis. A recuperação de todos os escalões masculinos vai ser um grande desafio que temos pela frente”.

Apesar das dificuldades e dos desafios que se apresentam, João Peixe está motivado e confiante para o novo projeto, assumindo que “estou muito focado. Vamos começar pelas tarefas intermédias, que passa pela formação contínua dos treinadores… e como não há competição, os treinadores também ganham algum tempo extra para se dedicarem à sua formação. Vamos todos aprender coisas novas. É por aí que começa a principal tarefa nesta primeira fase”.

João Peixe, coordenador da Formação do Vitória SC, aproveitou ainda para “expressar um 2021 melhor do que foi 2020” a todos quantos estão no Voleibol.

Comentários

Artigos relacionados

Botão Voltar ao Topo

COVID-19

Nas áreas afetadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas de higiene e etiqueta respiratória para reduzir a exposição e transmissão da doença: • Medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, com um lenço de papel ou com o antebraço, nunca com as mãos, e deitar sempre o lenço de papel no lixo; • Lavar as mãos frequentemente. Deve lavá-las sempre que se assoar, espirrar, tossir ou após contacto direto com pessoas doentes. Deve lavá-las durante 20 segundos (o tempo que demora a cantar os “Parabéns”) com água e sabão ou com solução à base de álcool a 70%; • Evitar contacto próximo com pessoas com infeção respiratória; • Evitar tocar na cara com as mãos; • Evitar partilhar objetos pessoais ou comida em que tenha tocado. Seja responsável, faça a sua parte. Respeite o isolamento social. #JUNTOSVENCEREMOS