VOLEIBOL

Amares Volei em franca evolução

O Amares Volei continua em franco crescimento no panorama do voleibol. O clube participa nas competições oficiais com duas equipas masculinas (Juniores e Juvenis) e conta ainda com uma equipa no minivoleibol. Esta temporada a formação amarense viu o seu trabalho ser recompensado com a chamada de André Gonçalves aos treinos regulares da Seleção Nacional de sub-18.

“A chamada em novembro do André para os treinos regulares da Seleção Nacional de Sub-18 é um sinal de que o nosso clube está no caminho certo relativamente ao seu projeto desportivo”, começou por referir Mário Azevedo responsável pelo projeto Amares Volei.

“Sem cortar etapas, e dentro das nossas possibilidades a nível de infraestruturas e humanas, conseguimos estruturar um projeto, aliado com o Agrupamento de Escolas de Amares, de forma a potenciar a prática de voleibol num concelho com as características de Amares” explicou aquele responsável.

ANDRÉ GONÇALVES NOS TRABALHOS DA SELEÇÃO DE SUB-18

Para Mário Azevedo a chamada de André Gonçalves aos trabalhos da Seleção Nacional “abre uma porta para que no futuro qualquer atleta do Amares Volei possa chegar à Seleção Nacional. Todos os atletas que fazem parte do projeto ficaram a saber que podem ser chamados à seleção se trabalharem e evoluírem as suas potencialidades. É bom termos a noção que as oportunidades surgem mesmo para clubes com a dimensão do Amares Volei”.

O Amares Volei participa nas competições oficiais com duas equipas masculinas, Juniores e Juvenis. Mário Azevedo confessa que “gostaríamos de ter mais equipas, mas estamos limitados pelo fator humano e disponibilidade de pavilhões. Tendo em conta estas dificuldades, podemos dizer que o projeto está no caminho certo”.

MINIVOLEIBOL ABERTO A TODOS

Para além das duas equipas de competição, o Amares Volei trabalha também com o Minivoleibol.

 “O Minivoleibol vai ser fundamental para dar sustentabilidade ao clube. Temos cada vez mais miúdos que se iniciam no voleibol mais cedo. Os benefícios deste projeto vão-se notar daqui a uns anos”, referiu Mário Azevedo, que lembrou que “no Minivoleibol trabalhamos com ambos os sexos. Os treinos no Centro Gualdim Pais são abertos a quem quiser participar. Ao todo temos cerca de 45 atletas no clube”.

O voleibol é um dos desportos com raízes em Amares, mas a captação de atletas continua a ser difícil, pelo menos, a nível masculino, uma vez que os meninos ainda optam muito por ingressar no futebol.

“NÃO É FÁCIL CAPTAR ATLETAS MASCULINOS”

“O voleibol já faz parte do município de Amares, o clube tem equipas desde 1995, apenas com um hiato de dois anos pelo meio. Agora não é fácil é captar atletas masculinos, pois o futebol é sempre a primeira opção”, referiu Mário Azevedo.

A Associação de Voleibol de Braga conta apenas com dois clubes filiados na formação – Amares Volei e Vitória SC – e no Minho existem apenas mais dois clubes (Famalicense e VC Viana), o que obriga os clubes a participarem nas provas da AV Porto.

“O facto de haver poucas equipas no Minho obriga-nos a ter maiores deslocações para disputarmos os nossos jogos. Isso não influência na captação de atletas, pesa apenas na nossa estrutura. Penso que qualquer modalidade desportiva no masculino terá sempre dificuldade de captar atletas porque a maior parte dos miúdos ainda prefere o futebol”.

“ATLETAS SEGUEM PROGRAMAS ENVIADOS SEMANALMENTE”

Devido à pandemia do Covid-19, os atletas do Amares Volei estão a trabalhar de casa, segundo os planos semanalmente enviados pela equipa técnica.

“Nesta paragem, todas as semanas é passado um plano de treino aos atletas. Tenho a certeza que está a ser cumprido, pois todos estamos cientes da importância de nos mantermos ativos. Todos queremos regressar aos treinos e aos jogos o mais rápido possível e na melhor forma possível. E isso só será possível cumprindo o plano estipulado”, referiu Mário Azevedo.

Interrogado sobre se esta paragem das competições pode afastar alguns atletas da modalidade, aquele responsável afirmou que “acredito que isso não vai acontecer. Não acredito é que os clubes desportivos consigam funcionar nos mesmos moldes anteriores. Terá de ser feita uma reestruturação e perceber que a realidade das famílias, da sociedade vai exigir outro compromisso dos clubes. Os clubes têm de ser uma solução para os tempos difíceis que se seguem. Não há outra hipótese para o desporto”.

FUTURO DAS COMPETIÇÕES

Quanto ao futuro das competições, Mário Azevedo referiu que “o retomar da competição, no ponto onde estava, espero que não seja retomado. Seria uma falácia competitiva. As equipas não estão como estavam antes desta paragem. Não sabemos como vai ser o regresso, se as condições vão estar presentes de forma igual em todo o país. Há fatores externos às equipas que se alteraram, e isso inverterá toda a realidade competitiva que existia antes” e sem se deter acrescentou que “não acredito que haja condições para retomar a competição nos mesmos moldes. Pode é ser iniciada uma competição diferente. Até porque se o início dos campeonatos se mantiver para outubro, são mais de seis meses de paragens, o que para a formação é castrador da evolução de qualquer atleta. Vamos aguardar com tranquilidade a definição da Federação Portuguesa de Voleibol, mas tenho a certeza de que todos estes fatores estão a ser tomados em consideração”.

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