CICLISMO

José Dias e o regresso à estrada: “foi muito estranho”

José Dias, ciclista de Barcelos que alinha no Fortunna-Maia, regressou aos treinos na estrada esta semana, depois de ter estado mais de um mês a treinar nos rolos. A sensação essa “foi muito estranha”, mas o ciclista Sub-23 acredita que estará preparado para quando as competições arrancarem.

José Dias esteve mais de um mês a treinar nos rolos e até fAz parte de uma equipa, composta maioritariamente por ciclistas minhotos, no Grande Prémio de Portugal em Zwift. Na terça-feira, e depois do Governo ter aliviado as restrições e permitido as atividades ao ar livre, o ciclista barcelense regressou à estrada…

“É BOM PODER IR PARA A ESTRADA”

“Pela primeira vez esta terça-feira voltei a ir treinar para a estrada. É muito bom poder ir para a estrada depois de um mês e duas semanas sem andar de bicicleta na estrada. Mas continuo a ter cuidado, porque apenas passamos uma fase do vírus e, até terminar, todos os cuidados são poucos”, começou por afirmar o jovem ciclista de Barcelos, que referiu que “o treino correu mais ou menos”.

E qual foi a sensação? “Foi muito estranho… depois de tanto tempo, as sensações foram diferentes. É tudo diferente do rolo e foram muitos dias a trabalhar apenas nos rolos”.

“TREINO NOS ROLOS SÃO MAIS MASSACRANTES”

Sobre os treinos nos rolos, José Dias considera que “são mais massacrante, porque estamos horas parados no mesmo sítio. A pedalada é mais constante do que na estrada”. Apesar das dificuldades inerentes dos rolos, o ciclista barcelense até conseguiu encontrar uma forma de passar melhor o tempo.

“Até não foi muito difícil ultrapassar isto tudo porque o nosso grupo de treinos juntou-se todo em videochamada e íamos para a aplicação zwift, que basicamente é um simulador de ciclismo, onde podemos pedalar todos juntos”, explicou José Dias, que já fez várias corridas através da aplicação “já fiz várias corridas, mas é muito diferente, são corridas curtas e muito explosivas”.

PRESENTE NO GP PORTUGAL EM ZWIFT

De resto, José Dias e o seu grupo de treinos está a participar no recém-criado GP Portugal em zwift: “neste momento estou a participar com o resto dos meus companheiros de treino num evento organizado pela TeamPTz chamado (e)GP Portugal, são 11 etapas, tal qual a Volta a Portugal. Temos uma equipa chamada “Pastelaria da Feira/SteakHouse” e participamos todos juntos neste evento”.

Com o levantamento das restrições, espera-se que algumas corridas se possam realizar já em junho. Estarás preparado?

“ESTAREI PREPARADO”

“Tudo dependerá da forma como o resto do pelotão estiver a andar. Eu respeitei o que aconselharam a toda a população e fiquei em casa, não fui treinar para a estrada uma única vez. Isto afeta um bocado a forma. Houve muitos atletas que continuaram sempre na estrada e esses, de certa forma, estão em vantagem. Mas estou a recomeçar agora com calma e sinto que se houver corridas em junho estarei preparado para, dentro do possível, enfrentá-las”.

“É COMPLICADO DEFINIR OBJETIVOS”

Quanto a objetivos, José Dias considera que “é complicado definir objetivos, quando não há certezas de nada quanto à realização de corridas, mas, certamente, se se vier a realizar algumas gostava muito de correr a Volta aos Açores, Volta a Portugal do Futuro e o Grande Prémio Jornal Notícias”.

José Dias não faz um balanço muito positivo do arranque da época. Um problema de saúde afetou-o no início de fevereiro e impediu-o de estar na sua melhor forma na Prova de Abertura…

“Foi um mau arranque de época. Fiz uma pré-época muito boa, estava a andar muito bem, mas um problema no fígado no início de fevereiro deitou todo o meu trabalho por água abaixo. Ainda consegui recuperar um bocado para a Clássica da Primavera, contudo, longe do ritmo competitivo que eu desejava”.

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