CICLISMO

Rosa Marques com balanço positivo na estreia nos ‘Nacionais’

Rosa Marques, da Rematelaborado – União Ciclista de Ponte da Barca, esteve em grande destaque nos Campeonato Nacionais de Fundo de Ciclismo de Estrada feminino, que decorreram no fim de semana em Castelo Branco.

A atleta da equipa de Ponte da Barca ficou às portas do pódio em Master 40 naquela que foi a sua estreia nos ‘Nacionais’ de Fundo de Ciclismo de Estrada.

Já antes a atleta da zona de Monção, que se juntou ao projeto da União Ciclista de Ponte da Barca para dar vida à equipa feminina, tinha estado em destaque no Campeonato Ibérico, em que se sagrou Campeã de Master 40, e participou ainda no Campeonato Nacional de Rampa e Contrarrelógio…

Rosa Maria Marques faz um balanço positivo das provas que disputou desde que ingressou na União Ciclista de Ponte da Barca.

“Tendo em conta a falta de experiência quer na vertente competição, quer no tipo de prova realizada (Contrarrelógio, Rampa, Circuito e em Linha) e ainda o facto de não ser acompanhada por treinador específico, assim como no âmbito da medicina desportiva, penso que as provas correram bastante bem e foram um teste e uma aprendizagem enriquecedora para programar o ano desportivo 2021” começou por referir a ciclista do Alto Minho.

CAMPEÃ IBÉRICA DE CONTRARRELÓGIO

Rosa Marques salientou que “das provas realizadas apenas o Contrarrelógio de Castelo de Vide correu nemos bem por erros de mera inexperiência. O Contrarrelógio Ibérico foi excelente, consegui o primeiro lugar na minha categoria F40 e não estava mesmo à espera. Nas provas mais recentes consegui o quarto lugar no Campeonato Nacional de Rampas, o quarto lugar no Campeonato Nacional de Fundo, que se realizou no sábado, e no domingo consegui o primeiro lugar absoluto na Crono-escalada da Sra. Da Graça. Tudo isso traz-me mais força e confiança, com a certeza de que estou no rumo certo”.

Rosa Marques está já inscrita no 1.º Grande Prémio de Ciclismo do Alto Minho Feminino, prpva que está marcada para o dia 25 e conta com duas etapas, uma em linha de 63 quilómetros e um Contrarrelógio individual.

“Para o Grande Prémio do Alto Minho os objetivos são os mesmos das outras provas: não desiludir esta equipa que nos apoia incondicionalmente. Assim pretendo não desistir, lutar e tentar ficar se possível nas primeiras classificadas ou a meio da classificação e, o mais importante, não cair, pois pode atrasar a vida profissional e pessoal que é o mais importante para mim”.

UC PONTE BARCA: “O APOIO É INCONDICIONAL”

Rosa Marques, que anda no ciclismo há pouco mais de sete anos, confessa que gosta de competição e o projeto da União Ciclista de Ponte da Barca cativou-a.

“O facto da UCPB ter tido a feliz iniciativa de criar uma equipa feminina, despertou logo em mim curiosidade e um enorme desejo de fazer parte dela. Habituada a pedalar sempre ao lado de homens com os quais aprendi muito e agradeço do fundo do coração, em especial ao meu marido: exigente e sem dó, pensei que seria uma oportunidade de estar com mulheres e juntas aprendermos e partilhar experiências que são diferentes das masculinas” disse a ciclista do Alto Minho, que acrescentou “o espírito de competição, que faz parte do meu caráter, motivou-me a ingressar no clube. Gosto de desafios e o ciclismo ajudou-me a vencer muitas adversidades da vida. Se estou feliz, ao ciclismo também o devo e muito. Foi com o incentivo do meu marido e de alguns colegas, que um bem-haja a eles, aceitei as propostas que a equipa me foi fazendo, que são de mérito e de destaque, uma vez que o apoio é incondicional quer a nível material quer a nível emocional”.

“Penso que a UC Ponte Barca é uma equipa que irá dar muito que falar, pois ainda estamos a começar”.

NO CICLISMO POR INFLUÊNCIA DO MARIDO

O que a levou a enveredar pelo ciclismo? “Sempre fui uma desportista, ativa e irrequieta, talvez aquilo que hoje, a meu ver e erradamente, se chama de hiperatividade. Sempre gostei de correr, natação, ginásio, bicicleta embora não neste grau de evolução. O ciclismo, para mim começou através do meu marido que apostou na modalidade e eu fui atrás dele, como digo, por ser uma desportista e como a minha vida era muito passada em ‘búnqueres’, uma vez que percorria longas distancias para ir trabalhar, o confinamento a um carro, uma escola, uma casa, um ginásio, uma piscina ou até um café ou restaurante não me deixavam respirar. Estava a ficar triste e com um sorriso melancólico. Inicialmente apostei no BTT e dois anos depois na estrada. Foi um êxito para mim a nível, sobretudo, de saúde mental, que era o que mais estava a precisar, para não falar a nível físico, porque isso é óbvio”.

Rosa Marques está no ciclismo de estrada há cerca de cinco anos…“no BTT estou há mais de sete anos. Quando em maio de 2017, pela primeira vez subi ao pódio no Granfondo no Peso da Régua (Douro Granfondo, o maior Granfondo do país e sem categoria de escalão), sem objetivos para a corrida, tive a certeza que era com o ciclismo de estrada com o qual me identificava. Nesse dia o meu marido disse: ‘agora tens um peso em cima dos ombros, vais ter de aguentar esse pódio nos outros Granfondos’ e assim foi, não quis parar mais e como diz uma colega minha: ‘Eu, não vivo disto, mas isto dá-me vida’”,

“Sou uma pessoa competitiva, mas apenas o quanto baste. Não sou fundamentalista e, sou sincera, não cumpro à risca o que estaria por bem fazer para melhores resultados, porque como eu digo: ‘a vida não é apenas uma Bike’ e se ‘nem só de pão se alimenta o homem’ eu, não me alimento apenas desta atividade desportiva, que agora deixou de ser apenas isso mesmo, visto que a vertente competição envolve outras especificidades, dedicação e outros sacrifícios aos quais eu estou disposta. Isto porque me encontro numa equipa que dá apoio incondicional aos atletas para que esses ‘ditos’ sacrifícios sejam amenizados. A partir do momento que aceitei esta proposta tive plena consciência que teria de me dedicar de corpo e alma sem pôr em causa a minha atividade profissional, sejamos claros e verdadeiros”.

Rosa Marques deixou ainda “um agradecimento especial ao Diretor Desportivo, Luís Barbosa, sem o qual esta equipa não faria sentido. Sempre atento e a tentar fazer mais e melhor, incansável. Penso que faz ele mais sacrifícios do que todos os atletas, quer masculinos quer femininos”.

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