VOLEIBOL

SC Braga à procura da tranquilidade na I Divisão

O SC Braga está determinado em garantir a continuidade no Campeonato Nacional da I Divisão feminina de Voleibol. À entrada para as últimas jornadas – mais alguns jogos em atraso – a equipa treinada por João Paulo Mateus procura reencontrar o caminho para as vitórias, num campeonato que fica, fortemente, marcado pela pandemia do Covid-19 e pela aposta forte das equipas, o que elevou o nível da competição.

Pela primeira vez na sua história, o SC Braga contratou este ano três jogadores brasileiras. A aposta passava por fugir dos lugares que dão acesso à descida, mas a pandemia veio baralhar as contas e mexer com os objetivos dos clubes. O SC Braga foi dos clubes mais afetados pela pandemia. Teve de começar tarde e de forma limitada a sua preparação e ainda se viu obrigado a parar (cerca de um mês) devido aos casos de contágio.  A retoma não foi fácil, mas a verdade é que a equipa de João Paulo Mateus tem mostrando estar a subir de rendimento e já conseguiu fazer frente aos últimos adversários, alguns deles candidatos aos lugares cimeiros. Faltou uma pontinha de sorte ou de serenidade no final dos set’s para dar outro colorido aos resultados desportivos.

A iniciar mais uma semana de trabalho, tendo em vista o embate com o Belenenses, jogo em atraso da 10.ª jornada, João Paulo Mateus confessa que “o que me preocupa nesta fase é que treinamos pouco devido às festividades. Vamos aproveitar esta semana para trabalhar mais e para aumentar o volume das ações” e explicou que “nesta fase não tivemos grandes alterações nos trabalhos porque não conseguimos ter grande tempo para treinar. Claro que aproveitamos para fazer algumas coisas e potenciar aquilo que consideramos que não estavam em conformidade com o que desejamos, mas este ‘micro-ciclo’ não vai dar para alterar todo o contexto”.

Quanto à campanha que o SC Braga está a fazer, João Paulo Mateus lembra que “a nossa equipa, esta época, foi preparada e bem preparada para outros voos, mas esta realidade do covid, que nos afetou a todos, veio alterar as coisas. Fomos tendo outro tipo de problemas, que ninguém controla, e que nos afetaram bastante. Ficamos em desvantagem em relação às outras equipas, que tiveram a sorte de continuarem a trabalhar”.

O treinador do SC Braga acrescentou que “agora sentimos que, apesar de algumas dificuldades que ainda existem, o grupo está em crescendo e tem condições para fazer o trabalho que queríamos”.

 

JOÃO PAULO MATEUS “A EQUIPA TEM ESTADO A UM BOM NÍVEL”

 

De resto: “a equipa tem, de há uns jogos para cá, estado a um bom nível. No último jogo, frente ao CD Aves, tivemos dois set’s com muito bom nível quer nas ações defensivas, quer nas ofensivas.  Faltou apenas, a determinada altura, um pouco mais de consistência. Sinto que a equipa está com uma boa dinâmica e consegue criar problemas a equipas com outro potencial e que têm outros argumentos”.

Afirmando que “o SC Braga não fica a dever nada a nenhuma equipa do campeonato em relação ao trabalho e ao que consegue fazer em campo”, João Paulo Mateus considera que “à equipa faltam as vitórias. A equipa está em crescendo, conseguiu fazer, nos últimos jogos, boas exibições e discutir os set´s. Faltam as vitórias”.

“Já tivemos jogos em que podíamos ter somado pontos… com o CD Aves fizemos um excelente primeiro set e a vitória podia ter caído para qualquer uma das equipas. Se tivéssemos ganho com certeza que a história do jogo seria outra”

Afirmando que “é sempre bom e mais fácil trabalhar sobre vitórias”, João Paulo Mateus adiantou que “nunca é fácil trabalhar sobre derrotas, mas a verdade é que esta equipa continua a ter um bom compromisso e entrega aos treinos e nos jogos. Por isso, acredito que as vitórias vão aparecer e são o resultado deste empenho e do trabalho das atletas”.

