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SC Braga com identidade gverreira: “lutar para ganhar”

“Lutar para ganhar todos os jogos de todas as competições em que participarmos” este é o lema das equipas Seniores do SC Braga para a época 2020/21 como assegura José Miguel Moura, coordenador técnico do Basquetebol.

O conjunto bracarense apresenta-se este ano de ‘cara lavada’. O Departamento Desportivo SCB Basquetebol é composto por José Miguel Moura, coordenador técnico, e Luís Oliveira, Team Manager da Equipa Sénior Masculina. Pedro Grenha assumiu os destinos da equipa masculina, que conta com algumas novidades no plantel, e Luís Pinto, é o novo treinador da equipa feminina. Com duas jornadas disputadas, o SC Braga soma outras tantas vitórias, mostrando em campo aquilo que pretende…

José Miguel Moura refere que “o nosso grande objetivo é termos uma identidade forte e gverreira. Tudo conta, desde o primeiro ao último minuto de treino de jogo. Em termos competitivos é simples temos de lutar para ganhar todos os jogos de todas as competições em que participarmos. Estabelecer um processo que nos permite manter alguma consistência e criar uma base de trabalho para chegar longe nas competições”.

“Entramos na ‘Gverra’ para Ganhar isso é certo, mas não podemos esquecer que para ganhar não vale tudo”.

O Campeonato Nacional da I Divisão masculina arrancou há pouco mais de uma semana e, entretanto, o SC Braga venceu o CB Viana e o CAB Madeira. Pedro Grenha garante que não cria expetativas quando ao futuro. O que conta é o trabalho. “Preferimos lidar com o que temos do que criar expetativas, temos trabalhado muito bem, os atletas e a equipa técnica tem dado muito de si pela equipa e pelo clube. Se realmente formos uma equipa dentro e fora de campo, percebermos as necessidades uns dos outros como se fossem as nossas, penso que podemos chegar longe. Temos de transferir os momentos de treino para o jogo, quando isso acontecer penso que podemos ser uma equipa Gverreira, que vai entrar em todos os jogos e competições para ganhar. Tudo o resto será a consequência”.

JOSÉ MIGUEL MOURA: “TEMOS EQUIPAS JOVENS COM MUITO POTENCIAL”

O SC Braga participou ainda, neste início da época, nas primeiras eliminatórias da Taça de Portugal de basquetebol masculino e está apurado para a quarta ronda, em que recebe o GDB Leça, já na quarta-feira, pelas 21.15h. Já a equipa feminina esteve inserida na Poule de Acesso à I Divisão, tendo sido afastada da subida no jogo decisivo… José Miguel Moura salienta que “temos equipas jovens com muito potencial. Ainda temos dificuldades em controlar os ritmos de jogo e perceber as vantagens a explorar em cada um dos momentos do jogo. No entanto, temos grupos muito sólidos com muita capacidade de trabalho e conseguimos ter profundidade em ambas as equipas permitindo manter uma intensidade elevada em ambos os lados dos campos”.

A preparação para a nova época realizou-se este ano de forma bem diferente, mas o coordenador técnico do SC Braga acredita que as equipas estão aptas para encarar a nova temporada…

“Inicialmente a preparação fui um pouco sui generis, mas depois da entrada em pavilhão penso termos conseguido imprimir um bom ritmo nesta fase da época. As equipas tem dedicado muito tempo a criar laços entre os jogadores/jogadores e penso que se mantivermos um espírito coletivo e gverreiro iremos de uma forma ou de outra estar à altura”.

A equipa masculina do SC Braga entra na nova época determinada em dar uma imagem diferente daquela que transmitiu o ano passado, na Proliga. O primeiro passo foi, desde logo, recusar participar no campeonato por considerar que é no campo que se conseguem as subidas.

LUÍS OLIVEIRA: “O DESAFIO PASSA POR CONSTRUIR UMA EQUIPA COM UMA IDENTIDADE GVERREIRA”

Para a nova época o desafio é grande como explica Luís Oliveira, do Departamento Desportivo SCB basquetebol e Team Manager da Equipa Sénior M. “O nosso grande desafio passa por construir uma equipa com uma identidade gverreira, como são os ideais deste clube. Representamos o Sporting Clube de Braga e sabemos da enorme responsabilidade com a cidade e com os nossos adeptos. Perante isto, queremos entrar em todos os jogos para dar tudo em campo e ganhar cada batalha”.

A equipa sofreu grandes alterações em relação à época anterior! “Nos últimos dois anos a equipa Sénior perdeu nove jogadores. Como devem imaginar, para construir uma equipa competitiva tivemos de procurar soluções fora de portas. Reforçamo-nos com cinco atletas”.

Afirmando que “estamos muito satisfeitos com o plantel que temos à nossa disposição”, Luís Oliveira acrescentou que “mantivemos os atletas da formação quase todos e acrescentamos valor à equipa com os reforços que fizemos, para podermos ser versáteis e ter diferentes soluções para diferentes adversidades. Queríamos jogadores com potencial de desenvolvimento a curto/médio prazo que tivessem vontade para trabalhar todos os dias para melhorar e isso temos de certeza”.

Qual o maior receio com que partem para a nova época? “Quem tem medo… compra um cão! Penso não termos receio de nada. Queremos que todos estejam saudáveis de corpo e mente, isso é o mais importante”, disse Luís Oliveira, que adiantou: “Animo sanus in corporus sano”.

