VOLEIBOL

Eva Monteiro reforça AVC Famalicão

Eva Monteiro, ex-SC Braga, é uma das caras novas do AVC Famalicão, equipa que participa já a partir de sexta-feira na primeira fase da Supertaça de Voleibol Feminino.

Eva Monteiro, de 20 anos de idade joga a Central, e encara o novo desafio com muito otimismo e muita vontade de vencer.

“É uma nova aventura, que estou a encarar com muito otimismo. É um passo importante para mim e eu estou determinada a dar o máximo para aprender, evoluir e ser uma mais valia para a equipa”, disse a atleta de Braga, que garante que “estou aqui para evoluir, sei que ainda falho muito até porque entrei tarde no Voleibol e há coisas que se perdem. Mas eu estou aqui para aprender e absorver tudo com as atletas que têm muito mais experiência do que eu. Tenho muita vontade de acompanhar a equipa e, por isso, trabalho muito e presto atenção a tudo”.

CONVITE DO AVC FOI UMA SURPRESA

Eva Monteiro recebeu o convite do AVC de Famalicão com muita surpresa… “sinceramente não estava nada à espera. Não queria ficar no SC Braga, mas não sabia para onde ir. Depois havia uma hipótese de fazer Erasmos. Entretanto, surgiu o convite, que me apanhou de surpresa, e a indefinição à volta do programa Erasmos, devido a toda esta situação com a pandemia, levou-me a aceitar o convite do AVC e ainda bem que o fiz”.

O novo reforço do AVC lembra que “de todas as épocas, esta não foi a que me correu melhor. Não joguei muito e os jogos que fiz não foram excecionais. Penso que há duas épocas estive muito melhor. Mas o convite surgiu este ano e fico contente com isso. Vou dar o meu melhor para merecer a confiança e aproveitar para evoluir o máximo”.

DECISÃO DIFÍCIL

Eva Monteiro iniciou-se no Voleibol há sete anos, como Juvenil, e até agora envergou sempre a camisola do SC Braga, por isso, confessa, não foi uma decisão fácil de tomar.

“Não foi uma decisão nada fácil, principalmente, porque com tantos anos no SC Braga formei ali uma grande família. No SC Braga eramos todas muito chegadas e isso tornou a decisão mais difícil”, mas “tenho a noção que esta foi a melhor decisão. Não faz sentido ficar sempre no mesmo local. É preciso sair na nossa zona de conforto, experimentar coisas novas e sei que isto me vai fazer crescer muito”.

O facto do AVC Famalicão lutar por outros objetivos, também pesou na tua decisão?

“Claro que pesou bastante. São duas equipas que lutam por objetivos bem diferentes. O SC Braga este ano também investiu bastante, mas o AVC é o clube que luta pelos títulos, está sempre no topo, tem atletas de grande nível. Sei que vou jogar com atletas que são muito mais experientes do que eu, que têm muitos mais anos de voleibol e sei que vou evoluir”.

Como foi recebida? “Fui muito bem recebida. Desde que cheguei ao clube tenho sentido um grande apoio de todas” disse Eva Monteiro, que confessa: “um dos meus grandes receios era se eu me iria encaixar, se me iria adaptar! Mas sinto-me muito bem no AVC. Todas as atletas são simpáticas e têm-me ajudado imenso. Elas têm muito mais anos do que eu no Voleibol, no AVC e ajudam-me imenso. Quando eu cometo erros elas estão lá para me ajudar a corrigir. Têm sido um enorme apoio, sinto-me muito bem e penso que daqui para a frente as coisas só podem correr bem”.

VANESSA RODRIGUES: “CAUSA IMPACTO E NOTA-SE A FALTA DELA QUANDO NÃO ESTÁ NO TREINO”

Como é treinar ao lado do grande nome do Voleibol Feminino, como é a Vanessa Rodrigues? “A Vanessa é aquela atleta que crescemos a admirar. É, sem dúvida, uma das grandes atletas nacionais, com uma experiência e um curriculum invejável. Fiquei favoravelmente impressionada com ela. É, efetivamente, a atleta mais séria, que causa impacto e quando ela está no treino nota-se, toda a gente está no seu melhor. Quando ela não está nota-se, parece que há ali uma quebra. Ela consegue puxar por todas nós. Pessoalmente, tem-me ajudado imenso, fala comigo, explica-me como tenho de corrigir. Tem sido um grande apoio”.

Eva Monteiro já conhecia algumas atletas, pois tinha jogado contra elas noutros escalões…“o AVC tem atletas que jogam juntas há muitos anos, desde os escalões de formação. Algumas eu conheço de as defrontar noutros escalões, como a Joana e a Raquel. São atletas com quem tenho tido uma maior abertura, mas é tudo uma questão de tempo”.

O que mudou na sua vida este ingresso no AVC? “Não mudou muita coisa. Mudou a viagem, mas até me faz bem, aproveito para ouvir música. Vou com a Joana, que também é de Braga. Tenho mais carga horária, até porque a parte física é feita à parte. Mas também já fazia porque gosto da componente física”.

