CICLISMO

João Almeida: entre o ciclismo e as engenharias

João Almeida era, à entrada para o 2020, uma das grandes promessas da equipa Júnior da Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact e não fosse a pandemia estaria, com certeza, a lutar pelas melhores posições nas várias provas.

O atleta deu nas vistas no seu primeiro ano de Júnior, mostrando sempre uma grande determinação em todas as provas em que participou, num ano em que a Seissa contava com nomes como Pedro Silva (Campeão Nacional); Daniel Dias (Vice-Campeão Nacional), Flávio Fernandes e João Silva, todos ciclistas de segundo ano.

João Almeida, que até março dividia o seu tempo entre a Madeira, onde vive, e o continente, para realizar as provas de ciclismo ao serviço da Seissa, até começou bem o ano e em fevereiro participou no estágio da Seleção Nacional, que se realizou no Centro de Alto Rendimento da Anadia. Seguiu-se a participação na Prova de Abertura – Prémio Cidade de Fafe e no Prémio de Ciclismo de Barroselas. Provas em que João Almeida esteve bem: “as sensações foram muito boas, a equipa esteve muito bem e era um arranque de temporada positivo”.

DEDICAÇÃO AOS ESTUDOS

Entretanto, as competições foram suspensas devido à pandemia e João Almeida dedicou-se com mais afinco aos estudos: “com os exames e a preparação para a entrada para a faculdade, deixei os treinos para segundo plano, até porque não há previsão de provas”, disse o ciclista famalicense, que se diz “atraído pelas engenharias”.

Sobre os exames, João Almeida referiu que “os exames correram bem e, em princípio, entre na Universidade no curso que pretendo”.

“SINTO-ME COMPLETAMENTE INTEGRADO”

Apesar de estar distante da equipa, João Almeida diz-se completamente integrado… “Sim consigo manter-me integrado. Felizmente a minha equipa dá-me todas as condições para que esteja o mais integrado possível independentemente de estar longe”.

Quanto ao trabalho… “Normalmente cada atleta tem o seu próprio treinador como é o meu caso, a partir daí é fazer a ponte entre a equipa e o treinador, definir os objetivos da época e fazer um plano de treino consoante os mesmos”.

NO CICLISMO POR INFLUÊNCIA DO PAI…EX-ANDEBOLISTA

João Almeida entrou para o ciclismo por influência do pai, Rui Almeida, ele que foi jogador internacional de Andebol.

“Entrei no ciclismo por influência do meu pai, ele costumava dar umas voltas ao fim de semana e um dia decidi acompanhá-lo e ganhei o vício” disse João Almeida, que lembra como entrou para a Seissa: “eu queria evoluir mais no ciclismo e então decidi procurar uma equipa no continente perto da terra onde os meus familiares vivem (Vila Nova de Famalicão). Após ter contactado uma série de pessoas conhecedoras do assunto, a Seissa pareceu-me a melhor opção e entrei em contacto. Receberam me muito bem e fizeram-me sentir logo em casa”.

João Almeida entra para o ciclismo como Cadete: “entre para o ciclismo oficialmente para Cadete de primeiro ano, mas ao longo do último ano de Juvenis, apesar de estar filiado numa equipa da Madeira, já ia integrado com a equipa para as provas”.

“O MEU PAI É A MINHA MAIOR INSPIRAÇÃO”

Tendo sido o teu pai um dos grandes nomes do Andebol – foi Campeão Nacional pelo ABC oito vezes, e somou 180 internacionalizações -, não te sentiste tentado a seguir as pisadas dele? “Ainda andei uns tempos num clube de andebol aqui na Madeira, mas não fiquei muito interessado e acabei por mudar de desporto” disse João Almeida, que garante que “o meu pai sempre respeitou muito as minhas decisões e acompanhou-me sempre, independentemente, do desporto que fazia”.

Sem se deter João Almeida acrescentou que “o meu pai é a minha maior inspiração. Não só pelo que conquistou na sua carreira desportiva, como também pela capacidade que teve em conciliar o mundo da alta competição com um curso como a medicina”.

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