“Não queremos que com a situação de saúde pública atual, a pandemia, as competições sejam interrompidas novamente. Adoramos treinar, competir e jogar”, referiu o Team Manager da equipa masculina do SC Braga.

“TEMOS UM EMBLEMA AO PEITO QUE REPRESENTA UM CLUBE, UMA CIDADE, UMA REGIÃO DO PAÍS…TEMOS DE HONRAR O NOSSO SÍMBOLO”

O Basquetebol é um espetáculo e como tal vive do público e para o público, como é jogar sem esse incentivo/apoio?

“A vida pregou-nos a todos uma partida… coisas simples vão ter outro valor no futuro. Temos um emblema ao peito que representa um clube, uma cidade, uma região do país com ou sem público temos de dar o que temos para honrar a nossa armadura, o nosso símbolo”.

“Temos de saber viver com este tipo de situações, mas sem perder o foco. Sabemos que os nossos adeptos estão sempre connosco nos piores e melhores momentos. Gostaríamos muito que eles tivessem connosco no pavilhão, pois são muito importantes para dar energia positiva para a equipa. Contudo, temos recebido muito apoio fora do pavilhão e isso deixa-nos de coração cheio”.

Com duas jornadas já decorridas, com que ideia ficou do CNB1? “Esperamos um campeonato extremamente competitivo. Com um lote de equipas com muita qualidade nos seus treinadores e jogadores. Talvez a competição de basquetebol mais equilibrado e competitiva do país”, disse José Miguel Moura, que adiantou: “contudo vamos encarar este campeonato com uma tremenda ambição e confiança.  Vai ser bonito de se ver, equipas com objetivos bem definidos com diferentes estilos. Competição a sério que melhor podemos pedir. Ganhar assim vai saber melhor”.

TRABALHO ÁRDUO NA FORMAÇÃO:  “SÃO UNS GVERREIROS…OBRIGADO”

A par das equipas Seniores, que já estão em competição, o SC Braga está fortemente empenhado em dar um novo ânimo às equipas da Formação.

José Miguel Moura começou por referir que “os treinadores, jogadores e pais são uns Gverreiros. E aqui fica o meu agradecimento público. OBRIGADO”.

“Não poderia estar mais orgulhoso da equipa técnica que temos. Tivemos de treinar em condições inesperadas, conseguimos. Tivemos de nos reinventar, conseguimos. Tivemos de ajustar horários de treino, conseguimos. Tivemos de fazer um plano de contingência, conseguimos. Os atletas tem posto o seu empenho máximo para que possamos manter atividade e melhorar dia-a-dia dentro das condicionantes que temos”.

“Penso que o facto de o treino ter de ser individualizado e com distanciamento, tem permitido aos treinadores focar-se no desenvolvimento do indivíduo, na formação do atleta isso assume um papel fundamental. Vamos colher frutos deste trabalho em pouco tempo. Os nossos atletas vão ser melhores e, claro, as nossas equipas também”, disse José Miguel Moura.

“OS ATLETAS SÃO O REFLEXO DOS TREINADORES… ESTÃO SUPER EMPENHADOS”

Como é motivar/trabalhar os vários escalões quando ainda não há perspetivas de competição?

“Os atletas são o reflexo dos treinadores, neste momento os treinadores estão super empenhados e, portanto, os atletas também. Temos perceção que já começa a fazer falta a competição e à medida que as semanas passam o impacto será maior. Não vale a pena criar expectativas temos de ir andando e ir vendo. Mas, ser treinador é isto, é adaptar, adaptar, planear, ensinar, trabalhar, ajustar… treinar no fundo”, disse o coordenador técnico do SC Braga, que adiantou que “este ano manter a motivação vai ser o maior desafio dos treinadores, estamos cá para isso!”.

Para já, e desde que regressaram aos treinos, as equipas técnicas da Formação têm um feito um trabalho bem diferente do habitual… “tem sido muito trabalho técnico individual. A formação de atletas e mesmo assim capacitação técnica do individuo para depois, à medida que progredimos nos escalões, pormos a capacidade técnica ao serviço do coletivo. O EU em prol do NÓS, nunca descurando a importância do trabalho individual e nunca esquecendo as competências do trabalho em equipa”.

Na Formação ainda não há perspetivas quanto à competição, mas José Miguel Moura garante que não há desânimo no grupo, mas também não é fácil captar jovens para a modalidade nesta altura…

“Os que estão, estão muito motivados!! Apesar de não termos perdido muitos atletas exceto os escalões que tivemos de fechar. Também não temos aumentado os números, penso que muito por causa da situação de saúde pública que vivemos. Temos um projeto de ligação às escolas que iremos pôr em prática, mas que tivemos de adiar até que a situação o permita”, disse José Miguel Moura, que confirmou que “o escalão de Sub-10 tem aumentado o número de atletas o que nos deixam tremendamente felizes…queremos construir da base para o topo. Esperemos que continue assim!”.

Quanto ao futuro mais próximo, o coordenador técnico do SC Braga mostrou-se esperançado que “possa haver um campeonato de Sub-21, isso para nós seria excelente” e adiantou que “para os escalões etários mais baixos seria interessante haver competições de skills individuais. A ABBraga já falou informalmente nesta possibilidade, era ótimo que fosse uma realidade”.

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