PANDEMIA

Eva Monteiro, como qualquer atleta, viveu de forma intensa a paragem dos campeonatos e suspensão dos treinos…“foi uma época muita complicada. Quando o campeonato parou criou-se ali um momento de grande incerteza. Ninguém sabia se iriamos voltar à competição, quando iria ser, falava-se que podíamos jogar em agosto. Ninguém sabia de nada. Foi um choque. Comecei por treinar em casa, mas quando a Federação Portuguesa de Voleibol deu por encerrada a época houve um certo relaxamento, que é normal, porque estar a treinar em casa desmotiva. Com o decorrer do tempo e a abertura, ainda que de forma condicionada, das coisas permitiu-me ir treinar para o ginásio, ganhei novo ânimo e penso que já estou no meu normal. Mas aquela paragem foi um choque”.

Mais difícil do que recuperar a forma física: “foi ganhar novamente a sensibilidade à bola. Eu sou daquelas atletas que não tem uma bola de Voleibol… claro que logo que foi possível fui fazendo volei de praia, mas a primeira sensação foi muito estranha como se a bola fosse quadrada. Os primeiros treinos foram muito difíceis”, até porque, salienta, “como tive de aprender tudo muito rápido na modalidade, acabei por ganhar tiques e estar tanto tempo sem treinar Voleibol e sem bola é prejudicial. Eu não os posso ter. É algo que tenho de corrigir”.

DO ATLETISMO PARA O VOLEIBOL

Eva Monteiro nem sempre esteve ligada, nem tão pouco era apaixonada pelo Voleibol. A atleta de Braga lembra que “fui abordada pela professora Guilhermina Rodrigues, que me viu na pista coberta a praticar atletismo porque era uma modalidade que eu gostava. Sempre que me encontrava na pista falava comigo para eu ir para o Voleibol, mas eu até nem gostava da modalidade. Para além do atletismo ainda estava na natação, por isso, não prestei muita atenção”. Até que “no meu sétimo, oitavo ano inscrevi-me num torneio de Duplas no Inter-Escolas. Foi aí que ganhei gosto e o bichinho foi crescendo. O professor Reininho falou comigo para ir fazer um treino ao SC Braga, com o Carlos Dias. O treino correu bem e acabei por ficar”.

Visivelmente emocionada, Eva Monteiro recorda que “o Carlos Dias inspirou-me muito. Viu alguma coisa em mim e apostou em mim. Tive imensos treinos com ele. Ele teve o cuidado de me ensinar e eu estou muito grata. A minha ligação ao Voleibol começou com ele”.

No Voleibol há cerca de sete anos, nunca se arrependeu de ter trocado de modalidades?

“Não estou nada arrependida de estar no Voleibol. Entrei aos 14 anos e criei a tal ligação que nos faz querer aprender sempre mais. O Voleibol deu-me muita coisa”.

OBJETIVOS? “EVOLUIR O MÁXIMO”

E quais são os teus objetivos no Voleibol?  “Não tenho um objetivo traçado. Eu sei que tenho potencial para dar mais, por isso, o meu objetivo, atualmente, é evoluir o máximo que puder. Se me perguntar se gostava de ir à Seleção, claro que gostava. Nunca fui chamada aos trabalhos da seleção, mas não é por isso que eu estou no Voleibol. Eu jogo Voleibol porque gosto, faz-me muito bem e enquanto me fizer feliz vou trabalhar para continuar a evoluir. Sempre gostei de praticar desporto e juntar o desporto com a modalidade que se gosta é muito bom”.

Eva Monteiro lembra que “sempre me foi dito que a vida é muito fácil, nós é que a complicamos. Por isso, eu aposto no que me faz feliz e enquanto conseguir evoluir vou estar aqui”.

No AVC Famalicão terá outra visibilidade…“é verdade, mas eu quando estou a jogar não penso em quem poderá estar a ver o jogo. O meu foco é sempre o jogo, em aprender e evoluir… aliás em todos estes anos de Voleibol só havia uma pessoa a quem eu gostava de mostrar o que estava a fazer, a minha mãe. Ela foi ver todos os meus jogos, sempre me apoiou e é uma pessoa muito importante para mim”.

VOLEIBOL E ESTUDOS

Eva Monteiro tem 20 anos, joga Voleibol Sénior e é uma aluna universitária. Está no quarto ano de Engenharia Têxtil e confessa que “tem sido fácil conciliar os estudos com o Voleibol. É simples. Desde o nono ano que me habituei a organizar o meu tempo e nunca faltei a um treino para estudar para um teste ou para fazer um trabalho. Sei que tenho aquelas duas horas para treinar ou tenho os jogos, às vezes jornadas duplas, então organizo tudo com antecedência e aproveito bem o tempo que tenho para estudar”.

De resto “sou uma pessoa organizada e consigo fazer várias coisas. Estive sempre envolvida em vários projetos. Aliás acho que a Universidade não serve apenas estudar, mas para nos envolvermos nos projetos”.

E como foi estudar em tempo de pandemia? “Foi muito mau. Fiquei muito desmotivada. Estudar, ter aulas de casa não é a mesma coisa. Ainda por cima este segundo semestre era mais prático e tivemos apenas teoria. Foi complicado”.

REGRESSO À COMPETIÇÃO

Eva Monteiro e o AVC de Famalicão regressam esta sexta-feira à competição para disputar a primeira fase da Supertaça.

“Estou a encarar muito bem esta primeira competição da época e a minha presença numa Supertaça. Os treinos correram bem e sinto-me calma e com confiança” disse Eva Monteiro, que garante que “vamos entrar para os jogos para os ganhar e tentar chegar à final com o AJM/FC Porto. Estamos preparadas e confiantes”.

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