BASQUETEBOL

BC Barcelos reforçado na corrida pela subida

O BC Barcelos é um dos fortes candidatos à subida ao Campeonato Nacional da I Divisão feminina de Basquetebol. A equipa treinada por Pedro Maio ocupava a segunda posição da Zona Norte A quando as competições foram interrompidas e está, por isso, apurada para disputar a Poule de Acesso à I Divisão.

Para atacar a subida a equipa barcelense conta já com duas caras novas: a barcelense Isabel Costa, internacional das seleções jovens e do desporto universitário, e que jogava no José Régio, e ainda Ana Rita Monte, que estava em Rio Maior na Academia MVP.

“NÃO ESTÁVAMOS ONDE DEVÍAMOS ESTAR”

Pedro Maio, treinador que continua à frente da equipa Sénior Feminina do BC Barcelos, faz um balanço positivo daquilo que estava a ser a época, embora considere que “não estávamos aonde devíamos estar. Queríamos estar em primeiro. Estávamos em segundo lugar”.

“Não estava descontente com aquilo que estávamos a fazer. Nós construímos uma equipa, em que nos diferenciávamos no sucesso desportivo e nas relações interpessoais. Estávamos muito melhor do que éramos. Quando se deu o encerramento da época só podíamos fazer um balanço positivo pelas dificuldades que ultrapassamos, pelos obstáculos que encontramos. Tudo isso serviu de aprendizagem”, garante aquele técnico.

Pedro Maio referiu ainda que “vamos aproveitar a oportunidade que a FPB nos deu com a criação destas Poules de Subida. O grupo está consciente do que vem aí e estou seguro de que vamos fazer tudo para ultrapassar os novos desafios. A equipa está determinada a fazer o seu melhor e quer subir de divisão”.

“II DIVISÃO TEM UMA MISTURA INTERESSANTE”

Sobre o Campeonato da II Divisão, o treinador do BC Barcelos referiu que “é uma divisão sui generis. Encontramos na II Divisão uma mistura interessante de jovens atletas que querem singrar na modalidade e de atletas mais experientes que acabam por ter um peso importante nalguns projetos. Este ano, por exemplo, apanhamos um Maia BC, por várias razões, muito forte, composta por atletas que foram campeãs nacionais. Foi um clube que nos criou muitos obstáculos e não conseguimos ultrapassar. Temos que dar o mérito ao Maia BC, foi uma equipa mais fria, mais experiente e isso é que marcou a diferença em algumas situações”.

 Pedro Maio recorda que “o Maia tem algumas jogadoras com traquejo e muita experiência e nós não tivemos a frieza necessária para ultrapassar certas situações porque, de resto, jogamos de igual para igual com o Maia. No nosso terreno até tivemos momentos em que fomos superiores, mas elas foram mais eficientes”.

LESÃO NA TÂNIA GOMES MEXEU COM A EQUIPA

O BC Barcelos sofreu ainda algumas baixas por lesão durante a época: “as lesões são um handicap, não podemos dizer que estamos à espera, mas elas podem acontecer. A Tânia Gomes é uma referência da posição interior, tem qualidade inequívocas nessa posição. Tentamos fazer o melhor com o que tínhamos, tentamos ultrapassar e não posso dizer nada das que tentarem colmatar essa ausência. Foi uma vicissitude, temos que aprender a lidar com isso. As lesões fazem parte dos infortúnios”.

De resto, “fica a aprendizagem para o grupo, para que todos percebam que todos somos importantes. Mesmo aquelas atletas que jogam menos, que poderão ter um papel menos revelante acabam por perceber que não é assim. Todos somos importantes e mais cedo ou mais tarde somos chamados a mostrar o nosso valor. Com a ausência da Tânia tivemos que optar por outros recursos. Não foi igual, mas a equipa soube reagir”.

“MODELO DE COMPETIÇÃO DIFERENTE”

Agora vem aí a Poule de Acesso à subida…“é um modelo de competição diferente do que estamos habituados. Como se usa muito no futebol é o ‘mata-mata’. O Basquetebol é um tipo de desporto com alternância de resultados, scores altos. Pela experiência que temos nos playoffs os resultados são baixos. Vão ser jogos difíceis, os adversários não vão facilitar, até porque não têm nada a perder, mas nós vamos dar o nosso melhor. Nós temos o nosso planeamento feito, falta saber se o vamos poder cumprir não só pelo vírus em si, mas também pelo acesso aos espaços de treino e a questão económica”.

SUBIDA É O OBJETIVO

Quanto aos objetivos, Pedro Maio garantiu que “a subida é, claramente, o nosso objetivo. Mantemos a meta com que entramos para a época. Queremos subir, isso não vai mudar. O que estamos é a fazer um reajustamento estratégico. Não temos em perspetiva de fazer o investimento em jogadoras estrangeiras, não vemos isso como uma forma segura de investir no futuro. Vivemos tempos de incerteza, de muita dúvida de todas as organizações do desporto e não queremos abraçar um projeto desportivo que não consigamos cumprir”.

O prazo para as inscrições já terminou e o calendário final deve ser conhecido em breve. Para já o calendário provisório põe o SC Braga no caminho do BC Barcelos e quem vencer fica com as portas abertas para a subida de divisão.

ISABEL COSTA E ANA RITA MONTE REFORÇAM BC BARCELOS

Quanto à formação do plantel, Pedro Maio garantiu a entrada de Isabel Costa, atleta barcelense que se iniciou no clube no Basquetebol e que regressa este ano para reforçar a equipa. Ana Rita Monte, atleta de Vila do Conde, é o outro nome já conhecido e vem da Academia MVP de Rio Maior. Entretanto, Luana Vieira foi promovida ao escalão principal.

O treinador do BC Barcelos referiu que “estas entradas são para complementar o grupo de trabalho. Não tínhamos um plantel extenso e era primordial reforçá-lo. De resto, nós queríamos ter uma certa competitividade interna para que a evolução seja maior. Não queremos um conjunto de atletas muito confortáveis”.

O RECEIO DE NÃO HAVER TEMPO SUFICIENTE PARA A PREPARAÇÃO

Interrogado sobre qual é o seu maior receio, Pedro Maio referiu que “acima de tudo não haja tempo suficiente para que as atletas voltem a um estado de forma que tinham antes do confinamento. Espero que todos em geral consigam preparar as atletas para que não haja lesões graves. Por aquilo que fomos vendo na retoma do futebol a taxa de lesões foi muito elevada e era bom que isso não acontecesse no Basquetebol”.

O BC Barcelos ainda não retomou os trabalhos de pavilhão, mas as atletas seguiram um plano de trabalhos durante o confinamento… “durante o confinamento as atletas estiveram a fazer algum trabalho de casa, portanto, elas nunca chegaram a parar. Penso que tem sido mais difícil de cumprir agora com o desconfinamento, agora houve um pouco de relaxamento mental. Toda a sociedade está a saborear a liberdade. Vamos tentar fazer o nosso trabalho em casa enquanto não pudermos regressar aos treinos normais. Há três semanas que há um planeamento, as atletas têm planos individuais de cariz físico e técnico porque tático não podemos fazer e esperar que em julho e agosto possamos começar a época normal dentro do atípico que nos espera”.

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