O treinador do SC Braga reconhece que “em alguns jogos não conseguimos fazer algumas coisas por culpa própria e assumo a responsabilidade. A parte emocional, por vezes, não nos deixa tomar a melhor decisão e acabamos por não fazer as coisas tão bem como pretendíamos. Penso que merecíamos e podíamos ter mais alguns pontos”.

“Sinto que a equipa está melhor, os números e o facto de conseguirmos ter mais tempo de jogo, mais consistência e melhor qualidade provam isso mesmo, mas ainda não é suficiente. E a moral não ganha jogos, não dá pontos”.

 

“TEMOS DE CONTINUAR A TENTAR, A TRABALHAR E SERMOS MAIS FORTES E DECISIVOS NOS MOMENTOS-CHAVE DOS JOGOS”

 

João Paulo Mateus salienta que “não nos podemos esquecer que estamos num campeonato que tem equipas com muito valor, com excelentes atletas. Nós fizemos uma aposta maior este ano, mas, tal como nós, todas as equipas o fizeram, o nível do campeonato cresceu imenso. Gostaríamos de, nesta altura, ter uma dinâmica diferente de resultados, mas, pelas mais variadas razões, não foi possível. Temos de continuar a tentar, a trabalhar e sermos mais fortes e mais decisivos nos momentos-chave dos jogos”.

 

“BAIXAR OS BRAÇOS NUNCA…NÃO É DE GUERREIRO”

 

Certo é que o SC Braga se recusa a baixar os braços e promete continuar a lutar pela manutenção na I Divisão: “ninguém fica contente com as derrotas, eu odeio perder e as atletas também não gostam. Aliás quem anda no desporto de competição não gosta de derrotas. Agora baixar os braços nunca. É algo que não pode mesmo acontecer, não é de ‘guerreiro’. Nesta altura temos de encontrar uma força extra para darmos a volta a isto. Mesmo sabendo das dificuldades, que as outras equipas têm outro tipo de argumentos, temos de encontrar a tal força… se calhar temos de ser mais fortes, mais unidos e tentar por todos os meios conseguir ultrapassar esta fase”.

Afirmando que “baixar os braços nunca, desistir também não”, João Paulo Mateus salienta que “nesta altura temos de ter a noção que temos de ser mais fortes, mais solidários, em termos coletivos temos de ser mais unidos e manter o bom espírito de grupo e aí vamos encontrar argumentos para levar de vencidos os adversários”.

 

A FALTA DOS ADEPTOS

 

Numa época tão atípica, com treinos limitados e jogos sucessivamente adiados, os clubes sentem ainda mais a falta dos adeptos, que num momento ou noutro podiam funcionar como a força extra tão necessária…

João Paulo Mateus referiu que “nós aqui nunca tivemos uma massa adepta muito presente, também porque a equipa não luta pelos primeiros lugares, pelos títulos, não está nos jogos das decisões dos campeonatos… mas tivemos sempre os adeptos fiéis, que na sua maioria são familiares e amigos das atletas, dos treinadores, dos dirigentes da secção. E eles eram fundamentais no apoio à equipa, davam aquele berro no momento certo, gritando o nome do clube, das atletas. Puxavam pela equipa. Isso era um fator de motivação. Eles não estando, nós sentimos imenso a sua falta. Ninguém gosta de jogar com o pavilhão vazio. Mesmo quando estava pouca gente no pavilhão, essas poucas pessoas eram muitas no apoio, no incentivo, no calor que transmitiam à equipa”.

O treinador do SC Braga considera “incompreensível não haver adeptos num jogo de Voleibol. Como é possível num pavilhão com capacidade para duas mil pessoas não poderem estar 30 ou 50 pessoas? No Voleibol a maior parte dos espetadores são amigos e familiares dos atletas, são eles que torcem por nós e nos incentivam. Não compreendo porque não podem assistir aos jogos. Os adeptos fazem falta aos espetáculos e é ridículo e horrível jogar com o pavilhão vazio”.

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